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Angkor Vat
Foi no ano de 1858 que o pesquisador francês Henri Monhout conferiu às civilizações ocidentais as primeiras informações sobre uma civilização desaparecida nas florestas do Camboja. Segundo ele, o esplendor de seu templo superava qualquer edificação realizada por Gregos e Romanos no apogeu de suas culturas. Na verdade a Grande Cidade é um aglomerado de templos, cujos centros de governo são as cidades de Angkor Vat e Angkor Thom. Os templos são decorados com grandes e numerosas cabeças de pedra.
Estima-se que o templo de Angkor Vat, tenha sido edificado entre os anos de 800 e 1.200 da nossa era o complexo principal da cidade está sobre uma área de incríveis 80 quilômetros quadrados, a área total do que compõe a cidade é de 232 quilômetros quadrados. Após a sua descoberta, teríamos mais 50 anos até que um registo escrito sobre a civilização cambojana escrita por Zhou Dagoun, de naturalidade chinesa, que teria chegado à cidade no século XIII, viesse a elucidar um pouco a respeito deste povo. O documentário apresenta esta região como uma metrópole no seu apogeu, com riquezas deslumbrantes, costumes exóticos e governantes que concentravam todo o poder.

Angkor Vat

A cultura principal de seu povo era o arroz, sendo tão imprescindível para a sua economia e sobrevivência, que faziam uso de reservatórios de água, chamados de Barays. Deste modo, não dependiam do ciclo das chuvas na região e com isso podiam colher o arroz quatro vezes ao ano com um sofisticado sistema de irrigação, algo extremamente necessário para uma cidade bastante populosa. Sua opulência podia lhe conferir, segundo estudiosos, a condição de cidade mais povoada do mundo em seu tempo, com algo em torno de 1 milhão de habitantes (era mais povoada do que Roma na mesma época).

um dos acessos à cidade

Foi fundada por Jayavarnam II (802-854) que se auto-intitulou um semi-deus, construiu um imenso fosso em redor com 3.200 metros de largura, formando praticamente um quadrado. A cidade era então pouco habitada e estaria limitada a se representar como centro de poder e de religião. A população vivia em dois povoados nas proximidades que ficavam perto de lagos artificiais nas margens do rio Siem Reap. A cidade tinha quatro vias de acesso que além de seram largas e extensas, detinham portões elevados para permitir a entrada dos elefantes que conduziam os governantes. Cada portão possuía três imensas torres e conduziam a uma praça no centro da cidade, que se encontra limitada por dois terraços, o terraço do Rei Leproso e o terraço Real. São numerosas as figuras esculpidas representando governantes, animais dentro de atividades da religião hindu.

 

O rei Suryavarnam II (1113-1146) conduziria posteriormente a construção de Angkor Vat, dedicado à Vishnu símbolo do centro do universo no hinduísmo, seu início foi marcado pela declaração de independência à Java. Ele mudou a capital de seu povo (antigo Khmer), para Angkor e construiu o imenso reservatório de 5 km de comprimento por 2 km de largura, identificado como baray oriental e que possui a capacidade de incríveis 100 milhões de hectolitros. A cidade construída por Suryavarnam II era rodeada por um fosso quadrado quase perfeito de 1,5 km. Este templo forma um conjunto surpreendente de lagos e bibliotecas, claustros e galerias, santuários e escadarias. Um friso de 2,5 metros de altura em relevo contendo inspirações realistas tratando de lendas e rituais hindus, se encontra ao longo de 800 metros de uma circunferência que fica na galeria inferior, atrás da parede central do santuário.

visão de Angkor com parte do lago em redor

imagem esculpida em Angkor

Acima da galeria, ergueu-se um templo em forma de pirâmide com três andades que conduz ao grupo central de cinco torres e dentre elas a mais elevada, com cerca de 65 metros. Durante o reinado de Suryavarnam II, Angkor teria vivido todo o seu esplendor. Os relevos arquitetônicos esculpidos em Angkor são tão impressionantes, que nos induzem a acreditar que tenham sido formados a partir de figuras que foram congeladas em seus movimentos.

Foi invadido cerca de trinta anos depois da morte de Suryavarnam II em 1177, pelos Cham que seriam derrotados dez anos depois por Jayavarnam VII (1181-1220). Ele daria continuidade às edificações construindo Angkor Thom seguindo uma orientação budista e dedicou esta cidade à Buda. Segundo alguns estudiosos, a mistura de crenças neste que é o maior templo do mundo asiático, é resultado da tentativa de preservar as edificações antigas, com a submissão de todos os deuses hindus à Buda. Deste modo a cidade de Angkor Vat possui figuras inumeráveis que ostentam o Brahmanismo, enquanto que a cidade de Angkor Thom apresenta a figura do Buda.

Ao longo do tempo, foram sucedidos por outras 52 torres quadriculadas em seu redor adornadas com cabeças de pedra de até 2,5 metros, às quais se acrescentaram outras centenas de templos totalizando quase mil.

A cidade de Angkor Vat, tinha o intuito de simbolizar o centro do Universo e manifestava suas atribuições religiosas como se fosse um ponto de referência, enquanto significado hindu.

O governante em Angkor era considerado um semi-deus, é comum encontrar em todo o templo as figuras de cada um nas imensas esculturas espalhadas em sua área total.

A cidade de Angkor acabaria sendo invadida posteriormente pelos Thais que vinham do Oeste em 1369 e em 1388. Foi recuperada pelo seu povo nas duas ocasiões, depois viria a invasão mais destrutiva aplicada pelos mongóis vindos pelo Norte em 1431, onde destruíram o sistema de irrigação.

No ano de 1434 a cidade foi abandonada e transferiram a capital do povo Khmer para as proximidades de Phnom Penh, deixando a sua monumental porém indefesa cidade às intempéries do tempo e ação das vegetações em seu redor.

arquitetura em Angkor

Angkor é uma cidade que se elevou dentro de aspectos definidos em sua religião, orientação arquitetônica e geometria afastados das demais que se observa em outros povos, não existindo portanto uma similaridade ou sequer uma proximidade com outro povo contemporâneo ou antecessor. Sua existência permite concluir que civilizações antigas possam ter convivido simultâneamente em regiões distantes, gozando de conhecimentos tecnológicos, arquitetônicos, religiosos distintos entre si.

Portanto a possibilidade de que outros povos tenham sido contemporãneos à Atlântida não deve ser ignorada.

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