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ÍNDICE:

O movimento dos continentes 02

Comportamento dos Fluídos e Correntes marinhas 08

Comportamento das Massas de ar 15

Conseqüências nas alterações das massas 20

Continentes e soalho oceânico 20

Oceanos, Mares e Rios 23

Massas de ar 26

Conseqüências no planeta 30

Simbologia & Nomenclatura 33

Figuras e mapas (folhas individuais) de 34 a 61


O MOVIMENTO DOS CONTINENTES


Até meados dos anos 60, toda a classe científica internacional era defensora das teorias ficcistas, onde não admitiam que os Continentes pudessem ter se deslocado de seu posicionamento para formar a atual geografia, nunca teriam mudado de posição. Um trabalho elaborado pelo meteorologista alemão, Alfred Lothar Wegener apresentado entre os anos de 1913 e 1917 como “Teoria da Deriva Continental”, foi ridicularizado. Wegener morreria em 1930, preso nas neves da Groenlândia tentando obter material que viria a acrescer a sua tese colhendo fósseis de vegetais e rochas para serem comparadas com as encontradas no norte da Grã-Bretanha e península da Noruega.
A partir de trabalhos como os da equipe liderada por Allan Cox no sopé da Serra Nevada e o apresentado por Fred Vinne e Drummond Matheus no Oceano Índico, toda a classe científica passou a compreender e admitir que as teorias do meteorologista estavam corretas, mas isso só viria a ocorrer nos anos 70 quando estes e diversos exames, amostras, descobertas e provas comprovaram esta teoria a partir de uma convenção internacional ocorrida em 1976.
A grande verdade é que hoje, nós sabemos que os continentes do planeta possuem movimento, por exemplo: o bloco da América do Sul se desloca cerca de 5 cm ao ano, a América do Norte em torno de 4 cm, a África perto de 7 cm, a Ásia 2 cm, a Europa 3 cm e a Austrália 5 cm. Todos com deslocamento ritmado no sentido genericamente falando, de Leste para Oeste. A grande incógnita fica por conta dos verdadeiros motivos que promovem este fenômeno.
Existem segmentos que defendem a tese de que os continentes estejam se deslocando em função de uma força produzida a partir do magma (rocha derretida em estado líquido presente abaixo das placas tectônicas). Este elemento químico se encontra em temperaturas elevadíssimas e em estado líquido por razão de sua condição.
A forma como ele poderia representar o movimento de um bloco continental pode ser exemplificada a partir dos efeitos em conseqüência do vapor substancial que apareceria pelo resultado direto desta atividade. Isso poderia fazer com que uma grande massa de ar sob um bloco continental acionasse em uma força de propulsão, o deslocamento deste bloco, fazendo com que venha a se movimentar.
Isso seria parcialmente verdadeiro, uma vez que existem algumas barreiras nesta questão. Quando uma região acaba observando a presença deste elemento gasoso, ela normalmente acaba facilitando a sua atividade como se estivesse permitindo um “escape” para a forma em questão. Assim sendo, o gás que se formar a partir deste processo daria origem a determinados locais onde este fenômeno pudesse acontecer. Na verdade este tipo de processo ocorre no magma dando origem a vulcões, que servem como locais para que o grande acúmulo deste elemento possa ser liberado formando inicialmente montanhas ou áreas montanhosas, que ainda são originárias do encontro das placas tectônicas.
Então o que daria origem a este fenômeno tão natural e constante que é o movimento dos continentes?
Para entender tudo o que cerca este assunto, devemos considerar aquilo que temos de palpável e neste sentido nada deve ser ignorado. A melhor forma de se compreender o procedimento com o qual se desenvolve o movimento dos continentes, é partindo da observação da geografia e do relevo.
A geografia da Terra denuncia uma força ativa e permanente no planeta que proporciona o deslocamento contínuo e constante de porções continentais a valores ínfimos, mas que pode ser observado. Esta força está diretamente relacionada à forma como se apresenta cada região do planeta, visto que seu fator é baseado no magnetismo.
Todos os elementos acima da superfície terrestre estão condicionados a perceber a sua atividade sobre si. Porém os elementos que se encontram acima da linha equatorial estão mais sujeitos do que aqueles se encontram abaixo, ou na zona equatorial.
Em razão desta atividade tudo o que existe acima da superfície é atraída para o pólo Norte magnético da Terra de maneira constante, permanente e maior quanto mais próximo estiver da sua proximidade.
Quando um bloco possui características magnéticas mais fortes do que outro, podemos perceber uma atividade maior em direção ao norte magnético como no caso da Índia contrapondo-se à matéria presente no bloco asiático fazendo-a se deslocar à velocidade de cinco cm anuais em direção ao Norte elevando as montanhas do Himalaia, ou uma porção do território italiano que se desloca em sentido ao Norte à razão de 3 cm anuais.
A força de atração para o norte magnético terrestre fica muito clara quando percebemos que todo o continente asiático se apresenta alterado de sua antiga condição, contornando o eixo polar norte magnético. O mesmo ocorre em maior evidencia no Canadá onde percebemos a fragmentação deste bloco continental em favor da sua direção.
Já no hemisfério sul, a força de atividade não é atrativa, mas sim repulsiva ou neutra, podemos perceber que nem a América do Sul, nem o bloco Africano, nem a o bloco Australiano tendem a se deslocar em sua direção ao extremo sul magnético, sendo mais provável ocorrer o inverso, ou seja, que se desloquem em direção ao norte.
Além do fator magnético, outro que deve ser considerado é o da força de rotação da Terra, que ao girar em torno de seu próprio eixo, acaba fazendo com que o peso de cada continente venha a faze-lo se deslocar. Isso vem em razão de uma força, a da inércia física. Por ela, todos os elementos físicos tendem a se desprender em sentido contrário ao do movimento existente. Isso foi brilhantemente percebido e definido por Gaspar Gustav de Coriolís, físico francês que apresentou a tese conhecida como força de Coriolís.
Mas temos em outra capacidade existente no planeta que parece ter importância significativa e deve ser mencionada, assim como deve ser estudada com maior profundidade, algo que pode ser de grande valor para que possamos entender este fenômeno, a força de equilíbrio.
Se pegarmos uma esfera, ou uma bola e sobre ela colocarmos uma massa, fazendo-a girar em torno de seu próprio eixo, temos movimentos desordenados, que tendem a seguir uma ordem ritmada em que inicialmente a ovalidade de sua forma fará com que esta se apresente no perímetro do eixo de rotação, passando depois para o alto quando altera sua velocidade concentrando volume na extremidade superior por ação centrífuga, volta a modificar a sua posição enquanto perde velocidade e a direciona novamente para o perímetro, desenvolve movimentos ainda mais desordenados tendendo a apresentar a massa nas partes inferiores até parar de girar. Quando pegamos esta bola, observamos que a massa que foi colocada sobre ela não está mais na mesma condição em que foi colocada, mas sim dispersa.
A tendência natural de uma forma esférica que gira em redor de seu próprio eixo, é a de encontrar uma condição que lhe confira estado de equilíbrio para seus movimentos. Se a distribuição de sua massa superior não estiver perfeitamente equilibrada e distribuída, a própria força de equilíbrio fará com que esta massa venha a obter esta condição. No caso do exemplo apresentado, se dermos continuidade a estes movimentos teremos a distribuição da massa em todo o perímetro da forma esférica em função da força centrífuga da rotação em torno de seu próprio eixo. O mesmo resultado que temos no formato da Terra e isso não é casual.
Sendo assim, temos aqui três fatores que podem nos dar uma pista sobre a origem para o movimento dos continentes. O primeiro é o magnetismo, o segundo a força de rotação e o terceiro a força de equilíbrio.
Todas têm atividade constante, mas a condição na qual o planeta se encontrar em determinado período é que fará com que um se destaque mais do que o outro.
A força de equilíbrio faz com que o planeta em desequilíbrio distribua as suas porções em redor de sua superfície. No entanto nunca devemos atribuir a condição em que encontramos na idade contemporânea para que se compreenda o que possa ter ocorrido no continente ou em uma determinada região no passado. Refiro-me ao erro crucial que pode acontecer quando queremos datar um fato presente ou uma situação que esteja sendo observada. Por exemplo: estalactites e estalagmites são formações rochosas produzidas por rochas sedimentares originadas a partir de um solo rico em calcário, que com a presença de umidade fará com que cada gota que desça do teto de uma caverna (sempre se formam em cavernas, com a diferença de que algumas possam ser posteriormente cobertas por água e formar lagos com estas duas formas cobertas), dê origem a estas formações rochosas.
Quando se estuda o tempo de cada uma, é medida a sua altura pela demora com que cada gota cai de uma formação para a outra. Digamos que neste momento, por exemplo, esteja caindo à uma razão de 1/min, os métodos tradicionais apontarão como resultado a origem destas formações há milhões de anos. Isso na verdade pode ser um erro grotesco, pois as estalactites e estalagmites não se formaram a partir de uma progressão aritmética e sim a partir de uma progressão geométrica, ou seja, no início de sua formação, eles percebiam a incidência destas gotas em muito maior intensidade, podendo ter suas origens desenvolvidas por um processo muito mais recente do que se imaginava, pois não sabemos à que período iniciou a escassez de umidade na região acima das rochas. Uma estalactite ou uma estalagmite pode atingir mais de 70 % de sua forma total em menos de mil anos.
O mesmo deve se aplicar aos continentes, pois não é correto fazer cálculos para se saber o tempo a que remanesce a separação continental a partir de uma contagem pura e simples de cinco centímetros anuais, por exemplo, comparando a partir do deslocamento observado nos tempos contemporâneos. Visto que uma força propulsora que permita ou que dê origem à separação dos blocos continentais pode ter sido muito grande e seu movimento inicial tenha sido muito maior do que se imagina, até atingir o deslocamento estável que encontramos em nossos dias, mesmo porque o movimento ritmado que encontramos hoje deixa claro que está em condição de estabilidade e estacionado, algo que pode ter ocorrido em desaceleração total já há muito mais tempo do que se imagina.
Todo o planeta parece ter obtido um estado de estabilidade resultante de um processo que tenha ocorrido no passado. A separação do bloco da Groenlândia em direção ao Noroeste, evidencia que a região da América do Norte estivesse em uma deficiência de volume em relação às demais. O mesmo pode se aplicar ao bloco Australiano, pois apesar de sua dimensão reduzida, está estrategicamente posicionado conferindo um afastamento de seu território fazendo com que promova uma compensação com seu volume para este local.
Outra apresentação interessante fica por conta da imensidão do Oceano Pacífico, uma vez que, apesar de estar sem nenhuma porção de terra emersa de valor representativo, possui um volume muito maior de suas águas fazendo com que seja equiparada na forma de um contra-peso em relação às demais regiões.
Assim sendo, o planeta tem justificado a sua estabilidade significativa que permaneceu ao longo de milhares de anos. Mas parece que houve uma alteração neste quadro e isso vem contribuindo para que possamos nos dirigir a um estado crítico e assim sendo podemos perceber o próprio planeta se dirigindo a um reposicionamento de suas porções continentais, isso nós trataremos em um capítulo posterior sobre as conseqüências.
Existem evidências que apontam para o antigo posicionamento do pólo Norte magnético abaixo da Índia e ao Leste do Continente Africano. De todas que se apresentam, vale destacar os depósitos glaciários representados no mapa 1, que conferem estas regiões indicadas pela representação verde, como áreas que estiveram próximas aos Círculos Polares. O elevado grau de salinidade das águas no Círculo Polar é devido ao constante da força centrífuga e isso por si, justificaria a situação em que se encontra o Mar Morto, visto que se apresenta em um local onde pode ter havido a transferência das águas do antigo Círculo Polar para dar origem à sua formação, ou que tenha se constituído nesta condição favorecido por um posicionamento intermediário do pólo Norte entre o período anterior aqui analisado e a situação atual, pois temos a sua elevada salinidade a partir de um efeito que teria estas causas e não por outra razão. Outra fica por conta dos depósitos salinos (representação azul no mesmo mapa), que são reconhecidamente formados após um longo período de apresentação do local à linha equatorial, também chamada “Zona Tórrida”. Alguns dos mais famosos depósitos salinos não se encontram em nossos dias na zona equatorial magnética, mas sim em regiões tropicais, como no Norte da Europa e da América do Norte, em regiões mais frias e muito acima da linha do Equador, denunciando a antiga geografia.
Estas evidências fizeram com que grande parte da geologia defendesse o antigo posicionamento destas regiões obedecendo ao posicionamento dos pólos a partir da atual condição, o que faria com que a Índia estivesse unida ao Sul da África (separada da Ásia), à Austrália e ao bloco da Antártida, agrupando-se nas proximidades do atual sul magnético terrestre. Contudo o que verdadeiramente ficou comprovado, foi que a Antártida já esteve em região tropical, afirmativa obtida por meio de amostras de vegetais e florestas densas cobertas pela neve. Isso inibe tal reconstituição ou antiga geografia.
Ordenando o antigo posicionamento e distribuição dos continentes, podemos perceber outra maneira de interpretar as condições do planeta no passado. A partir das referências geológicas e reorientando os continentes, podemos obter o seguinte quadro no mapa 2.
As referências para a reordenação são baseadas também pela conformidade de contorno, principalmente entre as costas orientais das Américas do Norte e do Sul contra as costas ocidentais da Europa e da África. A redefinição do seu posicionamento a partir da costa brasileira e costa africana é facilmente percebida e faz parte das teorias de Wegener. O que não foi do seu conhecimento, em razão de que a elaboração dos mapas oceanográficos veio a ser realizado muitos anos depois a partir do uso do magnetômetro (a), foi a existência de uma região submersa em forma de planície na costa oriental da América do Norte e cujo contorno confere um “encaixe” na Baía de Biscaia, acima da Península Ibérica e abaixo das ilhas Britânicas. Esta planície é conhecida como Grande Banco e está situada imediatamente abaixo da Bacia do Labrador na costa Leste dos EUA e Canadá.
(a)Magnetômetro: equipamento de medição da profundidade oceânica, capaz de traçar o perfil do leito no soalho oceânico por ondas sonoras, criado durante a 2a. Guerra Mundial e tendo uso para fins pacíficos a partir dos anos 50.

