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Heródoto

450 a.C.

Heródoto 484-425 a.C.

Nasceu por volta de 484 a.C. em Halicarnasso, na Ásia Menor, nos limites do Império Persa. Ele era de uma família ilustre que fazia parte da aristocracia grega, segundo a tradição, viveu exilado em Samos durante a juventude, em conseqüência de sua participação em um levante contra o tirano Lígdamis que vivira a anexar sua cidade natal ao império persa. Heródoto conseguiu voltar à sua cidade somente por volta de 454 a.C., pouco depois da queda de Lígdamis.

É o mais importante dentre os antigos historiadores gregos. Foi o primeiro prosador a reunir diversas narrativas históricas ou quase-históricas em um relato coerente e vivo e é, por isso, considerado o pai da História.

Em 443 a.C., aproximadamente, juntou-se aos colonizadores atenienses que fundaram Túrio, no sul da Itália. Ainda vivia no início da Guerra do Peloponeso (431 a 427 a.C.) e é provável que tenha morrido pouco depois, por volta de 425 a.C..

A própria maneira como é interpretada a história e o seu significado, tem uma dívida com este personagem. O termo história vem do grego istoriai que significa "investigações".

Ele teria recorrido entre outros, ao livro de Hecateu de Mileto (550/475 a.C.) e aos arquivos oficiais de algumas cidades gregas. Mas foi pelos relatos orais e pelas testemunhanças pessoais perante alguns fatos e também por parte do que traziam os "contadores de história", que ele procurou dar racionalidade aos fatos e registrá-los em suas obras, das quais "História" é a mais importante de todas, pois trata dos fatos com o intuito de elucidar os mitos em sua época.

Contudo, entre os trabalhos que lhe interessavam deixar seu legado, estavam os trabalhos cartográficos.

Heródoto não era um cartógrafo, portanto estes trabalhos de mapeamento podem ser considerados como resultado de uma interpretação feita a partir de outros mapas, seguramente mais antigos, que o historiador teria em suas mãos. Da mesma forma este trabalho acima, não se distancia da maneira como eram interpretados por Dicaercus de Mesana ou por Eratósthenes, praticamente seus contemporâneos. O mesmo pode ser dito a respeito de como é tratado, sem referenciar por linhas de latitude e longitude, orientação magnética, etc. Porém, aqui a identificação de "Pontus Eixinus" é o que nos permite identificar a maneira como se interpretava a distribuição continental no passado, em torno de um norte magnético, posicionado então no que representa para nós atualmente o Mar Negro.

Os relacionamentos entre os povos pode ter influenciado sobre o modo como seria interpretada a distribuição continental. Até o período em que os povos europeus não tinham estabelecido relações comerciais com os indianos, chineses e os persas, a idéia de continentes em torno de um eixo polar magnético era uma constante.

Tanto quanto qualquer outro mapa identificado como de autoria de Heródoto, este também não foi criado por ele partindo de uma catalogação cartográfica, mas sim a partir de mapas mais antigos que teve a oportunidade de acessar.

O mapa acima é interessante porque apresenta identificados alguns povos que existiram em um período relativamente recente para a época deste historiador. Vemos na proximidade do Estreito de Gibraltar na parte africana do mapa, um grupo de montanhas que existe até hoje com o nome de Atlas, seguido por uma região onde habitariam os Atlantes, vizinhos dos Atarantes que estão próximos aos Garamantes, Augylla e no território que compunha a antiga Tirrênia (atual Itália), o povo de Agylla.

Isso confere com o que nos fornecia os pergaminhos que estavam com Platão, onde são mencionados os povos atlantes que viveram sobre uma região que compreendia o sul da Europa até a Tirrênia e norte da África até o Egito.

Também é importante perceber que neste tempo não muito distante de nós no quadro geológico, o Deserto do Saara não se estendia pela sua vastidão atual e permitia condições de permanência sobre o que hoje temos como regiões inóspitas. A cidade de Méroe às margens do curso anterior do rio Nilo assim como a cidade de Automoli, desapareceram soterradas pelas areias deste deserto e hoje são locais inatingíveis à recursos atuais, não é possível realizar pouso por avião e o uso de helicóptero não é possível pela dificuldade em se atingir o local e poder retornar com o aparelho, devido à distância a ser percorrida.

Uma expedição terrestre conseguiu chegar à antiga cidade de Méroe e a encontrou sob as imensas areias do deserto e nela foram encontrados pergaminhos e objetos com hieróglifos diferentes do que era utilizado pelo império egípcio mesmo no passado, o que pode significar uma alteração e uma evolução separada.

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