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Ressaca

Ressaca é o nome atribuído para as anomalias marinhas ocasionadas com a elevação do Oceano Atlântico. Foram registradas inicialmente no final dos anos 80 e início dos anos 90 na cidade do Rio de Janeiro nas praias de Cobacabana e Ipanema. À medida em que se passaram os anos, tornou-se mais e mais ativo, se alastrando para outras praias e para outros Estados, seguindo por ordem de ocorrência para São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Bahia e Santa Catarina.

Trata-se de uma adversidade ocasionada por um fenômeno ainda não reconhecido e não admitido, o nivelamento oceânico. Pelos efeitos ocasionados com a separação dos continentes e agrupamento da costa ocidental das Américas, tivemos ainda o represamento das águas do Oceano Pacífico que o tornou mais elevado do que os demais.

Associado indiretamente ao Oceano Índico e seus adjutores, Mar Vermelho e Mar Adriático, este imenso grupo de águas que compõe o Grupo do Pacífico (GP), é maior do que o grupo de águas do Oceano Atlântico, Mar Mediterrâneo e Círculo Polar Ártico (GA), em cerca de cinco vezes.

Isso porque além de ser menor em extensão de área, o Atlântico é ainda menor em volume, tanto quanto os mares que lhe são adjacentes.

As águas dos Oceanos se avolumam no perímetro do planeta e com isso possuem maior nível comparativo na linha do Equador magnético, do que nos trópicos e menor ainda nos Círculos Polares.

Sendo assim, temos como entender o porquê de Estados brasileiros no Nordeste sofrerem ainda mais com o fenômeno do nivelamento oceânico em detrimento ao que é percebido em outros mais distantes da linha equatorial.

Apenas para exemplificar, a cidade de Fortaleza, já perdeu cerca de 400 m (recuo do litoral) em 40 anos, o mesmo não foi percebido para o litoral de Santos e Rio de Janeiro, contudo o avanço do mar ainda que menos expressivo para o Sudeste (abaulamento), é incontestável e impossível de ser ignorado.

À medida em que se passam os anos, os efeitos das ressacas tendem a ser mais expressivos e destrutivos, invadindo ruas e calçadas, prédios e hotéis, lançando a força das águas do Oceano para o encontro com as pessoas nas cidades. Não se trata de um resultado por ação do povoamento como chegaram a argumentar alguns geologistas brasileiros, mas sim de uma anomalia ocasionada com o nivelamento dos oceanos.

No passado quando da sua ocorrência, tentaram relacionar a algum tipo de tempestade, maremoto ou qualquer outra forma de anomalia climática no Oceano, contudo nada foi comprovado que pudesse ser associado aos efeitos percebidos no litoral. Tudo o que se podia perceber era um aumento de nível quando da oscilação natural das marés. Mas isso sempre foi algo comum para qualquer cidade litorânea e mais ainda, o registro nas leis municipais dos Estados e da Federação brasileira que impede a construção de vias, rodovias, edifiícios e construções de toda sorte à uma distância inferior à de 200 m da orla marinha, é prova cabal de que os efeitos não são outros, são resultado do aumento de nível para o Atlântico.

Em condições normais, este efeito não seria percebido porque na verdade é a oscilação natural das águas que avançam e se retraem no litoral de qualquer região, mas quando o seu nível é maior, as suas águas são mais agitadas e muito mais fortes.

A verdade sobre este fenômeno está mais distante da simplificação de que o avanço das edificações esteja percebendo seu fruto. Para entender um pouco mais sobre isso, leia em fenômenos naturais clicando aqui.

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