Tendo estas duas conformidades de contorno como pontos de referência para a perfeita orientação da antiga distribuição dos continentes, passamos a perceber a Groenlândia juntando-se à Península da Noruega e Suécia, trazendo a América do Norte, da mesma forma como podemos perceber a posição da Península da qual se constituem Noruega e Suécia, mais próximas ao continente europeu no passado, tanto quanto as ilhas Britânicas, a própria Europa junto ao Continente Africano, e todas as demais regiões muito mais próximas ao antigo Norte magnético.
Tudo isso deixa claro que exista um imenso vazio entre o Estreito de Gibraltar e a América Central, pois é impossível reordenar os continentes e se pretender que a reconstituição confira uma proximidade destas duas regiões. É muito evidente uma vez que ao se reposicionar os continentes, percebemos que desde o estreito entre a região que atualmente pertence ao Suriname na América do Sul, e Serra Leoa na África, até o Estreito de Gibraltar contornando o continente africano, temos em torno de 3.800 km (mapa 2 representado com a linha vermelha), enquanto que a distância pela costa da América do Norte e América Central percebe mais de 7.000 km na linha verde.
Este quadro confere um imenso vazio, cuja dimensão é proporcional ao de um território equivalente ou superior ao Europeu. Partindo do raciocínio lógico onde esta porção de terra não poderia ser tragada pelo núcleo da Terra (algo que daria origem à formação de outro bloco continental ou realizaria um processo contrário, pelo qual esta região não viria a descer, mas sim a subir em razão da elevação do magma), temos como mais provável que a região onde percebemos esta reconstituição tenha sofrido um processo que lhe permitiu alterar o seu posicionamento, algo que ficou muito claro na linha da Dorsal do Atlântico. Isso pode vir a ser confirmado se esta Dorsal possuir rochas mais antigas na proximidade com o Círculo Polar Ártico e mais recente no hemisfério Sul. Assim sendo este bloco pode ter sofrido um deslocamento contínuo passando a se posicionar no extremo sul magnético da Terra e compor o que atualmente conhecemos como Antártida.
Se conseguirmos admitir que este processo tenha ocorrido, podemos compreender que este bloco do qual se constituía a Antártida dos nossos dias, tenha servido no passado como um elemento propulsor a conferir o deslocamento abrupto dos blocos americanos em direção ao atual ocidente (antigo sul polar magnético).
Assim, temos a partir deste processo, a possibilidade de compreender que os blocos continentais sejam na verdade placas tectônicas que se sobrepõem umas às outras.
A que se deveria o processo que faria a imensa porção de terra que serviu de elemento propulsor ser tragada pelas águas?
Para compreender isso, é preciso saber que a região aqui apresentada estaria banhada por um imenso mar dividindo os continentes Africano e Europeu do atual Continente Americano, tendo a imensa ilha ao centro. Assim agrupadas, podemos perceber que as águas deste mar dividiriam todas estas regiões desde o atual sul das Américas e o seu encontro com o extremo sul da África, até o norte atual que apresenta unidas a América do Norte, Groenlândia e norte da Europa, como segue no mapa 3 tratando da antiga distribuição continental definindo as antigas correntes no globo diante da antiga geografia.
Girando em torno de seu próprio eixo, a força desprendida pelo movimento de rotação, faz com que estas águas sigam em sentido único, pois estaria acima da linha equatorial magnética e desprendidas da força neutra que converte as águas em uma Corrente Equatorial de Centro (CEC) identificadas pelas setas verdes. Deste modo, as águas movidas pela inércia física teriam força de deslocamento muito grande, sendo capazes de desprender grande velocidade nas profundezas. Isso permite a esta corrente de ação contínua e de águas profundas, formar uma erosão marinha sob o bloco da ilha encontrada ao centro deste grupo (mapa 3). A partir disso, esta ilha passa a permanecer apoiada sobre os blocos Americano, Europeu e Africano. (erosão marinha na figura A).
Se esta situação existiu, temos neste quadro uma explicação muito importante para compreender não apenas a forma como esta região possa ter desaparecido (processo que poderia ocorrer de maneira abrupta e em poucas horas vindo de encontro à narrativa de Platão que menciona o desaparecimento desta ilha em um dia e uma noite), mas também passamos a encontrar uma explicação para a separação dos blocos americanos para com os demais.
A sustentação desta ilha nos continentes mencionados passa a perceber a representação do peso deste volume até o momento em que ele passa a ser significativo e possa conferir a imersão deste bloco de proporções continentais impulsionando os blocos das Américas fazendo-as se separarem totalmente.
Separando-se dos demais continentes, as Américas passam a iniciar um processo de alterações repentinas e constantes em pouco tempo, movidas pela impulsão e pela força de dispersão desenvolvida como efeitos do processo iniciado. O primeiro fato presente é o desenvolvimento de cordilheiras montanhosas na face ocidental do que anteriormente poderiam ser planícies na costa Oeste de todo o Continente Americano. Ao mesmo tempo, a Europa percebe um efeito semelhante ao enrugamento de faixas extensas dando origem aos diques naturais da Holanda, bem como o desenvolvimento de montanhas como os Alpes, Everest, etc.
Como conseqüência do movimento de arrasto contínuo observado no Continente americano para o atual ocidente, a placa do Atlântico percebeu a formação de uma dorsal, a Dorsal do Atlântico, vindo desde a sua proximidade com o Círculo Polar Ártico até o extremo sul. Sua posição no meio do oceano denuncia que tenha se formado a partir de um processo de estiramento desta placa. A força desprendida com o deslocamento deste continente promove uma força secundária para com a placa do Atlântico no mesmo sentido (Oeste). Do outro lado do oceano, esta placa oceânica está presa aos blocos da África e da Eurásia. Quando este deslocamento permite uma fratura nesta região, temos a partir disso o afloramento do magma dando origem a cumes e formação desta dorsal (figura J).
Outras regiões promoveram a separação de blocos como a Austrália e a Groenlândia, separando-se do Sul da Ásia e do Norte da Europa respectivamente. Nem por este motivo, tivemos a formação de cordilheiras ou sequer de montanhas. Seja porque seu processo tenha sido menos abrupto, seja porque tenham volume menor e em razão disso menor possibilidade de formar atrito para com as placas tectônicas tendo como efeito de movimento um deslizamento e não um atrito constante.
O que fica evidente com o Continente Americano é que a formação de cadeias de montanhas na sua face ocidental tenha se promovido a partir de uma força muito elevada e que teria se desenvolvido com este cataclismo de grandes proporções, como observamos na Figura B.
A montanha representada na figura identifica uma posição litorânea na bola simbolizada na ilustração. Esta irá alterar a sua altitude de acordo com o movimento contínuo observado na placa continental que teve sua ação promovida pelo fenômeno iniciado com a imersão da ilha então presente na antiga geografia. A continuidade fará com que a localidade anteriormente posicionada no litoral passe a se encontrar a milhares de metros de altitude (Cuzco, Matchu-Pitchu, Sacsayhuamán, etc).
O estudo e acompanhamento dos efeitos produzidos a partir deste resultado podem estar permitindo alguns equívocos, em razão das pesquisas desenvolvidas a partir dos dados que cercam este tema, a maior parte dos pesquisadores observou que os altímetros apontam para números cada vez maiores para a altitude das montanhas na Cordilheira dos Andes. Isso pode ser na verdade, o resultado do rebaixamento do Oceano Pacífico, modificando a sua pressão atmosférica, fazendo com que os registros sejam enganosos quanto à maneira como é compreendida e decifrada.
Diversos locais onde o magma se apresenta dando origem a picos montanhosos e cones vulcânicos, quando do deslocamento repentino em sentido oposto e estando esta região no outro lado da força ativa de afastamento do bloco, pode fazer com que aquela que antes seria uma montanha, passe a se constituir em uma planície.
Este quadro de alterações percebe no fator do equilíbrio o seu agente maior, seguindo e auxiliando pela força desprendida no movimento de rotação, finalizando com o contínuo fator magnético.
Registro claro de que todo este processo possa na verdade ser muito mais recente do que se imagina, está na história de Erick O Vermelho, que tendo sido expulso da Dinamarca com todos os seus, e sendo colocado em embarcações, teria encontrado a Groelândia cerca de 500 anos antes de Colombo chegar ao Continente Americano, no ano de 982.
Deu o nome de Groenlândia como o uso da denominação: Green=verde e Land=terra, ou seja, “Terra Verde”, porque teria encontrado esta região coberta por imensas florestas e não com o gelo atual. Isso deixa claro que naqueles tempos esta região estaria em zonas temperadas tropicais e não tão próximas ao Círculo Polar como se encontra agora. Este fato ficou comprovado quando das análises feitas sobre os corpos enterrados na região que permitiram descobrir que os primeiros moradores possuíam dentição muito mais saudável do que os últimos. A dentição é um dos principais comprovantes de um quadro de resfriamento de uma determinada região.
Podemos entender deste modo que a Groenlândia tenha sofrido um deslocamento contínuo em sentido ao atual posicionamento se afastando da costa da Noruega, separando-se do Norte da Europa.
Isso pode ajudar a esclarecer o fato de que porções continentais possam sofrer separação em tempo muito menor do que convencionalmente assumimos.


