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Incas

Manco Capac e sua irmã, Mamma Oclo, teriam descido do alto das montanhas e civilizado os Quíchuas, um povo que já habitava na região da cordilheira dos Andes na América do Sul.

Esta é uma parte da lenda contata pelo povo inca sobre a origem de sua história. Manco Capac figura como um personagem mítico, um semi-deus ou um filho de deus na visão de seus membros.

Sua estrutura enquanto sociedade, se desenvolveu e dominou pelo vasto território que abrange a atual Colômbia até o Sul do Chile e da Argentina atuais.

A região do Peru atual, figurava como centro econômico, político e organizacional. Adquiriram o idioma quíchua como língua matriz e tinham nas guerras uma das suas principais atividades, pois é pela sua prática que alguns personagens se destacavam e adquiriam benefícios como escravos, bens e títulos.

O Inca tinha uma companheira e isso era prática comum desde o seu início enquanto império, ela era a Qoya. Suas figuras se assemelham ao que são definidos na Europa como rei e rainha.

Manco Capac, vestimenta lembra romanos e gregos do mesmo período

Sua linhagem divina, onde acreditavam ser descendentes do deus Sol, obrigava-os a se casarem entre si, fazendo com que deste modo o Inca sempre tivesse uma linhagem a partir de seus ancestrais ao se casar com sua irmã. Mesmo assim, o Inca poderia ter muitas concubinas com as quais tinha seus filhos não alinhados na hierarquia social.

O Inca era um governante que reunía as condições de imperador e de sacerdote, tendo os seus súditos como de uma absoluta submissão. Esta veneração era de tal ordem, que uma pessoa comum não poderia se comunicar diretamente com ele, era preciso que uma pessoa especial, de linhagem nobre estivesse próximo à ele e transferisse seus comunicados à população comum.

Era curiosamente conduzido em uma maca dourada, muito similar ao que se utilizava em parte da Índia e da China no mesmo período.

Suas roupas eram tecidas em lã das vicunhas da mais elevada qualidade, com uma túnica que ia até os joelhos e um manto banhado de esmeraldas e de turquesa, braceletes e joelheiras douradas, e um medalhão em ouro com o símbolo do império Inca.

A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca que realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.

Portal de Tiahuanaco

barco Mu (irmão) similar aos utilizados por egípcios

Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de clãs que passaram a integrar o império. Foram chamados de orejones pelos espanhóis porque usavam orelheiras.

Os yanaconas eram uma espécie de escravos selecionados entre prisioneiros de guerra ou populares que eram encarregados de proteger seus senhores, administrarem terras do Templo do Sol e os armazéns de abastecimento.

Somente altos funcionários e chefes militares podiam ter a seu serviço os yanaconas os quais, é importante lembrar, podiam possuir bens, o que não nos permite confundi-los com escravos. Apenas um dos filhos do yana era escolhido para continuar a atividade do pai. Alguns viviam em meio ao fausto de Cuzco enquanto outros serviam curacas pobres em regiões distantes.

Algumas mulheres também eram escolhidas para serem educadas nos monastérios do Sol por mulheres mais velhas e descendentes da etnia dos incas. Algumas tornavam-se esposas secundárias do imperador, outras eram dadas em casamento a quem o imperador desejasse e outras permaneciam virgens para poder participar do culto solar. Ao lado da atividade ritual estas mulheres também se dedicavam a fiar e a tecer. O número delas por vezes era tão grande (perto de 2000 mil), que permitia uma produção que escapava a política de reciprocidades tradicionais. O mesmo ocorria com a produção dos yana favorecendo a desagregação das antigas formas de solidariedade social. Portanto as relações sociais estavam em transformação indicando uma tendência de transformação do Estado.

Sacsayhuamán pedras com até 240 toneladas

Relógio de Intihuana

O povo tinha um papel extremamente importante na sociedade na medida em que era responsável pela sobrevivência alimentar através do cultivo da terra e, também, pelas guerras que faziam parte das formas de controle da produção em uma área bastante extensa.

As terras eram divididas em três partes. Os produtos obtidos do cultivo da primeira parte eram oferecidos ao culto do Sol, os da segunda parte para o Inca e os da terceira parte para a comunidade.

O comércio entre os indígenas era feito através de permutas. Nas feiras podiam encontrar alimentos (milho, mandioca, feijão, mel etc) cerâmica, tecidos e instrumentos agrícolas. Os indígenas muitas vezes utilizavam-se de uma espécie de "serviço de crédito", ou seja, já tendo trabalhado, podiam receber alimentos.Contudo, o comércio não era grande porque parte considerável da população produzia o que necessitava.

Não se conhecia o uso de moedas, embora os incas possuíssem um sistema numérico decimal pelo qual elaboravam sua contabilidade. Para favorecer a memorização, utilizavam-se dos quipus que consistia em uma série de cordinhas que indicavam as dezenas, centenas e os milhares, permitindo que fossem feitos levantamentos que serviam para controle do Estado. Funcionários especializados manipulavam os "quipus".

A agricultura inca foi muito aperfeiçoada, especialmente com a introdução de canais de irrigação. Os excedentes produzidos eram armazenados em celeiros públicos, abastecendo a população em períodos de fome ou durante festejos públicos.

Os Incas foram cruelmente dizimados, em uma atividade que ultrapassou a barbárie e impôs a extinção deste império com a morte de aproximadamente 6 milhões de pessoas. No primeiro momento, os espanhóis que acompanhavam as tropas de Francisco Pizarro, em um total de 250, ao serem recebidos pelo Inca que os esperava por acreditar estar reencontrando os amigos de seus ancestrais do passado (fenícios por exemplo), tiveram a menção do Inca para toda a população, de que nenhum daqueles homens poderia ser morto ou sequer ferido.

Pizarro ordenou a prisão do Inca em seu próprio aposento, sem contatar nenhum dos seus familiares e ordenou que trouxessem ouro e todo tipo de metal precioso.

O Inca, percebendo então o grande mau que fizera, tentou escapar atendendo ao pedido de Pizarro, ordenando que trouxessem ouro até o nível do teto daquele aposento, no que foi atendido. Mas não ganhou a liberdade e seus homens foram mortos ao fio da espada, sem levantar uma arma sequer. Nenhum espanhol foi morto.

Sucedeu-se um longo período de guerras e de governantes, sempre influenciados por espanhóis que acabaram por dizimar completamente todo o império.

Os Incas íam além da complexidade social e de sua tecnologia para a agricultura (não captada e desconhecida para as sociedades modernas, que não conseguem repetir seus feitos nas montanhas). Eles tinham um sofisticado meio de comunicação ótica e conseguiam realizar edificações tão grandiosas quanto os maias ou astecas.

Entre as que figuram como um desafio para as tecnologias atuais está o perfil de Manco Capac, esculpido nas montanhas de Matchu Pitchu e que vemos na foto acima. Matchu Pitchu está no alto das montanhas andinas, à 2.350 metros de altitude, e só veio a ser encontrada por um arqueólogo norte americano Hiram Bingham em 1911.

(continua)

Perfil de Manco Capac esculpido nas montanhas de Matchu Pitchu

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