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Chineses
Apesar de ser considerado um dos quatro berços da civilização humana (o Egito, a Mesopotâmia e o Vale do rio Indo compõem os outros três), a história sobre a civilização chinesa é melhor ordenada pelos fatores que pronunciam a sua condição cultural, como a matemática e a medicina, principalmente com a acupuntura, isso porque existem relatos que dão conta da queima de diversos arquivos de sua história durante algumas dinastias. A falta de informações sobre este povo existe quando tratamos de seus conhecimentos sobre sua origem, mas para saber sobre o seu passado temos dentre as poucas informações o "Homem de Pequim", encontrado em 1918 em Chou-k'ou-tien e data de 500.000 anos atrás, uma espécie humana que habitou a região e que segundo dados encontrados, teria realizado há cerca de 30 mil anos o uso de ervas e raízes para a medicina herbática (uso de ervas para a cura de doenças). Não é de se ignorar esta realidade, uma vez que em 1963, arqueólogos encontraram no Irã, uma tumba contendo elementos que comprovam o uso deste tipo de medicina com métodos rudimentares, mas remontando há 60 mil anos.

É quase uma unânimidade afirmar que a acupuntura chinesa remonta há mais de cinco mil anos, estimando até os sete mil anos. Alguns menos audaciosos dão conta de suas origens em um passado mais recente à partir de 3 mil anos, mas isso na verdade pode ser um equívoco, confundindo a verdadeira data de origem pronunciada em que se baseiam, cerca de 3.000 a.C., pois os nomes que se relacionam com esta medicina, nos arquivos mais antigos existentes são os de Fu Shi (2.953 a.C.), e dos imperadores Shen Nung (2.838 a.C.) e Huang Ti (2.698-2.598 a.C.).

Fu Shi é quem deixa o legado de um modelo do Universo chamado Pa Kua (Ba Gua - oito trigramas), que se constitui em um modelo cosmológico chinês. À Shen Nung se atribui a primeira redação de "O grande herbolário", reconhecido no séc. XVI d.C. por Li Shin Chen em sua obra monumental de 22 volumes "Pen Ts'ao Kung Mu". Mas é de Huang Ti o livro mais conhecido na medicina internacional "Nei Tsing ou Nei Ching".

Os últimos levantamentos sobre esta forma distinta de medicina, dão conta de que tenha origem ainda maior do que a costumeiramente admitida, dez mil anos atrás, quando são registrados os primeiros métodos de acupuntura auricular, a mais antiga de todas (aplicada na orelha) e o livro de "Nei Tsing", dividido em dois volumes, em que existe o relato de civilizações anteriores que teriam feito uso de métodos de acupuntura com agulhas feitas de pedra na dinastia Tcherou que imperou o território e já fazia uso deste tratamento desde 18.000 a.C. até 3.000 a.C., quando termina a sua dinastia.

parte do território da China antiga

Nei Tsing

O primeiro livro de Nei Tsing, o "So Quenn" faz enunciados que apresentam o lado teórico desta medicina, enquanto que o "Ling Tsrou", instrui com a prática. Conta a lenda chinesa, que seres extraordinários teriam ensinado os Homens sobre este método de tratamento por meio de agulhas, mas que somente em um passado imemorial, teria chegado até os chineses. O "Nei Tsing" foi encomendado pelo Imperador amarelo Huang Ti, que governava os povos que habitavam as margens do Rio Amarelo. Teve a elaboração feita pelo trabalho minucioso e bem cuidado do médico Tsri Po (Ki Pa) que contou com a ajuda de seus companheiros de profissão: Lei-Kong, Iu Fou, Po-Kao e Chao-Iu. Neste trabalho impressionante, já existia uma referência à circulação sangüínea e acrescentava o papel do baço como "... harmonizador do sangue que o recebe e distribui purificado para os outros órgãos ..." Todos os outros órgãos e suas respectivas funções já eram minuciosamente detalhados nessa "bíblia" da acupuntura. Este trabalho foi solicitado pelo imperador devido à sua preocupação manifesta em seu enunciado: "... me desagrada tudo que possa adoecer o meu povo. Com isso perdemos potencial de trabalho e progresso. É meu desejo que não lhe seja dado mais nenhum tipo de medicamento que lhes possa intoxicar, assim como não servem mais as antigas agulhas de pedra. Ordeno que utilizem apenas as misteriosas agulhas de metal, com as quais podemos dirigir a energia do organismo ..."