COMPORTAMENTO DOS FLUÍDOS E CORRENTES MARINHAS

Para compreender de que modo se principiam o fenômeno dos Tornados, Furacões e Ciclones, é preciso analisar o sentido de giro das águas oceânicas e correntes marinhas tanto no Pacífico Norte como no Atlântico Norte, porque se trata de um dos elementos que formam a base deste processo. Em razão do deslocamento do Globo em sentido de Oeste para Leste, as águas e as massas de ar se deslocam em sentido horário no Hemisfério Norte e anti-horário no Hemisfério Sul nas correntes desenvolvidas sucessivamente acima e abaixo da Zona equatorial magnética imediatamente a ela relacionadas, motivadas pelo princípio da inércia física (figura C).
As correntes identificadas pelas cores azul, vermelha e verde simbolizam respectivamente as correntes com características de condição fria e quente, enquanto que a cor verde apresenta uma corrente de atividade inercial neutra, ou seja, não exerce atividade de movimento por si mesma, mas sim pela ação do movimento do globo que promove o seu deslocamento em função do relevo do soalho oceânico. Assim sendo esta corrente neutra segue o sentido de giro do planeta em torno de seu próprio eixo.
A Zona magnética não corresponde necessariamente à Zona equatorial e isso será tratado adiante. As águas e as massas de ar ao desenvolver o seu sentido de giro a partir das regiões apresentadas, conferem a outras imediações uma formação que será conseqüência do efeito produzido pela relação direta entre massa e volume de cada uma. É como se tivéssemos a produção de uma imensa roldana que dará origem à outra geralmente menor. Temos nas correntes marinhas e nas massas de ar formadas a partir da zona equatorial, aquelas que denominaremos como “Primárias” e as que sucedem esta formação, como “Secundárias” (mapa 4).
As correntes marinhas definem seu sentido de deslocamento a partir de um princípio, o da orientação pólo-magnética do planeta. Ao girar em torno de seu centro, a Terra promove efeitos diretos para com as correntes marinhas também nos Círculos Polares, tanto pela inércia física, quanto pela força centrífuga. O deslocamento contínuo e permanente da Terra em sentido de Oeste para Leste, por exemplo, obriga o movimento das águas mais centralizado nos pólos a definir sentido de giro contrário, ou seja, de Leste para Oeste (inércia). No entanto, o contorno da região e a forma da costa da Antártida com as ilhas de Adelaide, Terra Graham, formando uma baía no Mar de Weddelll, ou o contorno de sua região observado no Mar de Ross, favorecem o efeito de retorno destas águas, dando origem a correntes de giro contínuo que irão alimentar a Corrente Antártica de Deriva (CAD). Também por causa do sentido de giro das águas oceânicas do Hemisfério Sul, Corrente Primária do Atlântico Sul (CPAS), Corrente Primária do Pacífico Sul (CPPS) e Corrente Primária do Índico Sul (CPIS), todas com sentido de giro anti-horário trazem ao sul de cada Oceano, a alimentação e continuidade da CAD que por fim é definida como uma corrente de ação contínua e permanente em sentido único assemelhando-se a uma serpente perseguindo a sua cauda, de Oeste para Leste como vemos no mapa 5 que apresenta o sentido de deslocamento das águas nesta região.
Para o Hemisfério Norte no Círculo Polar Ártico, perceberíamos o mesmo efeito não fosse a atual geografia com parte do Canadá representado pelas Terras de Grant e Terra de Ellesmere, Groenlândia, ilhas de Spitzenbergen da Noruega, Terra de Eridtjof Nansen e Terra do Norte da Rússia, compondo uma diversidade de barreiras que impedem a formação de uma corrente contínua neste círculo polar resultante do exercício da inércia física, ou do auxílio das Correntes Primárias das quais somente a CPPN seria representativa por estar mais próxima ao Círculo Polar Ártico. A inexistência de uma corrente semelhante à CAD do Pólo Sul, também se deve ao fato de que os Continentes em sua proximidade com o Pólo Norte terrestre impedem esta formação pela imensa barreira da qual se constituem.
Portanto os extremos dos Pólos magnéticos nas regiões próximas ao centro de cada um confeririam águas em sentido oposto ao do sentido de rotação (força centrífuga), girando no sentido de Leste para Oeste. Isso é percebido visualizando-se sobre o pólo Sul nas águas do Círculo Polar Antártico mais próximas ao centro com o movimento contínuo em sentido anti-horário. No outro extremo, as águas do Círculo Polar Ártico (se existissem em condições de operar esta realidade), que estivessem próximas ao centro estariam girando em sentido horário na sua proximidade para com o centro do eixo magnético, sob visão total de sua área de contorno, situação que acaba sendo dificultada pelo grupo de ilhas mencionado.
Esta dificuldade no hemisfério Norte não se representa apenas por todas estas porções emersas próximas ao círculo polar, mas também pelo fato de que o posicionamento do pólo norte magnético da Terra não se apresenta mais no extremo Norte e sim distanciado e nas proximidades do Mar de Barentz e do Mar de Kara. Esta afirmação é feita com base nos registros definidos por mapeamento que já na década de 60 e 70 apresentavam o posicionamento do extremo Sul magnético terrestre distanciado do seu centro em cerca de 2.600 km na costa da Adélia na longitude de 140o O no Oceano Índico indicado no mapa 5.
A posição atual já é diferenciada e visivelmente alterada, percebendo-se pelas evidências que apontam uma alteração. A que se deveria este processo de mudança? A um efeito produzido pela oscilação constante do eixo da Terra, devido ao que temos como variação permanente como segue na figura D. Existe uma oscilação do eixo polar, mas o que também temos é a permanência do eixo magnético.
A força centrífuga de rotação da Terra permite que outro efeito seja percebido, como resultado direto desta atividade exercida pela força da rotação, o de uma estreita faixa de águas com ação neutra da inércia física, onde não é percebida nem a atividade favorável em sentido horário, nem em anti-horário. Esta faixa está compreendida no perímetro magnético do eixo de rotação e não no perímetro magnético do eixo polar (linha do Equador), algo que conferimos tanto pela ação presente das águas acima e abaixo da mesma, quanto pela percepção de que nesta região as águas se deslocam em sentido de Oeste para Leste acompanhando o sentido de giro do globo. Isso se deve ao exercício de deslocamento em que as águas tendem a seguir o sentido de movimento favorecido e acionado pelos cumes montanhosos. Esta corrente foi definida como Corrente Equatorial de Centro (CEC) e está representada pelas setas verdes no mapa 4.
Normalmente estas águas estariam na linha do Equador, visto que os extremos Sul e Norte da Terra são praticamente definidos, porém estando os extremos magnéticos distanciados dos seus respectivos posicionamentos e obedecendo então ao elemento magnético ativo, elas conferem ao planeta outra condição para a CEC. No Oceano Pacífico ela se encontra acima da linha do Equador, no Oceano Atlântico a sua apresentação é dificultada pela força das águas da CPAN fazendo-a surgir desde as ilhas de Cabo Verde, passando pela costa Ocidental do Continente Africano até as ilhas de São Tomé e Príncipe, terminando na costa de Camarões e Gabão. No Oceano Índico sua apresentação é bastante evidenciada surgindo a partir das ilhas Seichelles, abaixo da linha do Equador, segue em direção à ilha de Sumatra, contornando toda a região, indo pelas Filipinas e norte da Austrália, subindo e contornando as ilhas Molucas para se apresentar novamente acima da linha equatorial e já no Oceano Pacífico.
Se considerarmos a apresentação desta CEC, temos a possibilidade de encontrar em nossos dias, um novo posicionamento para os extremos magnéticos da Terra, posicionados nas proximidades da longitude de 100o a 110o O de Greenwich no Pólo Sul e na longitude de 70o ou 80o L de Greenwich no Pólo Norte.
Isso explicaria não apenas as correntes marinhas, mas também grande parte da climatologia do planeta e por ela perceberíamos o porquê de se apresentar um clima excessivamente frio no Norte da Ásia e não encontrarmos as mesmas condições no Norte da Europa e da América no mesmo paralelo, como da mesma maneira, seria possível entender de que modo pode ser esclarecido o fato de a América do Sul ter nos paralelos de 30o e 40o S um clima mais frio enquanto que o Sul da África e a Austrália não percebem a mesma condição climática, muito embora estejam na mesma distância em relação ao extremo sul do planeta. Mas isso também é algo que sofreu alterações nos últimos anos com a incidência de neve na África do Sul, por exemplo.
No Oceano Índico, nós temos as duas Correntes Primárias do Índico Norte (CPIN) divididas pelo bloco do qual se constitui a Índia, que em forma de península reparte as águas nesta região. Consideramos as águas deste Oceano como CPINO (Oeste) e CPINL (Leste). Ambas giram em sentido horário, pelo movimento desenvolvido com o princípio da inércia física à partir do perímetro magnético da Terra. Possuem uma limitação composta ao norte pelo Continente Asiático, ao Leste pela península da Malaia e pelas ilhas de Sumatra e Indonésia, ao Sul pelas águas da CEC, ao Oeste está limitada pela península Arábica e o Continente Africano. Favorecido pela sua condição que lhe confere a sua CEC abaixo da linha do Equador, estas águas aproveitam melhor o efeito proporcionado pelo aquecimento na Zona equatorial para banhar a costa dos países nestas correntes com águas aquecidas que ainda trazem massa de ar com semelhante condição térmica. Todas estas características influenciam as águas do mesmo Oceano na Corrente Primária do Índico Sul (CPIS) fazendo com que as gélidas águas trazidas pela CAD vindas da Antártida sejam temperadas na Zona equatorial fazendo deste, um Oceano mais quente do que os demais.
Estando em um nível mais elevado do que o Oceano Atlântico pelo seu volume proporcionalmente maior pela sua associação, o Oceano Índico define uma imensa corrente que contorna o Continente Africano ao Sul, dirigindo-se ao Oceano Atlântico (observado no mapa 4) na região conhecida como Cabo da Boa Esperança. Em razão da diferença de nível, estas águas se transferem para o oceano mais baixo incidindo na forma de cascata, caindo como imensos degraus formados pela contra-correnteza. Esta força contrária age por causa de dois fatores, o primeiro vem do sentido de giro das águas do Atlântico (anti-horário), fazendo-as se chocar entre si ao Sul do Continente Africano, e o segundo vem da CAD que contribui para que grande parte ou a quase totalidade do volume trazido para o Atlântico pelo Índico retornem com proporção equiparada uma vez que a sua atividade é maior nesta região do que em qualquer outra parte do planeta (mapa 6) em função do abaulamento do globo.
As águas que provém do Oceano Índico quando contornam o Continente Africano na corrente de Benguela, passam com suas águas mais aquecidas em volta deste continente, são temperadas com as águas provenientes da CAD vindas do Atlântico Sul e com as águas do próprio Oceano Atlântico. Depois de resfriadas voltam a se aquecer na sua proximidade com a Zona equatorial formando a Corrente Equatorial do Atlântico Sul (CEAS) se dividem em duas partes, uma que virá a banhar a costa do Nordeste brasileiro, seguindo e costeando o litoral do Brasil como Corrente do Brasil, e outra que seguirá pelo Norte da América do Sul e auxiliará a Corrente Primária do Atlântico Norte (CPAN). A primeira, seguindo em direção ao Sul como Corrente do Brasil, quando se encontra com uma planície submersa que é o Banco de Garnet e o Platô de Bromley (ou Soleira do Rio Grande), desvia sua trajetória e retorna ao sul do Continente Africano. A imensa corrente da qual se compõem todas as correntes mencionadas neste Oceano e neste hemisfério, formam a Corrente Primária do Atlântico Sul (CPAS) girando em sentido anti-horário (mapa 7).
O desvio no sentido do Continente Africano quando do encontro com o Banco e Platô na Bacia da Argentina, acabam produzindo o efeito de um golpe com a sua passagem causando o desenvolvimento de rotação sobre o volume de águas estacionadas na Bacia, fazendo com que estas girem em sentido horário, constituindo-se em uma corrente secundária, a Corrente Secundária do Atlântico Sul (CSAS). Ela favorece a penetração de massa de ar frio nesta parte do Continente porque proporciona o desenvolvimento de uma massa de ar que gira no mesmo sentido (horário), deslocando ar frio para o Sul até a região central do território brasileiro e ainda favorece a penetração de parte da massa de ar fria proveniente do Pacífico Sul que encontra dificuldade neste exercício pela existência da barreira formada pela Cadeia dos Andes na América do Sul. A origem desta corrente secundária ainda está associada a um pequeno afunilamento das águas neste Oceano proporcionado pelo abaulamento do Globo que permite aumento significativo de velocidade tanto das correntes marinhas, como da massa de ar na região.
