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Waldseemuller

Waldseemuller 1507

Após a descoberta do território americano, mapas como o de Waldseemuller, passaram a tentar esplanar uma nova ordem mundial, onde os continentes não estariam limitados à geografia regional, tida então como a descrição definitiva para os contornos e limites do planeta e que podemos observar nos mapas mais antigos.

Percebam que o formato esférico passou a ser admitido, porém não se conhecia a dimensão e com isso não poderiam exprimir a quantidade de terras a serem descobertas. Após admitirem a existência de uma extensa área territorial que ficou conhecida como as Américas, os europeus em sua maioria não sabiam dizer com certeza a quantidade de terras que ainda poderiam ser descobertas, nem a extensão do perímetro do planeta.

Este mapa de Waldseemuller explana de maneira correta a impressão tida pelos europeus recém chegados, que passaram a conhecer melhor o contorno africano até então não bem definido, o Oceano Índico, o sul, sudeste e oriente da Ásia até o Japão.

Esta definição de contorno veio a ser possível depois da descoberta feita por Bartolomeu Dias que em 1488 encontrou um caminho para atravessar o Cabo das Tormentas, onde as embarcações que singravam pelo mar aberto nesta região encontrava a forte corrente de Benguela que provém do Oceano Índico em direção ao Oceano Atlântico e cai com força muito expressiva em razão da diferença de nível entre os dois oceanos. Após esta travessia o Cabo que era tido como amaldiçoado, passou a ser conhecido como Cabo da Boa Esperança.

Foi Bartolomeu Dias quem conseguiu atravessar ao encontrar a Corrente Antártica de Deriva mais ao sul, que favorece a travessia seguindo de Oeste para Leste. Ao passar distante do continente, ele conseguiu ser favorecido por esta corrente e deste modo encontrou o verdadeiro "caminho novo para as Índias" ao sair do Oceano Atlântico e atingir o Oceano Índico.

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