Esta gama de informações incorrem em uma contraversão à maneira como é interpretada e dividida a história do planeta. A chamada Idade da Pedra, período em que o Homem do passado estaria saindo de um bruto estado de selvageria para constituir as civilizações, é dividido em três eras, a Paleolítica que compreende o período de 2.500.000 anos atrás até 50.000 anos, a Mesolítica que vai de 50.000 anos até 10.000 anos e finalmente a Neolítica que parte deste último, 10 mil anos, porque é a época em que se encontram as "primeiras" técnicas de agricultura, algo que foi destacado como marco para o desenvolvimento humano enquanto sociedade. Deste período em diante é que temos a denominada pré-história, que se divide em eras conhecidas pelo uso diferenciado de ferramentas, como a Era da Pedra, Era do Bronze, Era do Ferro, etc.

Torna-se uma contradição, porque os conhecimentos nos quais se fundamentam a acupuntura vão muito além de um estado de selvageria como defendem a imensa maioria dos historiadores e que atribuem à chamada Idade da Pedra para o Homem, uma época em que os chineses já estariam praticando medicina auricular. Se aceitamos a idéia de que por registros encontrados o Homem tenha obtido a primeira lâmpada à óleo há vinte mil anos atrás, como poderíamos ignorar não apenas a confecção deste instrumento, sua elaboração, o advento da descoberta dos princípios do material combustível, considerando as capacidades intelectivas à uma sociedade animista?

Para saber melhor como é esta diferença tão significativa, precisamos saber o que é a Acupuntura. Seu nome vêm do latim: "acus"=agulha e "puntur"=punção. Na verdade isso não se relaciona com o nome de origem, mas sim com o método de tratamento segundo a observação ocidental. Originalmente o nome é Tchenn-Tsiou que significam agulha e moxa. Quando iniciado o tratamento, em alguns casos se faz uso de pequenos cones (moxa) em que é inserida uma erva a artemísia, que tem propriedades de combustão lenta, estimulando com o calor o ponto da acupuntura.

Mapa da acupuntura

símbolo do Yin e do Yang

Trata-se de uma técnica desenvolvida pelos chineses com a finalidade de resolver os problemas do organismo humano, onde se enfatiza a saúde das pessoas e não a cura de doenças. Segundo a filosofia chinesa, existem duas ordens no Universo, o Yin e o Yang, polaridades positiva e negativa, isso também se aplica ao próprio corpo que deve manter uma sintonia entre ambos. Consiste portanto em uma medida de prevenção contra o surgimento de doenças. Quando uma das ordens não estiver perfeita, ou em desacordo com a outra, pode ocasionar uma doença. A técnica consiste em resolver a diferença existente no organismo, fazendo com que ele mesmo consiga dar equilíbrio a esta situação, sem fazer uso de medicamentos. Visa principalmente ordenar o equilíbrio do organismo descontrolado, para que naturalmente consiga obter melhores condições físicas.

Como forma de prevenção contra as enfermidades, a Medicina Tradicional Chinesa contempla os seguintes princípios:

a) Atender o estado psíquico e emocional das pessoas;

b) Equilibrar a alimentação;

c) Harmonizar as atividades de acordo com as estações do ano;

d) Equilibrar os horários de trabalho e de descanso;

e) Reforçar o sistema imunológico;

f) Evitar os traumatismos;

g) Realizar exercícios integrais;

h) Purificar o organismo e seu redor.

A acupuntura auricular é a mais antiga de todas as técnicas adotadas e difundidas posteriormente em todo o mundo, consiste em inserir nos pontos específicos da orelha uma ou mais agulhas que permanecerá(ão) por alguns dias. Apenas para se ter idéia da eficácia deste processo, os pontos que foram mapeados pelos chineses identificaram os órgãos do corpo humano em cada ponto específico das orelhas. Assim, existem pontos que se relacionam com a visão, o olfato, o tato, a audição, o paladar, o coração, o pulmão, o fígado, o estômago, o intestino, a planta do pé esquerdo (para a orelha direita e vice-versa), etc. sempre se relacionando com o lado oposto de cada parte pretendida, por exemplo: para o estômago que fica do lado direito, a posição correspondente está na orelha esquerda, para o fígado que está no lado esquerdo temos o seu ponto na orelha direita.