A segunda parte da CEAS que é deslocada para o hemisfério Norte subindo pela costa americana segue em direção ao norte do litoral brasileiro costeando pelas Guianas ascendendo já em sentido horário. Em contra-partida, as águas do Oceano Atlântico no hemisfério Norte retornam para o hemisfério Sul vindo na CEC, que apesar de pequena é de atividade contínua e permanente. A pequena atividade da CEC e o contorno do Continente Africano e da América do Sul com suas respectivas condições geográficas, favorecem o hemisfério Norte proporcionando o desenvolvimento de maior volume de águas do que o Atlântico Sul na Zona equatorial, fazendo com que estas águas se tornem mais aquecidas e também com maior nível (abaulamento). Estas condições térmicas são trazidas no Oceano Atlântico desde a costa Noroeste da África, passando pela Soleira de Serra Leoa, vindo pela Planície Abissal do Ceará, costeando o Nordeste brasileiro em direção à Bacia das Guianas, quando então passam a sofrer um afunilamento de suas águas na Bacia Norte Americana, encontrando as Planícies abissais de Nares e de Hateras. O grande volume destas águas quando concentrado nesta região compondo a Corrente do Golfo provoca um ganho de velocidade visto que o mesmo volume de águas trazido desde a Zona Equatorial do Atlântico deverá passar pelo mesmo local a um só tempo. Elas saem em direção ao norte seguindo em sentido horário e compondo a Corrente do Atlântico Norte (CAN), onde recebe as águas frias provenientes da Bacia do Labrador (que gira no sentido anti-horário e é uma corrente secundária) vindo desde a Baía de Baffin, como também da Bacia da Groenlândia, Bacia da Noruega e Bacia de Lofoten, sendo que, parte das baixas temperaturas nas duas últimas deve-se à corrente vinda do Mar de Barentz. Todas estas correntes formadas em bacias no Hemisfério Norte são Correntes Secundárias do Atlântico Norte (CSAN) e giram em sentido anti-horário como segue no mapa 8, enquanto que as águas que são trazidas em um contínuo desde a Corrente Equatorial do Norte no Atlântico, passando como Corrente da Flórida, Corrente do Golfo na Bacia Norte Americana e Corrente do Atlântico Norte para seguir em direção novamente à Corrente Equatorial do Norte no Atlântico, compõem a Corrente Primária do Atlântico Norte (CPAN) e gira em sentido horário.
Grande parte destas águas frias quando se encontram com a CAN na proximidade dos Açores, acabam dividindo parte de seu volume seguindo em direção ao Mar do Norte, Bacia da Europa, mas a quase totalidade segue contornando a Península Ibérica passando pelas Canárias e voltando à costa Africana, regiões onde voltam a se aquecer.
A grande complexidade do relevo no soalho oceânico do Atlântico Norte confere uma diversidade de correntes marinhas secundárias que giram em sentido anti-horário neste hemisfério. Isso se deve principalmente à força de suas águas ao se deslocar para a região de bacias, concentração em virtude das condições de contorno e de relevo, situações que inexistem no Oceano Índico e em razão disso não são percebidos seus efeitos ocasionados pelas correntes primárias.
A única Bacia onde a força destas águas não é representativa e o sentido de giro é exercido também pelo princípio da inércia física e não pela atividade ou influência das águas da Corrente Primária neste oceano, é a do Golfo do México, pois o conjunto de lhas da América Central e a Península da Flórida servem como barreiras naturais que dificultam a passagem das águas do Atlântico Norte, sem o que, seria muito difícil impedir a sua passagem e sua concentração avolumada. Elas definem seu sentido de giro em obediência à atividade magnética e princípio da inércia física, constituindo a pequena Corrente Primária do Golfo do México (CPGM).
As águas do Pacífico Sul se constituem em um volume maior do que todas as águas oceânicas do planeta, uma vez que além de se encontrar no maior oceano, ainda está com a maior parte de seu volume, pois a divisão de suas águas se encontra acima da linha equatorial o que permite, maior volume de águas do que o encontrado no hemisfério Norte do mesmo oceano. A razão disso como já vimos se deve ao fato de que o extremo sul magnético da Terra se encontra nas proximidades do Pacífico Sul e afastado do centro da Antártida, fazendo com que estas águas tenham características de temperatura diferente, comparada ao que poderia ocorrer sem estas condições. Apesar de estar com maior volume e se apresentar mais próximo ao Sul magnético terrestre, também possuem maior apresentação de águas na Zona equatorial. A diferença está no que o seu grande volume representa, porém suas condições de influência sobre a temperatura das águas oceânicas são mais significativas para as águas do Pacífico Sul do que para o Pacífico Norte, porque a face do Oceano que se apresenta com maior porção exposta ao Sol é a que tem maior volume de águas (Pacífico Sul). Existe uma diferença importante entre as duas partes deste Oceano e diz respeito à velocidade com que cada um se condiciona. O Pacífico Norte é mais rápido pelo favorecimento de seu menor volume, enquanto que o Pacífico Sul é mais lento devido à sua condição inversa. As condições de temperatura com que se apresentam para os Continentes são distintas, mas se equiparam porque a grande extensão de território pelo qual são destinados a percorrer permite que a saída de uma condição de temperatura fria para quente e o inverso possa ocorrer naturalmente sendo climatizadas ao longo da trajetória percorrida, tratando das águas equatoriais neste oceano (mapa 9).
Em se tratando do maior oceano do planeta, não pode se enquadrar em uma temperatura regular, a sua imensidão o faz ser mais quente na Zona equatorial e mais frio nas proximidades dos Círculos Polares. Sendo mais avolumado ele também é mais calmo, porém sua intensidade pode variar em função do nível de suas águas, pois da mesma forma como pode se apresentar mais calmo, também pode se apresentar menos controlável visto que a diferença de nível entre suas marés sempre será mais representativa do que um oceano menor como o Índico ou o Atlântico. Quando concentrado na proximidade do Círculo Polar, as águas do Pacífico Sul são mais velozes e contínuas do que na Zona equatorial. Na sua proximidade com o perifério magnético do eixo de rotação, estas águas podem se apresentar ainda mais elevadas ou não em função das marés, mas é a sua forma de conduta na proximidade com a região da Oceania e no outro extremo que é a costa ocidental das Américas que lhe permite a influência sobre a incidência de tornados e furacões, como veremos adiante.
Passando pelo Círculo Polar Antártico, as águas do Pacífico Sul conduzem suas águas frias para a costa do Chile, contornando todo este país e costeando o litoral Oeste da América do Sul como Corrente de Humboldt, é favorecido pela geografia desta parte do Continente na região do Peru e Equador, desviando sua rota e girando em sentido anti-horário vindo para a proximidade com a linha equatorial, seguindo abaixo da CEC em direção à Oceania como Corrente Equatorial do Pacífico Sul (CEPS), onde contorna as ilhas da Indonésia e Filipinas, costa da Austrália e retorna para a Corrente do Pacífico Sul margeando o Círculo Polar Antártico e voltando para a América do Sul auxiliado pela CAD. O imenso volume de águas neste Oceano forma a Corrente Primária do Pacífico Sul (CPPS) que gira em sentido anti-horário.
No Norte do Pacífico, a CEC que passa em sentido de Oeste para Leste acima da linha do Equador, confere menor limite para suas águas proporcionando menor volume. Estas águas vêm da Zona equatorial como Corrente Equatorial do Pacífico Norte (CEPN), acima da CEC em sentido de Leste para Oeste passando por esta região e se tornando aquecidas, banham a Costa das Filipinas, Indonésia, Sul da Ásia, Coréias e Sul do Japão, como Corrente de Kuro-Sivo, quando então voltam a ser resfriadas girando em direção ao Norte magnético vindo a ser parcialmente alimentada pela Corrente de Oya-Sivo e passa a compor a Corrente do Pacífico Norte (CPN), quando recebem as águas frias do Círculo Polar Ártico e da costa do Alaska, para banhar o litoral Oeste dos EUA até a Península da Califórnia quando voltam a se aquecer. Estas águas se constituem na Corrente Primária do Pacífico Norte (CPPN), que gira em sentido horário.
Ao passar pela proximidade com a Bacia das Aleutas e a Bacia do Alaska, conferem a estas regiões a formação de duas Correntes Secundárias do Pacífico Norte (CSPN) que giram em sentido anti-horário. O menor volume considerado para as águas do Pacífico Norte, permite uma corrente com particularidades de velocidade, climatização, volume, intensidade e condições adversas em relação a qualquer outro Oceano, mesmo para com a sua parte do outro hemisfério. Isso se deve ao fato de que suas águas avolumadas são também mais rápidas do que seriam sem as condições em que se apresentam. Ainda que exposta ao Sol em condição menos favorável do que as mesmas águas do hemisfério Sul, são capazes de se aquecer não tanto quanto poderiam, mas seu valor é representativo, quando do aumento de seu nível pelo efeito das marés, podendo então, influenciar bastante sobre os continentes ou sobre regiões do planeta, alterando as massas de ar, como veremos adiante.
Todas estas correntes marinhas são analisadas em sua condição, partindo do nível superficial (0 a 200 metros de profundidade), intermediário (de 200 a 600 m) e de transição (de 600 a 1500 m), visto que as águas profundas têm menor atividade para com as modificações, e menor influência sobre o clima dos Continentes. Também porque ela possui maior capacidade de manutenção de sua condição térmica (geralmente se apresentam mais aquecidas na sua profundidade). A variação de temperatura é maior para as águas superficiais, influindo ativamente sobre o sentido de giro nas águas intermediárias e transferindo condições e características nas águas de transição como também influenciando as massas de ar principalmente com a evaporação.
A maior incógnita que pode aparecer para os incautos e curiosos sobre a forma de transição das águas oceânicas e o impedimento de sua transferência natural capacitando-os ao nivelamento e equiparação de volume por conseqüência, deve-se ao fator do abaulamento e sentido de giro das águas tal como observamos. Contudo a dificuldade maior se resume na apresentação dos dois blocos continentais constituídos pelo Bloco da América do Norte e Bloco da América do Sul, formando o Continente Americano. Esta é verdadeiramente uma imensa barreira natural para as águas do Oceano Pacífico, impedindo a transferência de volume ao Norte com as formações geográficas distribuídas no Alaska e no Canadá, dificultando a sua passagem ao Sul com a forma em cunha da América do Sul que ainda vem a ser auxiliada pelas ilhas da Antártida. Este quadro ainda tem o favorecimento de que por razão do abaulamento do globo, o nível dos dois oceanos é equiparado na proximidade com os pólos. Com isso as águas que saem do Pacífico Sul e se transferem para o Atlântico Sul é cada vez de menor intensidade e se considerarmos a penetração de águas do Pacífico e também do Oceano Índico, percebemos que o retorno de grande parte de seu volume na CAD para o Oceano Índico é bastante significativo e contribui para a manutenção de seu nível de maneira natural. Isso pode ser explicado porque, as águas que saem do oceano Índico e se transferem para o oceano Atlântico passando pelo Cabo da Boa Esperança apesar de encontrar um certo favorecimento pela apresentação de uma diferença de nível mais evidente nesta linha equatorial, encontra as dificuldades apresentadas com a CPAS e a CAD que acabam fazendo com que praticamente a totalidade do volume seja devolvida ao Índico, que fornece águas quentes para o Atlântico e recebe águas frias do mesmo Oceano, mas é a presença de um planalto submerso, o Planalto das Agulhas que obriga a divisão destas águas fazendo com que ao Norte deste planalto as águas do Oceano Índico incidam sobre o Oceano Atlântico e ao Sul, este planalto perceba a transferência em forma de retorno do volume conferindo condições de manutenção do estado de equilíbrio, porque desvia a rota das águas que viriam para o Atlântico naturalmente e faz com que a maior parte das águas do Oceano Índico retornem à sua origem quando se encontram com a força das águas da CAD (mapa 6).
Apenas para completar este raciocínio, temos na representação do comportamento das águas segundo o seu volume e respectiva profundidade na região da Bacia do Cabo, Bacia das Agulhas regiões de relevo como o Planalto das Agulhas, Dorsal de Moçambique e Dorsal de Madagascár, uma complexidade que impede a transferência natural de seu nível elevado (Índico) para o nível menor (Atlântico), isso tudo ainda permite compreender que as águas de mar profundo abaixo dos 1.500 m estejam praticamente estacionadas, havendo uma estabilidade que a torna aparentemente com mobilidade nula.
As águas de transição comportam-se com maior mobilidade percebendo principalmente nas camadas superiores uma alteração, que fica mais evidente nas águas intermediárias e absolutamente incontroláveis nas águas de superfície. O exemplo apresentado é referente à região do Cabo da Boa Esperança e Bacia das Agulhas, mas serve como referência para que se compreenda os seus efeitos em outras regiões, muito embora tenham menor intensidade, como na região da Terra do Fogo tanto pelo afunilamento imposto pelo contorno continental, quanto pela menor transição em razão do abaulamento do globo.

