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Vendaval

Diferente de um tornado ou ciclone, um vendaval pode ser relacionado ao encontro entre duas massas de ar que giram em sentido oposto, favorecendo o desenvolvimento de uma terceira massa de ar que se desloca como um lançamento de ambas.

A extensão territorial brasileira, sua topografia e principalmente a cadeia de montanhas ao oeste do bloco da América do Sul, permite que a massa de ar do Atlântico Sul acione a massa de ar continental fazendo com que seja definida sobre esta parte do continente como uma massa de ar secundária que gira em sentido horário e atua principalmente sobre a Amazônia brasileira. Ela ocasiona o deslocamento de uma massa de ar que ao girar neste sentido, traz uma corrente de centro vindo do Norte brasileiro atingindo a região Central do Brasi (1).

É conhecido como vento do Noroeste e terá possibilidade de desenvolver massa de ar se deslocando do continente para a região central, ganahndo mais força quando do encontro com a massa de ar primária do Atlântico Sul.

No Brasil, os vendavais têm atividade maior para os Estados do Sul e Sudeste, mas não são regra definida, uma vez que Estados como o do Rio Grande do Norte também já presenciam este fenômeno com certa regularidade, tanto quanto Estados como a Bahia, Alagoas, entre outros (3).

Porém a atividade maior fica por conta do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (4 e 5).

As massas de ar Primária do Atlântico Sul e Secundária Continental do Atlântico Sul, irão favorecer o deslocamento da massa de ar do Noroeste em direção ao Centro do país como representado na indicação 1. As massas de ar da Corrente Secundária do Atlântico Sul quando são favorecidas pela penetração da massa de ar do Pacífico Sul vindo do Argentina, permite o desenvolvimento da massa de ar do Sul em direção ao Noroeste como na indicação 2 atingindo o Norte de Santa Catarina, o Oeste do Paraná até o Mato Grosso do Sul.

As massas de ar Primária do Atlântico Sul e Secundária Continental quando acionam em conjunto por atividade mais forte da massa de ar continental, permite o surgimento de uma corrente vindo como na indicação 3 afastando a origem do vendaval que poderia surgir no Estado do Pará, para surgir entre o Ceará e o Rio Grande do Norte.

Quando a força das massas de ar estiver relacionada ao encontro entre as massas de ar do Atlântico Sul Primária e Secundária, irão favorecer o desenvolvimento de uma massa de ar que irá se deslocar em sentido do Sudeste como segue na indicação 4. Ainda quando da atividade mais forte da massa de ar do Pacífico Sul, penetrando no Continente Americano, temos a possibilidade de observar a ação de uma forte corrente partindo do Sul do país em direção ao Nordeste como observamos na indiação 5.

Em qualquer das indicações, se percebermos uma ação conjunta das massas de ar envolvidas na sua origem com maior força do que a convencionalmente observada, temos como provável a atividade de uma ventania que poderá ocasionar o fenômeno do Vendaval com velocidade de até 160 km/h.

Um Vendaval não se assemelha a um tornado, tempestade tropical ou mesmo a um redemoinho, porque a sua forma de passagem por uma região não é a de uma tormenta que atua com sentido de giro, mas sim de um deslocamento em uma direção definida pelas massas de ar que se encontram e favorecem a atividade do fenômeno.

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