Estas regiões foram mapeadas no corpo humano por meio do Chi (força energética especial presente no corpo humano), que circula por canais e meridianos do corpo (mai e mo, ou king). Eles se dividem em quadrantes principais, que são o Yin: fígado, pulmão, coração, baço, pâncreas e rins; e Yang: estômago, intestinos delgado e grosso, vesícula biliar e bexiga. Seguiram por meio de investigações do corpo fazendo uso dos dedos para pressionar os pontos vitais que se encontram ao longo dos meridianos energéticos. Depois iniciaram o uso de espinhos, pedaços de osso, marfim, punções de jade, agulhas de pedra e finalmente o uso de agulhas de ouro, ferro, prata, cobre até as atuais feitas em aço.

representação do distúrbio

O aprimoramento desta técnica e desenvolvimento de sua forma de tratamento, não pode ser considerado à uma sociedade que estivesse em estado de selvageria, sem o conhecimento da escrita, nem de idioma, nem de ferramentas para a sua aplicação (o uso de agulhas em ouro se relaciona com o fato de serem mais maleáveis, mas é também pela sua condutividade). A metodologia aplicada com esta medicina só pode ser possível à uma sociedade mais avançada do que se presume com os dados arqueológicos.

inscrição em carapaça de tartaruga

Também não é por acaso, que a matemática chinesa já estivesse bastante adiantada para o seu tempo em relação à outras sociedades, tendo se desenvolvido desde 3 mil a.C. durante a dinastia Hsia, iniciada pelo imperador Yu. Em 2.000 a.C. foram encontrados registros de ideogramas chineses que dariam supostamente a origem de sua escrita (mas de que modo os chineses estariam aplicando técnicas complexas de medicina pela acupuntura sem o uso da escrita?, o que parece óbvio, é que já tivessem sua forma de escrita, mas que tenha sido perdida no passado). Nesta época, ou seja, tão logo adotaram a escrita, teriam sido produzidos uma diversidade de trabalhos filosóficos e literários, como produtos de uma cultura muito avançada, contradição sonora com o fato de uma atividade tão recente (escrita), mas que ficam comprovados quando do uso de carapaças de tartaruga para registrar o que pode ter se perdido em materiais que se decompõe com mais facilidade.

A dinastia Hsia iniciada pelo imperadou Yu, teria continuidade com a dinastia Shang, em torno de 1.500 a.C., quando ocuparam a região de Shangai.

Até o século VIII a.C., segundo as interpretações feitas por objetos encontrados, desenvolvem-se a agricultura e a metalurgia de cobre e bronze. A partir de 700 a.C. ganham importância as cidades, o comércio, o artesanato e a fabricação da seda, tecidos e utensílios cerâmicos. Surge um sistema monetário de pesos e medidas. Nesta época era muito comum a exportação destes produtos para outras regiões, principalmente a Europa.

A dinastia Shang é sucedida pela dinastia Chou, que fará a China se tornar um Estado feudal. Este grande Império veria a sua desintegração por volta de 700 a.C., o que obrigou a subdivisão territorial entre diversos estados que se tornaram independentes, mas que se guerreavam constantemente.

Entre os anos de 600 e 400 a.C., destacaram-se Kung-Tse-Ti (Confúcio), Lao-Tse e Mo-Ti, o primeiro ressaltava os princípios morais, enquanto que o segundo defendia a harmonia com a natureza. A religião chinesa desta época era politeísta, cultuando antepassados e divindades da natureza. Os ensinamentos de Lao-Tse, que se basearam no Tao (origem e fonte da existência e da verdade), tornaram-se religião. A partir do séc. I a.C. começou a ser difundido o Budismo como religião.

A sociedade evolui da forma comunal para a propriedade da nobreza territorial. Os camponeses tornam-se servos, pagando tributos aos senhores territoriais. Com o tempo, eles serão incorporados ao exército. Nas cidades, ganham importância a aristocracia, os funcionários burocráticos, os comerciantes e os artesãos. As dinastias têm organização monárquica, com o rei centralizando as funções administrativa e sacerdotal.

Confúcio 551 - 471 a.C.