COMPORTAMENTO DAS MASSAS DE AR


As massas de ar se assemelham às correntes marinhas no que se refere ao princípio pelo qual iniciam o desenvolvimento de suas correntes. Ambas são constituídas de elementos voláteis que são os elementos líquidos (correntes marinhas) e gasosos (massas de ar). Contudo a diferença de densidade entre ambas e as condições que cercam o elemento gasoso, permite que as massas de ar desenvolvam sentido de movimento, transferência de temperatura, velocidade, volume, sentido de giro, e transferência de densidade, diferente das condições que cercam as correntes marinhas. As correntes marinhas servem como elemento térmico para as massas de ar e por conseqüência para com o planeta, pois proporciona com o seu vapor uma das principais causas para o seu aquecimento, ou manutenção térmica.
Se existe uma maneira de tratar destas formas distintas com uma similaridade que as aproxime, está no fato de que as águas profundas estão para nós, tanto quanto as camadas superiores da atmosfera. Em altitudes elevadas, nós temos um dos elementos químicos principais, o Ozônio, situado à cerca de até 50 km de altitude. As águas profundas atuam para as águas oceânicas como se fosse um isolante térmico para as demais camadas. A espessura da nossa atmosfera está em cerca de 600 km, sendo 99 % dos gases concentrados abaixo de 80 km e as perturbações ocorridas sob 20 km.
Exosfera - camada mais externa da atmosfera. Começa mais ou menos a 600 km de altitude e seus limites são imprecisos. O ar é praticamente inexistente e sua temperatura supera os 1.000 ºC.
Ionosfera – situa-se abaixo da Exosfera e acima de 80 km de altitude, o ar é rarefeito e carregado de íons que nos servem de escudo contra meteoros (são desintegrados nesta camada), também serve como um isolante térmico para as camadas inferiores da atmosfera.
Mesosfera – é onde se inicia a chamada atmosfera superior. Está abaixo de 80 km de altitude a acima da tropopausa. Ao contrário da estratosfera, a temperatura diminui com a altitude (o ar é muito rarefeito), podendo atingir 90 ºC negativos no limite superior.
Estratosfera - Estende-se a partir da troposfera a cerca de 50 km. Nesta camada, a temperatura aumenta com a altitude, chegando a atingir 2 ºC na parte superior. O vapor d’água é quase inexistente (conseqüentemente não existem nuvens). Sua importância está na presença do Ozônio que filtra os raios ultra-violeta.
Troposfera - Atinge até cerca de 10 a 12 km de altitude e concentra 75% dos gases e 80% da umidade atmosférica. É a camada que nos envolve diretamente e onde ocorrem as perturbações atmosféricas (formações de nuvens). Na troposfera, a temperatura diminui em média 6,5 ºC/km, podendo chegar a 60 ºC negativos na sua parte superior, a chamada tropopausa. Tem até 20 km de espessura e é caracterizada pela ocorrência das inversões térmicas, ela também percebe a influência do abaulamento do globo, estando à 20 km de altitude na linha do Equador e à cerca de 10 km nos pólos.
Esta diferença de altitude denunciada pela Troposfera, condiciona as massas de ar que compõe as nuvens à uma faixa de evolução, onde situa entre 6 e 18 km de altitude na linha equatorial; 5 a 13 na linha tropical e 2 a 8 nos pólos para as altas formações. Para as médias formações, são definidas as faixas de apresentação entre 2 a 8 km para linha do Equador, 2 a 7 para as linhas tropicais e de 2 a 4 para as proximidades com os pólos.
No que se refere às camadas inferiores, a própria forma de pressão exercida pela ação da gravidade terrestre, confina 90 % da massa total da atmosfera abaixo de 18,5 km. Já as águas oceânicas têm a sua relação com a superfície e maior influência com os seres vivos e com a atmosfera, nas camadas acima de 600 m.
Nas camadas inferiores da atmosfera, está concentrada a maior parte dos elementos químicos de sua composição, sendo maior para as camadas mais inferiores. Por exemplo,
A sucessão de massas girando umas após as outras conferem uma particularidade globalizada formando praticamente todo um conjunto até a altitude de 3.000 metros (altitude em que se concentra o maior volume de nuvens e vapor). Estas massas giram sucessivamente e em sentido que se principia pela inércia física, tal como observamos nas correntes marinhas fazendo com que exista uma semelhança para com as Correntes Primárias Equatoriais a partir das quais se desenvolvem sucessivamente formando massas de ar que giram umas após as outras como imensas engrenagens. A diferença de sentido, no entanto, pode ser diferenciada por efeito de uma interferência promovida por cadeias montanhosas modificando algumas delas. Contudo a principal distinção entre as correntes marinhas e as massas de ar se constitui do fato de que a mudança de temperatura alterando as suas condições de pressão e volume faz com que as outras massas sofram influência direta ou indireta a partir de um aumento de pressão, ou de uma diminuição da mesma, enquanto que a modificação nas correntes marinhas, pela sua densidade maior, permite que as demais a ela associadas tenham mudança de temperatura, velocidade e densidade em valor muito menos representativo do que aquilo que percebemos com as massas de ar.
Senão vejamos: uma massa como a do Pacífico Norte que gira em sentido horário, em caso de aquecimento, ou se estiver influenciada pela elevação do Oceano, pode conferir uma expansão de seu elemento físico a partir destas mudanças de condições térmicas ou de pressão. Alterada, as massas de ar diretamente a ela relacionadas que são as massas de ar do Pacífico Norte sobre as CSPN na Bacia do Alaska, Mar de Okhtsk e Bacia das Aleutas, que giram em sentido anti-horário são comprimidas e passam a desenvolver seu movimento de giro com mudança de posicionamento e de velocidade (conservando o sentido de giro). O mesmo ocorre com as massas de ar na Costa Oriental da Ásia e sobre a região das Filipinas e Indonésia, passando a perceber o desenvolvimento de suas respectivas massas, deslocadas de seu posicionamento original. Isso se transfere a todo o conjunto do qual se constituem as massas de ar em redor do Globo, com a diferença de que a divisão de sua atividade é determinada pelo perifério magnético do eixo de rotação da Terra, assim sendo as diferenças percebidas em um hemisfério não se transferem para o outro na mesma proporção, exceto pelo fato de que as águas do hemisfério oposto podem apresentar semelhança de comportamento, tanto quanto a massa de ar. Isso equivale a dizer que no momento em que a massa de ar do Pacífico Norte se aquece, a massa de ar do Pacífico Sul também pode apresentar equiparação de comportamento, muito embora não se apresente na mesma proporção em razão de fatores como o solstício de verão para o hemisfério Norte, por exemplo, mas servirá como elemento relativo fazendo com que parte do hemisfério Sul, perceba uma semelhança ainda que parcial, nas modificações das massas de ar neste hemisfério permitindo uma relativa expansão de seu volume. Influencia-se ainda pela modificação das marés fazendo com que tanto a velocidade, quanto o comportamento de seu volume sejam alterados conferindo à diversas massas em redor do Globo, uma mudança de posicionamento e de comportamento como veremos adiante.
Quando são desenvolvidas a partir do seu respectivo sentido de giro partindo do perifério magnético do eixo de rotação, as massas de ar se diferenciam das correntes marinhas porque não sendo limitadas por relevo ou qualquer elemento que dificulte a sua passagem na incidência sobre os Continentes, elas são lançadas diretamente proporcionando condições e características climáticas aos mesmos, o que vem a dar origem às estações de clima (mapa 10). Algumas condições de relevo podem influenciar dando a oportunidade de se estabelecer um clima árido, quente e seco, em virtude da existência de Montanhas percebidas em forma de “barreira” para com a massa de ar que incida sobre ela. É o caso da massa de ar quente que vem do Atlântico Norte para a Península da Flórida e passa para a região Central dos EUA, pois nesta região, encontra a coluna constituída pelas Montanhas Rochosas, Serra Madre Ocidental, Serra Madre Oriental, Serra Nevada, a Cadeia dos Andes da América Central e a barreira maior que é a pressão atmosférica do Pacífico. Todo este grupo de montanhas se constitui em uma barreira com cerca de três mil metros de altitude capaz de desviar o fluxo de ar. A diferença de pressão impede que a massa de ar do Atlântico se desenvolva com possibilidade de seguir em direção ao Oceano Pacífico com a mesma facilidade com que o inverso é observado com a massa de ar que acompanha a CPPN. Assim sendo e tendo o limite de sua atividade na região central dos EUA, as regiões a Leste do bloco constituído pelas cadeias montanhosas, se caracterizam por um clima árido em razão da ausência de massa de ar frio que incida diretamente sobre esta região. Este processo deu origem entre outros desertos, ao Grand Canyon nos EUA. Uma condição similar se apresenta na América do Sul com a região central composta pelos Estados brasileiros de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e países como o Paraguai, Bolívia e Norte da Argentina, um clima mais quente do que outros na mesma linha equatorial, onde apesar do calor apresentado podemos perceber certa umidade permitindo um clima mais agradável (não atingiu um estado árido, existe presença de florestas e sofre parcialmente a incidência da massa de ar frio proveniente não do Oceano Pacífico, mas da Bacia da Argentina). Isso se deve em ambos os casos a uma pouca incidência da massa de ar frio proveniente do Pacífico, visto que ambas as regiões teriam condições normais de receber estas massas não fosse a coluna de barreiras mencionada para a América do Norte e a Cadeia dos Andes da América do Sul.
Outra diferença entre os dois blocos nas Américas está no formato de sua geografia, pois enquanto que a América do Norte se apresenta em forma triangular com uma das extremidades voltada para o perímetro, a América do Sul se encontra com a sua extremidade voltada para o Círculo Polar. Isso é determinante porque associado à sua condição de relevo e posicionamento no globo, confere a cada uma das partes deste continente, distinções que permitem compreender suas características (figura E).
Por causa de sua menor extensão territorial na sua proximidade com o Círculo Polar Antártico, a América do Sul se distingue da América do Norte que apresenta extensa porção de terra emersa com clima frio voltado para o seu círculo polar. Na prática isso significa que o deslocamento avolumado da massa de ar quente acompanhando a CPAN em direção à América Central e sul dos EUA não observam uma similaridade para com a CPAS que apresenta uma corrente Secundária ativa, favorecida pela geografia da América do Sul na Bacia da Argentina, que facilita a penetração de massa de ar do Pacífico sul auxiliada pelo seu sentido de giro (horário), sua presença age como atenuante para a penetração da massa de ar proveniente de uma pressão atmosférica mais elevada para uma região que lhe confere uma depressão. A massa de ar que acompanha a CSAN na Bacia do Labrador não encontra um favorecimento semelhante na sua penetração com a massa de ar que incide sobre a América do Norte acompanhando a CPPN em razão da maior extensão territorial voltada para o Círculo Polar impedindo esta associação.
A massa de ar quente possui como característica a sua menor densidade tendendo a se elevar e também se apresenta com maior volume por expandir com o aquecimento. Todo o processo inverso ocorre com a massa de ar frio que tende a cair estando compactada pelo resfriamento (figura F). As massas de ar também desenvolvem os seus sentidos de deslocamento em conjunto com as correntes marinhas oceânicas, não só por existir uma interação direta em razão de sua possibilidade pelo sentido de giro idêntico tratando-se de um elemento que recebe as mesmas oportunidades de definição pela volatilidade e princípio de definição, mas também porque possui uma interação direta pelas suas massas líquidas e gasosas. As massas de ar de maior volume que são principalmente as massas do Pacífico Norte, Pacífico Sul, Atlântico Norte, Atlântico Sul e Índico Sul, dão força de propulsão para outras massas de ar dos Blocos continentais, transferindo parcialmente para estes as condições térmicas, de densidade, de velocidade e de volume. Em alguns casos a massa de ar que desenvolve movimento com sentido de giro definido pode avançar sobre a porção continental praticamente como se fosse lançada sobre ela. Isto é o que se define como massa de ar oceânica sobre uma porção continental e tem nesta ação a origem para um dos fatores que proporcionam a formação de furacões, tornados e ciclones, pois sem o avanço de massa de ar oceânica sobre porções continentais, não teríamos a possibilidade de perceber o choque entre massas de ar que permitissem sua formação e origem nos Continentes.
Em razão de um deslocamento promovido nas Américas, a ocorrência de cadeias de montanhas e o represamento das águas do Pacífico acabaram proporcionando outra diferença. As Montanhas Rochosas e a Cadeia dos Andes tiveram sua origem a partir de um deslocamento repentino (ver: A Descoberta do Século. A Ilha de Atlântida), com isso as massas de ar do Pacífico Sul são literalmente barradas pela cadeia de montanhas que são os Andes da América do Sul e tem a passagem desta massa de ar frio sobre parte do Continente dificultada. Os Andes da América do Sul se diferenciam das Montanhas Rochosas porque são bem mais elevadas e contínuas, enquanto que as Rochosas além de serem mais baixas não tem a mesma condição de relevo, o que impede o efeito de um “paredão” para com a massa de ar frio do Pacífico Norte permitindo a sua passagem. Deste modo esta massa de ar frio acaba passando pelas Rochosas e incide sobre a América do Norte (figura G) como um fluxo de ar frio de grande intensidade.
Estando represadas pelo afastamento do Continente Americano, as águas do Pacífico também condicionam a sua massa de ar a uma pressão atmosférica diferenciada em relação ao Atlântico.
Portanto não será apenas a diferença de temperatura e o sentido de giro das duas massas de ar que servirão como fatores principais para as causas dos Furacões e Tornados nos EUA, Caribe e regiões próximas da América Central, mas sim o fato de que isto tudo está associado a uma densidade diferente entre as duas massas e que as mesmas se encontram a partir de pressões atmosféricas distintas. A massa de ar frio do Pacífico Norte se encontra com a massa de ar quente do Atlântico Norte principalmente nos Estados Norte-Americanos de Wyoming, Nebraska, Colorado, Novo-México, Kansas, Oklahoma, Texas, no chamado “Corredor dos Tornados” mapa 11. Seguem ainda de Arkansas, Louisiana, Mississipi, Alabama, Tennesse, Geórgia e Flórida, ou têm formação quando a força maior é proveniente do Oceano Atlântico e traz ciclones principalmente da região do Caribe e Golfo do México. A massa de ar quente do Atlântico Norte traz ar aquecido e menos denso do Deserto do Saara para se encontrar com a massa de ar frio e mais denso do Pacífico Norte que além de suas condições naturais, se encontra em uma condição atmosférica mais elevada, vinda de um Oceano mais alto do que o Atlântico para passar pelas montanhas Rochosas e se chocar com a outra massa de ar que tende a subir. O encontro entre elas promove um efeito semelhante ao de um golpe, onde a massa de ar do Atlântico Norte e a massa de ar do Pacífico Norte girando em sentido idêntico, ou seja, as duas giram em sentido horário, farão promover furacões e tornados nesta região e nas proximidades quando do encontro entre ambas porque causam uma terceira massa de ar em movimento no sentido anti-horário (figura H).
A maneira como pode se apresentar a massa de ar do Pacífico Norte sobre a América do Norte, determinará a intensidade e graduação do fenômeno a ser formado. Isso porque o Oceano Pacífico oscila o seu nível entre as marés baixa e alta em até nove metros. (segundo dados colhidos no Canal do Panamá, o Oceano Atlântico varia 30 cm entre suas marés e o Oceano Pacífico varia 8,75 m na costa do Canal).
Quando da sua vinda em sentido horário trazendo massa de ar frio sobre o Continente Americano, a massa de ar que acompanha a CPPN pode perceber o aumento do nível das águas oceânicas fazendo com que sua velocidade seja aumentada (figura I). Processo que permite aceleração para uma massa que já vem mais rápida do que se percebe na Zona Equatorial (alívio de pressão), visto que sua passagem na proximidade do Círculo Polar Ártico promove o afunilamento de sua massa de ar (abaulamento). Assim sendo, podemos perceber um segundo fator que auxilia a origem do Furacão, trata-se do aumento na diferença de nível entre os dois oceanos e a conseqüente diferenciação na pressão atmosférica entre ambos. Isso porque quando de suas condições normalizadas, temos algo em torno de oito a dez metros de diferença entre o nível do Atlântico (mais baixo) e Pacífico (mais alto), quando o Pacífico percebe aumento gradativo de seu nível vindo em sentido favorável ao deslocamento da massa de ar frio, ele ajuda a aumentar a sua velocidade, seu nível, altera a pressão atmosférica na região e permite que esta massa de ar frio passe sobre as Montanhas Rochosas, incidindo em forma de queda sobre os Estados Norte-Americanos mencionados com uma elevação ainda maior figura G.
Quando formado este fenômeno, ele passa a ser alimentado pelas massas que lhe deram origem e assim uma massa pode ter maior importância do que outra em determinado momento e o processo é invertido posteriormente até a perda de sua força.
No início o tornado que surge em território Norte Americano, é alimentado pela imensa massa de ar frio que vêm do Pacífico Norte, em razão de sua maior força e pelas suas condições que fazem com que esta massa incida em forma de uma imensa queda, aumentando a diferença de sentido e de deslocamento dando maior intensidade ao golpe que originalmente poderia ocorrer. Esta massa de ar, girando em sentido anti-horário do qual passa a se constituir no tornado, quando recebe muita força e aumento de sua velocidade pela massa de ar frio, pode se deslocar em direção à América Central, seguindo para Cuba e Caribe já como um furacão. Caso venha a se coincidir com uma massa de ar quente de grande volume vindo do Deserto do Saara, perceberá outro ganho, passando a ser alimentado pelo vapor das águas oceânicas do Atlântico Norte, fazendo com que aquilo que se iniciou como um tornado, que teve aumento de velocidade e ganhou volume passando a ser um furacão, torne-se um ciclone que pode atingir a península da Flórida e seguir pelo Oceano Atlântico (mapa 12).
Quando o aquecimento das águas do Atlântico Norte acontece com valores díspares como a variação dos 7 º C pra temperaturas acima dos 30 º C, nós temos outra forma de apresentação deste fenômeno, fazendo com que o vapor desenvolvido neste Oceano incida sobre as regiões da América Central promovendo nas respectivas massas de ar um acionamento pela massa de ar frio que penetra na localidade do Golfo do México, por exemplo, na face ocidental e com o impulso gerado pela massa de ar quente na face oriental, originando não um tornado, mas sim um furacão ou um ciclone de grandes proporções que invade o Sul dos Estados unidos. O maior volume de massa de ar encontrado nas regiões do Golfo do México e no Caribe é decorrente do que seu estado apresenta em relação ao que ocorre no denominado “corredor dos tornados” já mencionado, daí a sua origem formando um fenômeno maior.
Grande parte da continuidade desta ação é devida ao vapor das águas do Atlântico que girando em sentido horário, impulsiona o deslocamento da massa de ar que estiver sendo acionada e formando o furacão em sentido anti-horário. Com esta forma de alimentação, temos o deslocamento desta massa de ar com sentido de giro definido se deslocando da América Central para o Leste dos EUA, quando então o fluxo de ar segue o seu sentido de giro em direção ao centro do Oceano Atlântico, fazendo com que esta tempestade perca a sua força iniciada e desenvolvida ao longo de sua trajetória.
Para tratar ainda da forma como se iniciam, temos na constituição de uma tempestade a partir de um aquecimento significativo deste Oceano, o desenvolvimento de uma massa de ar com sentido de giro (anti-horário) iniciando a partir do Norte da Venezuela, Antilhas, Porto Rico, República Dominicana e Haiti, seguindo em direção ora à Jamaica, Cuba e Bahamas (mapa 13), passando posteriormente para a Flórida, Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte, podendo ainda se desenvolver com desvio para o Alabama, Mississipi e Tennessee, ora se transferindo do Haiti para Jamaica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e seguindo para o México (mapa 14), onde perde a sua força, como vemos nas explanações cartográficas. A presença de uma massa de ar acompanhando a corrente marinha do Golfo do México, com apresentação térmica, densidade, velocidade e sentido de giro equivalente ao que é desenvolvido pela evaporação, influenciará tanto no sentido de deslocamento da massa de ar que traz o Ciclone ou Furacão para esta região, quanto pode iniciar um fenômeno a partir de suas próprias águas.
Em qualquer das duas formas de desenvolvimento, a seqüência sempre será a de se deslocar em sentido ao Norte, iniciando nas proximidades da Venezuela e Caribe, seguindo pelo Sul dos EUA, principalmente no Estado do Texas, Louisiana e Mississipi, para terminar seus efeitos nos Estados de Arkansas, Tennessee e Missouri, quando segue por Honduras, Guatemala e México, ou, seguindo por Porto Rico, Cuba, Flórida e Geórgia, para encerrar nas Carolinas do Sul e do Norte.
A diferença entre a origem do fenômeno que permitirá o seu desenvolvimento até atingir a proporção de um Tornado, Furacão ou Ciclone, está na intensidade da massa de ar que acionará o seu início. Se esta vier do Pacífico Norte acompanhando a corrente marinha resfriada, elevando o seu nível e obtendo ganho de velocidade, ela irá se sobrepor às cadeias montanhosas ao Oeste dos EUA e incidirá em queda abrupta, provocando o seu início (um efeito muito comum nesta região). Mas quando a massa de ar quente que acompanha o Oceano Atlântico ou o Golfo do México se diferencia a valores disparados da sua apresentação normal, nós teremos a segunda forma de sua origem, partindo da massa de ar quente que sobe com grande intensidade pela sua baixíssima densidade elevando e se deslocando em sentido horário, acionando a massa de ar presente na região conferindo um giro de seu volume em sentido anti-horário, porque sempre encontrará uma massa de ar frio que virá do Pacífico Norte girando no mesmo sentido, fazendo com que o encontro entre ambos promova o fenômeno com a terceira massa.

