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Granizo

Os granizos são partículas ou gotículas de água formadas nas nuvens que se resfriam ao serem lançadas à maiores altitudes e se congelam devido às razões térmicas inferiores à 0ºC, quando estas mesmas gotículas sobem para cima da linha Isotérmica que é de 0ºC, onde a temperatura acima dela será menor e abaixo dela será maior.

São formadas principalmente nas nuvens denominadas Cumulonimbus. Sempre que uma nuvem como esta estiver carregada de umidade e receber a ação de uma massa de ar quente vindo em ascendente, teremos o lançamento de parte do volume gerado nas gotículas de água para as camadas superiores da atmosfera, que retornam pela gravitação e acumulam maior quantidade de elemento líquido acrescendo seu volume. Quando este volume é mais expressivo do que os ventos convectivos que ascendem no interior das nuvens, ele acaba descendo, podendo ou não se fragmentar com a resistência atmosférica na sua descida de encontro ao solo.

Estas nuvens apesar de carregadas em volume, são lançadas para cima pela massa de ar quente e avolumam em forma de um cogumelo de quilômetros de diâmetro e altitude ainda maior atingindo a troposfera (chegam a atingir altitudes iguais ou superiores à 15 km no seu volume total). A maior parte da concentração de vapor na atmosfera se apresenta até 2 km de altitude, sendo muito reduzido para altitudes acima de 5 km

Ao vir em uma descendente, as partículas formadas pelo resfriamento no interior das nuvens (têm estas condições propícias porque estão à altitudes elevadas), estas pequenas partículas de gelo podem acrescentar volume também porque descem e atraem para si parte do ar úmido.

O processo de desenvolvimento do granizo segue a seguinte ordem:

1- as gotas de chuva são arremessadas pelo vento até as camadas superiores da nuvem (13 ou 15 km de altitude), lá, elas se refriam a 0ºC ou menos, e se tornam pedras de gelo;

2- elas ficam pesadas, caem e acabam agregando ainda mais água em torno delas;

3- pegam outra corrente de ar ascendente e sobem, congelando as gotas que acabaram de se juntar formando os cristais de gelo, permanem neste estado até que seu volume seja expressivo e perceba a força atrativa da gravitação e venham finalmente à despencar.

No momento da queda, a base da nuvem pode estar à 600 ou 700 metros, mas as pedras de gelo podem estar caindo diretamente do topo, à 10, 13 ou 15 Km de altura.

Dependendo da atividade e das condições em que vier a ser formada, as pedras de gelo são tão pequenas que não atingem o solo na forma degelada, mas sim como gotas líquidas muito geladas.

Pela presença e desenvolvimento propício no interior destas nuvens é muito perigoso a incursão de uma aeronave em seu núcleo, porque pode enfrentar um grande volume de partículas de gelo em formação e que podem comprometer qualquer aeronave, pois a velocidade de vôo será a velocidade do impacto de cada uma das pedras de gelo desenvolvidas.

É muito comum percebermos algumas das pedras de gelo na forma esbranquiçada e não na forma vítrea, isso se deve ao fato de que ao virem em uma descendência, podem ocorrer a fusão de elementos gasosos na superfície das partículas e com isso, temos sua ascendência formando não uma pedra de gelo, mas um floco de neve. Ela pode vir a ser envolvida por outras moléculas de água que se aglutinam em torno da composição e acabam formando uma constituição mais sólida que obterá maior volume e cairá na forma de uma pedra de gelo.

Abaixo da linha Isotérmica de 0ºC, temos a constituição de partículas de água e vapor na forma de gotículas. As nuvens que se encontrarem acima da linha Isotérmica de 0ºC, estarão mais resfriadas e com a apresentação de vapor resfriado na forma de cristais de gelo.

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