Conseqüências das alterações nas massas.

Diante de todo este processo que abordamos no planeta a partir do período mencionado, temos três formas principais para compreender os elementos físicos da Terra, sólido, líquido e gasoso, representados por Continentes e Soalho Oceânico; Oceanos, Mares e Rios; e Massas de Ar. Assim sendo vamos analisar cada qual em separado a seguir:


Continentes e Soalho Oceânico.

A diferença apresentada com as modificações permite perceber o agrupamento da massa sólida nos blocos continentais deslocados dando origem a cadeias de montanhas, tanto quanto o estiramento de placas que proporcionam o efeito inverso conduzindo elevações ou até mesmo algumas montanhas a se converter em lagos ou planícies. Dentre as principais modificações registradas e comprovadas, está a que denuncia como origem do Monte Everest a partir de regiões pantanosas, leitos de rios, ou profundeza de um mar, visto que em seu cume foram encontrados crustáceos, fragmentos de peixe, e detritos marinhos. Cidades portuárias comprovadas como as de Cuzco, também se apresentam como prova deste processo porque hoje se encontram à cerca de 4 mil metros de altitude.
A dispersão continental é devida ao fator do equilíbrio principalmente, visto que após a sua conclusão e condição que permitiu a atual geografia no planeta, conseguimos perceber a partir de uma referência, ao traçarmos uma linha de norte a sul e de leste a oeste, uma proporção equiparada na distribuição dos continentes o que pôde conferir o estado de equilíbrio mantido por milhares de anos. O ponto de referência é a cidade do Cairo, mais precisamente na Pirâmide de Queóps, a partir dela e não por acaso, nós temos quatro porções iguais de terras emersas.
Outra parte da atividade nas modificações fez com que zonas temperadas passassem a se apresentar em regiões aquecidas, como o Norte da África ou modificação para um clima excessivamente frio, como a Sibéria, Canadá e a Groenlândia, transformando o habitat natural de diversas espécies vivas, desde a vegetação até os mamíferos, répteis e aves. Para as formas de vegetação, algumas que teriam apresentação natural elevada, passam a reduzir sua estatura pela diferença na pressão atmosférica dos Círculos Polares em relação às zonas temperadas (abaulamento). Entre os animais que saem de regiões quentes para as frias se destacam raças de cães como o Collie, São Bernardo, Huskie, Pastor Belga, Pastor alemão, etc, adquirindo pelugem protetora naturalmente como forma de ambientação, o mesmo não se repetiu entre as Emas e as Avestruzes, parentes próximos na origem de seus ancestrais que mesmo tendo se afastado pela separação dos blocos continentais, não apresentaram mudanças significativas em sua condição, estando as Emas na América do Sul e a Avestruz no continente Africano duas regiões de clima temperado. Temos comprovado um quadro de clima mais frio do que o anterior para uma região, quando identificamos os depósitos salinos na Europa e nos EUA.
Outra mudança climática confere o desaparecimento de condições propícias à manutenção da existência de um imenso rio presente na América do Norte, que ao perceber a origem de cadeias de montanhas como a Serra Madre Oriental, Serra Madre Ocidental, Serra Nevada, Montanhas Rochosas, dificultando a penetração de massa de ar frio, e neutralizando a penetração de águas de origem fluvial sobre diversas regiões e que ainda conta com a elevação do solo de uma imensa região de planície onde esta bacia se apresentava, passa a se tornar uma área de solo seco, árido e erodido pela ação natural das águas que passavam anteriormente na região, constituindo-se assim no atual Grand Cânion. Da mesma maneira, a origem do imenso rio do qual se apresenta em nossos dias e conhecemos como Rio Amazonas, deixou de ser proveniente do Norte da África, para ser alimentado contemporaneamente pelas corredeiras originárias dos Andes.
Similaridade à condição na América do Norte é observada na América do Sul, porém com menor intensidade seja pela apresentação mais elevada de suas montanhas, seja pela sua geografia permitindo entrada de massa de ar frio (de pouca intensidade, porém, maior do que a que incide no Hemisfério Norte). Pela sua condição, formam nesta região da Bolívia, Paraguai e região do Centro-Oeste brasileiro, áreas com um clima muito mais quente pela ausência de uma ação direta das massas de ar frio e pela facilidade com que entram as massas de ar quente (já analisado).
Desenvolvendo o processo de modificação de sua condição, os Continentes principalmente os Blocos Americanos fizeram surgir diversas ilhas pelo afloramento do magma. Dentre as que se destacam pela sua condição temos a Islândia. A seqüência que conferiu a separação tão distanciada dos blocos americanos, provocou o estiramento do soalho do Atlântico no centro de sua apresentação (fenômeno já abordado) figura J.
Outras regiões na placa do Atlântico surgem como áreas de flutuação, um fenômeno variável do soalho deste Oceano que permite fazer surgir de tempos em tempos, algumas ilhas no seu centro, vindo a desaparecer da mesma maneira como surgem.
Esta variante se apresenta pelo fato de que os blocos em redor do Atlântico quando vêm de encontro ao seu centro, promovem uma pressão fazendo surgir ilhas, ou em determinados locais fazem com que a profundidade seja reduzida (efeito de flutuação do solo marinho).
As Américas em geral possuem movimentos de Leste para Oeste e vice-versa. Quando estão se deslocando ritmadamente, os dois blocos dificultam a possibilidade de apresentação de tremores de terra. Neste caso, as maiores oportunidades para que possamos perceber um abalo sísmico, fica por conta do atrito observado pelo encontro entre a placa da América do Sul contra a placa do Pacífico quando ela vem ao seu encontro em direção ao Oeste, mapa 15.
Mas quando o bloco da América do Norte se move em um sentido contrário ao da América do Sul, temos a possibilidade de que fortíssimos tremores de terra se apresentem na falha de Santo André que atualmente se apresenta desde o Alaska até o Nordeste brasileiro.
Por causa das atividades contínuas nesta falha, a linha de sua atividade vem se estendendo ano após ano. Com isso o Brasil passou a fazer parte de sua linha principalmente nas proximidades da cidade de Caruaru no Estado brasileiro de Pernambuco que chegou a registrar só no ano de 2.002, cerca de 330 tremores de terra.
Outras regiões do Brasil também passaram a perceber os efeitos deste processo como no Serra do Tombador no Mato Grosso com registros de até 5.0 graus na escala Richter em 1998 com conseqüências secundárias para as proximidades, mas todos estes acontecimentos passaram a ter um agravante desde as últimas décadas, pois até então não percebíamos este tipo de fenômeno natural.
Isso tudo pode se tratar de uma rachadura entre os dois imensos blocos que se inter-relacionam na pequena faixa de terras da América Central. Tratando-se de dois blocos de imenso volume, exercem força de torção de grande valor. A fratura iniciada teria ocorrido a partir das proximidades com a América Central. Ano após ano, o movimento continuado exercendo pressão em sentido oposto fez com que esta falha se tornasse evidente e com o passar do tempo, se estendeu. O fato de que a região de Caruaru passou a se constituir em uma zona de tremores evidencia isso tudo muito bem. Justifica-se pelo fato de que na medida em que uma fratura exista, a sua tendência sempre será a de se alastrar.
Uma maneira de se controlar e possivelmente até prever com certeza a possibilidade de um abalo pode ser feita a partir de um trabalho internacional realizado por uma ou mais nações interessadas em evitar tragédias no planeta. Isso pode ser concluído com a fixação de tótens ou pilares com um sensor e um emissor de sinais por ondas de rádio ou para captação por satélite (pontos vermelhos no mapa 16). Estes pilares quando fixados em diversos locais da Terra principalmente nos Continentes, pode permitir que se realize um acompanhamento dos movimentos dos blocos continentais a cada momento. Se este trabalho vier a ser concretizado, uma ou mais estações de pesquisa e de acompanhamento poderão a um só tempo efetuar uma leitura do posicionamento e deslocamento dos blocos, com sentido de orientação, ângulo de inclinação, sentido de giro ou de retorno dos seus movimentos, permitindo que se perceba o iminente encontro entre placas tectônicas com antecedência o que confere ao menos, as chances de se alertar a população de determinadas regiões para os tremores de terra, principalmente nas falhas como a de Santo André.
A fixação destes pilares ainda poderá permitir que ao se traçar um acompanhamento do movimento dos blocos, possamos determinar ainda que tardiamente, qual o real sentido do deslocamento de cada um e assim perceber se existe uma relação intensa entre o rebaixamento do nível nas águas do Pacífico e a reordenação dos blocos continentais. Se existir uma interação nestes fenômenos e seus efeitos tenham uma relação intrínseca, então podemos esclarecer que o quadro de terremotos tenha uma explicação para o aumento significativo de sua intensidade como vemos, porque fica muito evidente o seu desenvolvimento em ordem geométrica como segue no gráfico.
A despeito do que podemos entender como resultado de poucos registros, não podemos esquecer que mesmo assim, a linha dos tremores segue ordenada a partir da linha dos registros apresentados no mapa 16 nos pontos azuis. Esta linha compõe países como Japão, China, Índia, Turquia, Itália, EUA, América Central e costa ocidental da América do Sul. Todas as nações nestes países são de população numerosa e dispersa em suas localidades, tanto que os tremores observados com magnitude acima de 5.0 graus na escala Richter, foram registrados, notificados e noticiados tanto pela localidade como pela imprensa internacional em todas as suas incidências. A China se destaca pelos registros mais antigos de tremores de terra e de destruição associada ao número de mortos como conseqüência há milhares de anos. Assim sendo, o que verdadeiramente pode ser estabelecido é que a partir de meados do Século XIX e início do Século XX, o mundo teve condições para registrar os abalos sísmicos no planeta e sua dimensão. A grande verdade é que abalos sísmicos com níveis acima de 5.0 passaram a ocorrer com intensidade cada vez maior.
Diante disso fica impossível determinar que as modificações percebidas estejam ocorrendo ocasionalmente ou que sua incidência seja usual e corriqueira, apenas pela apresentação de registros no passado, como se a sua ocorrência no presente viesse a ser uma normalidade. O que fica muito claro diante deste quadro é que o planeta por um motivo que pode ser atribuído ao desequilíbrio evidenciado pela má distribuição de porções continentais (ausência de porções emersas no Pacífico partindo do nivelamento de suas águas), vem procurando estabelecer novamente esta condição, a de um perfeito equilíbrio na distribuição de seu volume, o que pode trazer um problema muito sério quando da nova orientação magnética em decorrência deste efeito (mudança dos pólos). Esta mudança não ficará apenas na sua condição, mas também por obrigar uma separação de placas dispersando-se e estabelecendo uma nova geografia. Isso será desastroso em todos os sentidos.

Oceanos, Mares e Rios.

As águas dos Oceanos no passado a partir da reconstituição apresentada permite que se perceba quando do agrupamento dos Continentes, um imenso Oceano contornando toda a face acima da superfície. Este imenso Oceano, seguramente possuía uma característica que lhe conferia uma similaridade entre as suas apresentações fazendo com que o seu grau de salinidade estivesse próximo a uma equiparação. Isso estaria contrariado pelos fatores que permitiam maior concentração de sal nas proximidades com os Círculos Polares, pela força centrífuga de rotação, como também pelo fato de que um imenso Mar que se apresentava como Mar Atlântico possuía uma particularidade que fazia inibir esta condição de equiparação.
Girando em torno de seu próprio eixo e com a apresentação deste Mar nas proximidades com o perímetro magnético como vimos, as águas seguiam em sentido único, fazendo com que a penetração proveniente do Oceano em seu redor, trouxesse águas mais salgadas que com a sua passagem recebia águas dos rios associados e também pela ação pluviométrica, perdendo o seu grau de salinidade inicial, para sair com graduação muitas vezes inferior.
O que atualmente entendemos como Corrente Equatorial de Centro CEC, é definida pela distribuição continental dos continentes agrupados, como representado nas setas verdes (mapa 3). Elas acompanham o sentido de giro do planeta sob estas condições ordenado a partir desta orientação pólo magnética definindo seu posicionamento pela ausência de atividade inercial. As correntes imediatamente a ela relacionadas conferem uma Corrente Equatorial Norte desde a região da atual Terra do Fogo, até a Península de Kamchatka, passando pela região do que seria então o sul da atual Austrália.
As águas que passam pela proximidade compreendida entre a América do Sul, África e Austrália, permitem o efeito de golpe na corrente marinha presente entre estas regiões, dando origem a uma Corrente Secundária Norte. Por meio desta corrente percebemos a penetração das águas deste imenso Oceano no então Mar Atlântico, com características de temperatura climatizada, que se aquecem pela sua passagem, costeando a ilha presente no meio deste mar e sairá com temperatura média superior pelo aquecimento nesta região e com menor grau de salinidade. Estas águas seguem pela diversidade de ilhas presentes na sua saída e tem a definição deste grupo a partir da força de suas águas que provoca a separação das mesmas dos blocos continentais a partir da erosão marinha.
Diversos rios existentes, por um tempo geológico muito avançado, conferem águas de grande volume e posteriormente darão origem a imensos lagos e mares, como o Mar Cáspio, o Mar Mediterrâneo, Mar Arábico, Mar Vermelho e Mar Báltico, separando a Europa, a Península da Noruega, Ásia Menor, etc.
O então Círculo Polar Norte Magnético quando deixa de existir e percebe uma alteração com nova orientação magnética, deixa de possuir águas com grande concentração de sal, mas depois do início do processo de mudança, percebe uma depressão fazendo com que parte de seu volume se transfira para outra região, dando origem às águas salgadas do Mar Morto ou Mar Cáspio.
Quando da sua nova condição com a imersão da imensa ilha, a maior e mais representativa de todas as modificações é a que converte o Mar Atlântico em um Oceano. Ele se inicia com volume muito pequeno, permitindo que diversas localidades e extensas áreas e faixas litorâneas sejam percebidas na Europa, África e Américas em razão do rebaixamento do nível das águas litorâneas no primeiro momento do processo. Com o tempo, as águas que no início vêm das regiões ao Norte e ao Sul do Continente Americano e do Sul do Continente Africano, alimentam o Atlântico, elevando o seu nível de maneira gradativa e contínua, tanto quanto é contínuo o seu deslocamento. No entanto, o seu baixo nível dificulta a transferência ou inter ligação com as águas do Mar Mediterrâneo em razão das Colunas de Hércules (Estreito de Gibraltar).
Neste quadro, muitas regiões da Ásia, Oceania e Pacífico das extensões costeiras, apresentam pouca possibilidade de habitação porque seu imenso volume o torna variante em seu nível principalmente nos extremos oriental e ocidental em até 12 metros (atualmente esta diferença está em torno de 9 metros).
Na medida em que estas águas são transferidas, os blocos americanos observam uma tendência à estabilidade, pois a separação inicialmente abrupta, mais veloz e mais ativa, também é de proporções de separação menor e requer menor volume. Quanto mais este Continente se separa, mais água ele recebe e o seu nível obtém gradativamente a capacidade de se transferir para o Mar Mediterrâneo.
A primeira observação que fazemos a partir do litoral é a de que as extensas faixas litorâneas vão se reduzindo e se estreitando nas regiões banhadas pelo Atlântico e o processo inverso a uma proporção da ordem de quatro vezes menor será percebida no Oceano Pacífico. Enquanto que o sul da Ásia pode perceber um rebaixamento no nível fazendo com que seu litoral ganhe mais 3 metros, o litoral da Flórida, costa Britânica e o Nordeste brasileiro terão um recuo em torno de 12 metros. Isso se deve ao fato de que as águas do Oceano Pacífico, Oceano Índico, Mar Vermelho e Mar Arábico, possuem volume pela profundidade e maior extensão em até cinco vezes ao que estão representados pelo Oceano Atlântico e Mar Mediterrâneo, menores e menos profundos.
O Oceano Atlântico possui uma área de extensão total em torno de 92.040.000 km2, o Oceano Índico um total de 74.650.000 km2 e o Oceano Pacífico 179.650.000 km2. Se considerarmos que as medidas ainda devem ser somadas às dimensões dos territórios ocupados pelo Mar Vermelho, Golfo Pérsico e Mar Arábico, contra o acréscimo das águas do Mar Mediterrâneo e parte do Círculo Polar Ártico, temos algo em torno de quatro vezes o volume de águas do grupo representado pelo Atlântico e Mediterrâneo contra o grupo do Pacífico e seus adjutórios. Isso porque além de maior pela sua extensão, este grupo também representa maior volume por apresentar profundidade média superior ao grupo do Atlântico.
Esta transferência segue em um contínuo até o momento em que o próprio planeta se encarrega de encontrar uma condição de estabilidade, distribuição equilibrada e proporcionada de seus elementos físicos, conferindo condições de clima estáveis e definidos a diversas regiões.
O princípio do Equilíbrio analisado no primeiro capítulo permite que se entenda a maneira como os elementos físicos obtêm um quadro de estabilidade. Esta condição tem ação não apenas sobre os continentes, como forma sólida, mas também pelo seu elemento volúvel que lhe serve como contra-peso, as águas mais elevadas do Oceano Pacífico.
É importante para o planeta, a manutenção do Oceano Pacífico com volume superior ao do Oceano Atlântico, pois evita os efeitos do desequilíbrio ocasionados a partir do seu nivelamento, evidenciando a ausência de terras emersas na região do Pacífico o que obriga a dispersão continental e conseqüentemente maior incidência de tremores de terra e depois uma separação e nova orientação pólo-magnética.
De certo modo, os oceanos podem ter ocasionado uma ação que tenha permitido uma manutenção do quadro equilibrado por milhares de anos e isso poderia permanecer deste modo pela existência da Corrente Antártica de Deriva (CAD) já analisada.
A verdade é que a partir dos anos 50 no século XX, o mundo veio a perceber um fenômeno gradativo que altera o quadro da distribuição e equilíbrio, agindo cada vez mais rápido. Não por coincidência, são observados a partir das conclusões dos canais de Suez e do Panamá.
Cada embarcação que atravessa o canal do Panamá, envolve a utilização de 160 milhões de barris de água para completar a sua passagem, subindo 26 metros do Atlântico para o Lago de Gátun, descendo 8,4 metros para o Lago de Miraflores e chegando após descer mais 8 ou 11,75 metros no nível do Pacífico (dados do próprio Canal do Panamá). Ainda sobre este canal, passaram por ele no ano de 2002 mais de 150 mil embarcações. Número equivalente ou menor do que ocorreu no Canal de Suez.
Em nenhum deles existe um trabalho de manutenção objetivando que se calcule o volume desprendido para cada uma das passagens e sua correta equiparação.
Não por coincidência, todos os países da América Central, costa leste e sudeste dos EUA, Europa, Mediterrâneo e América Latina, dos quais o Brasil se destaca como um dos maiores prejudicados, passaram a perceber o avanço das águas oceânicas fazendo desaparecer o seu respectivo litoral e formando fenômenos como as ressacas que se iniciaram no Rio de Janeiro nas praias de Copacabana e Ipanema, e se alastraram para o litoral do Estado de São Paulo, tendendo a seguir para o Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia e assim sucessivamente.
O mesmo efeito já ocorreu no litoral da Inglaterra, e pode passar a ser percebido em Portugal e diversos países da América Central e regiões dos EUA, como em toda a Europa, trazendo calamidades com a elevação do Oceano (temida nos países baixos), desaparecendo as condições que permitem a passagem pelos túneis de Veneza.
Em contra-partida, cadeias de hotéis se instalaram em praias paradisíacas recém formadas no Pacífico e o mesmo benefício ocorre em diversos países da Ásia e Oceania.
Evidências deste quadro surgem e dentre eles eu destaco as formações vegetais em algumas ilhas do Pacífico onde ocorre o avanço sobre o Oceano desta vegetação, estendendo-se ao custo de milhares de anos como segue no desenho. O rebaixamento do nível acaba fazendo surgir a diferença mencionada fazendo com que estas plantas permaneçam acima da superfície das águas do Oceano a uma elevação proporcionada denunciando o antigo nível (figura K).

Massas de ar.

Além dos efeitos percebidos e dissertados anteriormente, outras conseqüências podem ser observadas.
A Cadeia dos Andes na América do Sul, compõe uma imensa barreira com mais de seis mil quilômetros de extensão, e altitude média de 3 mil metros, formando um imenso paredão, dificultando a penetração de massa de ar frio proveniente do Pacífico Sul em sentido anti-horário, mas que percebe a incidência ao sul da Argentina e do Chile acionando a massa de ar que penetra no continente vindo da Bacia da Argentina em sentido horário. Esta massa de ar com características frias de temperatura é então lançada para o norte percorrendo grande parte do território brasileiro desde o sul, perdendo a sua força quando da sua penetração nas regiões centrais. Quando esta massa de ar frio proveniente do Pacífico Sul penetra na América do Sul com maior intensidade e se encontra com a massa de ar quente que acompanha a CPAS, ela pode promover tempestades e pequenos tornados. Sua área de ocorrência está centralizada entre o Norte da Argentina, Paraguai, e os Estados brasileiros de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Quando as massas de ar se alteram, principalmente em razão do aquecimento das águas do Pacífico, nós percebemos o deslocamento de sua posição de atividade, alterando as condições climáticas estabelecidas nos continentes. Entre as mudanças em razão deste efeito, temos a produção de um ciclo de instabilidades que favorecem a penetração da massa de ar frio da Bacia da Argentina, agindo sobre o território brasileiro desde as regiões ao Sul, até o Nordeste, trazendo consigo chuvas torrenciais e de grande volume que provocam enchentes sobre o Brasil a partir dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, seguindo por Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Goiás, e terminando no Estado do Pará (quando segue por Goiás), ou terminando no Estado do Ceará ou Pernambuco (quando segue pelo Estado da Bahia).
A sua incidência característica em um seqüente iniciado pelos Estados ao Sul e em algumas ocorrências vindo desde o Norte da Argentina, evidencia que este fenômeno tenha uma relação direta com a presença desta massa de ar frio. Os registros das ocorrências deste quadro de enchentes no Brasil esclarecem esta condição e apresentação.
Também pelo seu comportamento e pela duração de sua apresentação, podemos traçar um quadro de sua atividade. Os anos de enchentes no Brasil tiveram maior atividade a partir de 82 e 83, seguindo por dois anos de estiagem, repetindo em 86 e 87, 91 e 92, 96 e 97, e por fim no mês de 04 de 2001 e continuando sua atividade com maior duração desde a sua apresentação inicial.
Quando das suas primeiras ocorrências, sua ação era muito mais forte no seu volume e relação de tempo com que incidia, causando enchentes históricas nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina no início de 82, que seguiram por Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e terminaram no Estado de Pernambuco no final de 83.
Na última apresentação que ainda permanece, observamos uma mudança no comportamento desta massa de ar frio que iniciou no Rio Grande do Sul e Santa Catarina no ano de 2001 nos meses de Abril e Maio, seguiram por Paraná, interior de São Paulo e Capital paulista nos meses de julho, agosto e setembro, incidindo no Rio de Janeiro e Minas Gerais nos meses de Novembro e Dezembro do mesmo ano. Tiveram sua continuidade no mês de Abril de 2002 com enchentes no Estado de Goiás, quando então perdeu sua força e sua atividade, retornando para o território brasileiro no mês de Junho e Julho deste ano de 2002, com enchentes no Paraná e São Paulo até o mês de Setembro, repetindo sua atividade em direção ao Rio de Janeiro e Minas Gerais nos meses de Outubro e Novembro, e mantendo sua posição no Sudeste brasileiro agindo sobre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro até o presente, quando parece ter retornado ao seu posicionamento intermediário, no entanto a sua relação entre volume e período de atividade não é equiparada conferindo uma estação chuvosa de longa duração e desproporcionada em relação à sua época de ocorrência e apesar de sua intensidade variável, possui agravantes de comportamento que podem proporcionar enchente muito menor, porém não menos prováveis.
Esta mudança de comportamento, não impede o reconhecimento de sua existência de maneira cíclica. Ao contrário, obriga o seu estudo e as formas diferenciadas de sua atividade, mesmo porque, este quadro de chuvas torrenciais sempre é seguido por um período de seca (estiagem) que na sua primeira apresentação nos anos de 84 e 85, tiveram apenas dois anos de continuidade e a partir de então, passamos a perceber sua aparição por três anos consecutivos e duração equiparada das enchentes.
O desconhecimento deste ciclo, sua duração, apresentação e permanência, permitiu que pelo uso normal das hidrelétricas, o Brasil percebesse o rebaixamento do nível de suas represas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, obrigando o país a recorrer a uma participação da população no esforço de se evitar maiores transtornos com o agravamento do quadro para uma situação ainda mais calamitosa.
Atualmente, com o período de enchentes, o Brasil percebeu uma recuperação significativa do nível nas hidrelétricas das regiões mencionadas, contudo, se esta recuperação não representar proporções próximas a 90 % de suas capacidades, o uso normal e continuado destas reservas, pode provocar problemas neste sentido já no ano de 2004, uma vez que o Brasil não deve observar chuvas torrenciais nas mesmas proporções ocorridas nos dois últimos anos, o período de chuvas intensas deve terminar ainda este ano. Contudo, não podemos imaginar que o período de estiagem represente ausência total das chuvas, nem mesmo a impossibilidade de se perceber as enchentes (dispersas e situadas regionalmente), mas é importante entender que o período cíclico de sua ocorrência permite que seja traçado um planejamento contra a sua aparição, visto que se torna um fenômeno previsível para o período em que estiver sujeito a seus efeitos.
Como resultado de uma ação semelhante, as massas de ar no hemisfério Norte, passaram a produzir um fenômeno equiparado que trouxe estiagem e desabastecimento de água para os EUA, chuvas e tempestades causando inundações na Europa, Ásia, países da América Latina e Oeste da África. Os EUA devem observar um período de chuvas torrenciais nos próximos anos, porque estão dentro de um ciclo de instabilidades semelhante ao que ocorre no Brasil, com a provável percepção de uma massa de ar frio estacionada em seu território.
Em outro país, a depressão existente na Ásia fazendo com que cerca de 90 % do território indiano esteja a 9 metros abaixo do nível do mar, permite uma área favorável à incidência e formação de tempestades e tufões de grande intensidade pela sua apresentação em forma de depressão e também porque as águas em seu redor possuem condições elevadíssimas de temperatura, transferindo vapor do Oceano Índico sobre o Continente. Isso se associa ao fato de que as massas de ar frio provenientes do Norte deste país sempre passam pelas montanhas do Himalaia e assim, podemos perceber uma similaridade parcial para com o corredor dos tornados norte-americanos, permitindo que sempre que as diferenças de pressão sejam evidenciadas pela apresentação de uma massa de ar quente sobre o território indiano, sejam percebidos tufões sobre este país.
Sempre que existir uma relação entre o volume da massa de ar, a elevação do Pacífico, alterando o seu nível sobre a costa das Filipinas e Indonésia, associando-se a uma variação de temperatura que torne as condições térmicas diferenciadas a valores díspares entre si, também teremos a ocorrência de Tufões e tempestades tropicais sobre o território das Filipinas e Indonésia, pelo represamento das águas do Pacífico quando da elevação substancial de sua maré contrapondo à pressão atmosférica do Indico.
Assim como podemos contar com uma aceleração da massa de ar do Pacífico Norte, também temos outro elemento que vem a favorecer a sua ocorrência que é a depressão causada pela diferença de nível entre os Oceanos Pacífico e Índico quando da maré alta do Pacífico que proporciona um efeito semelhante ao que ocorre na região abordada nos EUA e América Central com a depressão da massa de ar do Pacífico para as nações citadas ao Sul da Ásia e Oceania, chocando-se com a massa de ar proveniente do Índico com nível mais baixo. Nestas regiões temos na queda repentina do volume constituído pela massa de ar do Pacífico, uma das principais causas para a formação deste tipo de fenômeno natural.
A diferença ocasionada pela maré alta, ainda pode provocar um aumento de sua velocidade fazendo com que o encontro das duas massas de ar seja ainda mais agravado formando um furacão, tornado ou ciclone de maior intensidade (massa de ar do Pacífico contra a massa de ar do Índico). As águas do Oceano Pacífico estão limitadas na sua atividade pelo relevo do soalho oceânico do Pacífico que faz as águas deste Oceano se represarem como que barradas pela Nova Zelândia e Planalto das Fiji para o Pacífico Sul, dificultando a incidência desta corrente sobre a Austrália e fazendo com que nesta região a diferença de nível entre os dois Oceanos não seja evidenciada por causa do volume da porção emersa da qual se constitui o Bloco Australiano e em virtude das diversas correntes marinhas que giram sucessivamente umas após as outras entre a Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Tonga, ilhas Samoa e ilhas Ellice. Esta diversidade de correntes marinhas que se formaram pelo relevo desta região dificultou a maior diferenciação de nível entre o Oceano Pacífico e o Oceano Índico, atenuando seus efeitos. Também porque as águas oceânicas ao sul destas regiões têm sua nivelação em virtude do abaulamento. Portanto, o bloco do qual se constitui a Austrália forma uma imensa barreira onde a diferença de nível é minimizada pelas correntes marinhas ao leste e não permitem a incidência de massa de ar que incidiriam em forma de queda abrupta como ocorre nos EUA e América Central. Este efeito atenuante é representado tanto pelo alívio da depressão dos Oceanos nesta região, quanto pela vaporização destas águas que agem sobre a massa de ar do Pacífico como elemento redutor do fator de ascensão ou queda das massas, mesmo assim o fenômeno tem surgido na região.
Por outro lado, as ilhas da Indonésia e Filipinas não têm a mesma sorte porque quando o nível do Pacífico se altera, as ilhas Marshall e as ilhas Carolinas não são suficientes para impedir que a diferença de nível seja percebida e a massa de ar proveniente do Oceano Índico dá condição atmosférica desfavorável às ilhas ao sul do Continente Asiático e ao Norte da Austrália, permitindo que ocorra uma depressão da massa de ar vinda do Pacífico sobre as ilhas da Indonésia e Filipinas, proporcionando furacões, tornados e ciclones que virão a girar em sentido anti-horário e podem ser favorecidos pela massa de ar do Pacífico que se desloca em sentido Nordeste, costeando o Continente Asiático passando ainda pela Malásia, Tailândia, Vietnã, Camboja, Sul da China, Coréias fazendo com que muitas vezes incida até ao Japão.
Por esta definição temos então como causas principais para a ocorrência de tornados, furacões e desenvolvimento até a forma de um ciclone os seguintes fatores:
1- Diferença de temperatura, onde o encontro de duas massas de ar com temperaturas opostas possam conferir um choque entre si, tendo sua origem no fator de suas apresentações, pois a diferença de temperatura evidencia seu estado de densidade. Mais leve para a massa de ar quente e mais pesado para a massa de ar frio.
2- Sentido de giro, porque o encontro de massas de ar em sentido idêntico favorece o efeito de um golpe entre elas ao se encontrar, chocando-se entre si e formando uma terceira massa de ar que girará em sentido contrário e terá causado um fenômeno que dará origem ao fenômeno dependendo apenas da sua intensidade. O efeito produzido pelo encontro de suas massas será equivalente ao de engrenagens em movimento, onde a terceira engrenagem que se forma a partir do encontro entre as duas principais se constituirá naquilo que é motivo deste trabalho. Assim sendo e por serem ocasionadas a partir das massas que seguem as Correntes Primárias, temos a definição de que os tornados, furacões, ciclones e tufões giram em sentido anti-horário no Hemisfério Norte e horário no Hemisfério Sul.
3- Velocidade da massa de ar, causada pela aceleração produzida pelo Oceano Pacífico que elevando o nível de suas águas, pressiona a massa de ar em deslocamento e faz com que o seu choque seja mais forte do que seria sem a sua ocorrência.
4- Nível diferenciado das massas de ar, onde a massa de ar do Pacífico está acima do Atlântico, sob pressão atmosférica e plano mais elevado e com isso a passagem desta massa ao se deslocar para o Continente Americano terá um efeito semelhante ao de uma repentina descida, passando pelas Montanhas Rochosas e incidindo no Continente Americano, da mesma maneira como incide sobre as regiões de depressão.
5- Volume das massas de ar, que aquecidas se apresentam maiores, enquanto que resfriadas podem se compactar.
Se estabelecermos corretamente a maneira como os Bolsões de ar (mapa17) incidem sobre os continentes, a partir da velocidade e de suas diversas características que foram mencionadas neste trabalho podemos compreender a maneira como os Furacões, Tornados e Ciclones incidem sobre algumas regiões do planeta. Só para exemplificar, podemos perceber que estas condições descritas nos dois grupos: América Central - América do Norte e no grupo da Indonésia – Filipinas – Índia, não são percebidas em nenhuma outra parte do planeta, daí o porquê de não percebermos com regularidade este tipo de fenômeno em países como Brasil, Canadá, Oriente Médio, África e Europa.
Quando parte destes fatores se apresenta ou quando algum deles se diferenciar por uma atividade mais acentuada sendo então mais agravado, temos a possibilidade de que este fenômeno ocorra, mas quando todos estes conjuntos de fatores se associam diretamente e incidem sobre determinado ponto tal como no Continente Americano, temos então condições extremamente propícias para a ocorrência deste tipo de fenômeno natural, justificando deste modo a sua elevada incidência nesta região.
Pelo que entendemos então, as massas de ar quando passam pelas proximidades da linha equatorial se aquecem, se expandem, se tornam mais leves e mais lentas. Quando circundam o Oceano e passam pela proximidade dos Círculos Polares, se tornam mais frias, se compactam, tornam-se mais pesadas e mais rápidas. As massas de ar giram umas após as outras e são como imensos “Bolsões de ar”, que se golpeiam influenciando-se e alterando suas condições de velocidade e de temperatura mutuamente. Quando uma massa de ar de grande volume se torna mais compacta, proporciona às outras massas diretamente a ela relacionadas uma expansão da área de sua abrangência, reduzindo a velocidade de cada uma delas em razão desta expansão. O inverso é percebido quando dos efeitos desta massa de ar principal que passa a ser avolumada, pois fará com que as outras tenham como fator ativo a sua pressão, fazendo-as se deslocar por esta ação modificando o posicionamento de suas respectivas áreas de atividade e alterando as características climáticas continentais.


Conseqüências no planeta


Exemplo claro deste processo está na forma como o Oceano Pacífico têm se comportado nos últimos anos. Tendo o rebaixamento do seu nível em razão do deslocamento de parte do volume de suas águas para o Atlântico, temos como conseqüência direta a modificação na temperatura das suas águas e massas de ar tornando-se mais aquecido. Sendo o maior oceano do mundo, associado ao Oceano Índico, Mar Vermelho e Mar Arábico se constitui no maior volume de águas do Planeta. Quando se aquece, confere aquecimento ao mesmo. Quando aquecidas estas águas incidem sobre os continentes trazendo massa de ar com características proporcionadas alterando o clima tradicional. Alterando o nível do Atlântico também temos a modificação de sua temperatura e forma de influir sobre os Continentes a ele relacionados. Estas modificações causaram principalmente a definição de um ciclo de instabilidades mencionado anteriormente e cujo período de estiagem é seguido pelo período de enchentes e assim por diante de maneira ininterrupta.
Apesar de estar com maior volume de suas águas e todos os continentes estarem relacionados entre si diretamente, as condições de nivelamento são dificultadas pelos diversos fatores que foram apresentados, fazendo com que, por exemplo, as águas do Oceano Índico para o Oceano Atlântico retornem na Corrente Antártica de Deriva.
O absoluto desconhecimento deste quadro e de seus benefícios, bem como o uso descontrolado e desordenado, fez com que a partir da construção dos canais de Suez e Panamá, tenhamos percebido um processo de nivelamento das águas oceânicas.
As conseqüências são inúmeras e desastrosas em todo o globo. Só pela sua apresentação e uso, passamos a perceber desde o início dos anos 50 que todos os países banhados pelo Oceano Atlântico tiveram recuo de suas praias em um processo gradativo, permanente e feroz. Assim o Brasil percebeu que cidades como Fortaleza já tiveram recuo em cerca de 400 m em 40 anos, Ponta do Seixas 100 m em dez anos, diversas cidades em todo o litoral brasileiro perderam suas praias e continuam perdendo a cada dia, obrigando cidades como o Rio de Janeiro, ao acréscimo no volume das areias para evitar o desaparecimento do seu litoral, na tentativa frustrada de se conter a elevação das águas e seus efeitos.
Outras mudanças ocorrem no planeta e acarretam conseqüências em diversas partes do mundo trazendo entre outros, estados cíclicos que proporcionam tempestades, inundações, estiagens, incidências fluviais em desertos, neve onde nunca percebíamos esta incidência, aumento de temperatura média em determinadas regiões, perda de condições climáticas tradicionalmente estabelecidas, etc. Se isso não for verdadeiro, não teríamos o desaparecimento do tradicional “Fog” londrino (constante nevoeiro sobre as cidades e arredores de Londres), aumento de temperatura na Inglaterra e diversos países da Europa, obrigando a instalação de sistemas de ar condicionado, etc., incidência de neve na África do Sul e por aí adiante.
Esta diversidade de mudanças e de instabilidades vem sendo percebida com maior intensidade e continuidade a partir de apenas algumas décadas, a sua progressão vem crescendo dentro de uma projeção geométrica, fazendo com que a cada ano o aumento de suas ocorrências sejam mais percebidas, elevando o número de seus registros.
Tudo isso tem uma relação direta entre os efeitos de seu quadro de instabilidade e de desequilíbrio, onde o planeta passa a procurar uma distribuição de seus elementos físicos na sua superfície de modo a conferir uma proporcionada equiparação de seu volume para que seus movimentos sejam ordenados e seqüenciados, o que confere estabilidade no clima dos continentes, menor incidência de fenômenos naturais e menor atividade sísmica.
A massa de ar do Pacífico quando se torna mais aquecida confere à região equatorial um volume maior, devido à expansão de seu elemento gasoso fazendo com que as partes desta mesma massa próxima aos Círculos Polares estejam mais pressionadas. A alternância do seu volume influencia diretamente sobre a maneira como as massas de ar frio incidem sobre as porções continentais em todo o mundo. Modificando a forma como elas passam a atuar sobre os Continentes, temos as razões para as chuvas torrenciais sobre diversas regiões, principalmente quando se tornam em massas de ar frio “estacionadas”, de pouca velocidade de deslocamento. É curioso que tenhamos percebido a partir de um certo período a formação deste estranho ciclo de instabilidades que incidem sobre o território brasileiro desde as atividades desenvolvidas a partir da conclusão das obras que deram início ao uso da Usina Hidrelétrica de Itaipu (ver quadros e tabelas), isto pode estar associado a um favorecimento de sua ação. Parece existir uma relação entre esta massa de ar frio que se estaciona de tempos em tempos sobre o território brasileiro, o grande volume de águas existentes na região compreendida pela Usina e o grande volume de chuvas torrenciais que incidem da maneira já descrita. O período de chuvas não significa que existam enchentes que cubram o Brasil de Sul a Norte a um só tempo, mas sim um período onde as maiores intensidades são percebidas desta maneira agindo como vimos de maneira linear. Também não impede que algumas localidades percebam ausência das mesmas, visto que não segue como um contínuo em todo o território, mas como um imenso “Bolsão de ar frio”, conferindo longo período de chuvas a diversas regiões, mas pode permitir que outras não observem o mesmo efeito.
Quando a situação é inversa, temos a fixação de uma massa de ar quente sobre o mesmo território fazendo com que o Brasil passe a perceber um longo período de estiagem. Neste período existe a dificuldade na incidência das massas de ar frio sobre o Continente vindo a trazer secas prolongadas a diversos Estados brasileiros. Do mesmo modo não impede nem mesmo a possibilidade de chuvas torrenciais em determinados pontos (geralmente isolados) em função das temperaturas elevadas que podem permitir chuvas intensas sobre algumas regiões trazendo até algumas enchentes, mas a grande verdade é que as mesmas chuvas têm sua incidência muito reduzida sobre o Brasil quando entra neste ciclo de estiagem. Assim, muitas localidades se destacam por suas condições inóspitas e principalmente, regiões Centrais do Brasil passam a não perceber águas fluviais suficientes para abastecer as Usinas Hidrelétricas, fazendo com que os reservatórios tenham seus níveis rebaixados durante a longa duração da estiagem.
O quadro de instabilidades quando refletido sobre os Continentes, permitiu o desenvolvimento na forma de abalos sísmicos cuja incidência vêm se desenvolvendo de maneira elevada conferindo aumento de suas atividades como segue no gráfico.
A progressão a que vem evoluindo os fenômenos naturais na ordem dos terremotos, furacões e alterando as condições térmicas e características dos Continentes pela mudança de nível e de temperatura dos Oceanos, permite resumir a ordem deste assunto em uma palavra: desequilíbrio.