Nesta época, surgiu um fenômeno na matemática chinesa, chamado Chou Pei Suan Ching, que escreveu um livro apresentando complexos cálculos aritméticos, dialogando sobre figuras como triângulos-retângulos, enunciando o que conhecemos como Teorema de Pitágoras, demonstrando uma forma geométrica e sua solução. Ele explanava com muita propriedade sobre cálculos aritméticos no período em que muitas sociedades ainda nem conheciam o zero, algo que só viria a ser acrescentado nas sociedades européias em 810 d.C.

Muralha da China (linha horizontal) foto da Nasa

Entre o século I a.C. e o século III são introduzidas novas técnicas agrícolas (rotação de culturas, adubação e consorciação), e inventados o papel e a bússola. A partir do século I a.C. desenvolve-se o comércio transcontinental através da Rota da Seda, que liga a China ao mar Negro, e a navegação marítima.

Finalmente no ano de 221 a.C., o imperador Shih Huang Ti reunificou a China, porém mandou queimar todos os livros, centralizou o poder, construiu cidades, palácios e estradas e ordenou a construção de uma muralha para impedir a invasão dos hunos, algo que daria certa tranquilidade para o império durante um longo período, mas que acentuaria o seu isolamento imposto naturalmente pela condição geológica e relevo, com o deserto de Gobi separando a China dos demais povos da Ásia Menor, África, Egito e Europa.

Se por um lado este isolamento pode ter conferido um avanço destacado de sua cultura em relação às demais (inexistência de culturas atrasadas que provocassem um retardo no seu desenvolvimento, tal como ocorreu com os Gregos), por outro este mesmo isolamento tornaria a China do período pós jesuítas (séc. XIX em diante), mais atrasado gradativamente em relação aos povos ocidentais, que se sobrepujaram à situação anterior, com o advento da Revolução Industrial.

Átila, líder dos Hunos, quando tentou invadir o território da China, acabou se deparando com a muralha e percebeu a dificuldade imposta pela construção. Ele teria dito a seguinte frase: "A muralha têm começo e ela também têm um fim". Átila cavalgou com seus soldados desde as proximidades de Pequim em direção ao Sul, percorrendo milhares de quilômetros por vários dias procurando o fim da imensa muralha que têm distãncia equivalente ao Arroio e o Chuí no Norte e Sul do Brasil. Átila foi vencido pelo cansaço e desistiu de procurar o fim da muralha, passando a tentar desbravar outras terras, seguindo em direção ao Oeste e finalizando com a derrocada do Império Romano. Apenas para ter idéia de sua grandiosidade, a muralha da China é o único produto trabalhado pelas mãos do Homem que pode ser avistado da Lua à olho nu.

Átila 406-453 d.C.

foto local da Muralha da China

Muralha da China - localização

Na dinastia a seguir, dinastia Han (200 a.C. a 220 d.C.), muitos dedicaram o seu tempo a transcrever, de memória, textos literários e científicos e a procurarem manuscritos que tivessem escapado à destruição. Foi nesta altura que o mais influente dos textos matemáticos chineses foi compilado - Chiu Chang Suan Shu (Os nove capítulos da arte matemática), o livro contém 246 problemas distribuídos por 9 capítulos. É também deste período o texto Shu Shu Chi Yi onde se encontra uma primeira abordagem dos quadrados mágicos.

A época compreendida entre os anos de 221 e 581 é conhecida como a dos três reinados e das seis dinastias. Nesse período, a China sofreu divisões internas e o ataque de diversos povos nômadas (tibetanos, turcos e mongóis). Contudo esta época atribulada não impossibilitou a atividade dos matemáticos.

Neste período, viveu o matemático Liu Hui (260 d.C.), que comentou os Nove Capítulos e escreveu Haidao Suanjing - O manual da aritmética da ilha - escrito inicialmente como apêndice ao capítulo 9º dos Nove Capítulos o livro contém 9 problemas, versando o teorema de Pitágoras, com soluções. É também desta época o livro Sunzi Suanjing - Manual aritmético do Mestre Sol (300 d.C.) - escrito por Sun Zi. O livro está dividido em 3 capítulos, o último dos quais tem uma coleção de problemas aritméticos.

escultura de soldado chinês dinastia Han

arte chinesa, cavalo em movimento

detalhe: uma pata apenas no solo

Na segunda metade do século V, aparece o Manual Aritmético escrito por Zhang Quijan, este livro contém 92 problemas divididos por 3 capítulos.

Em 581, a dinastia Sui (581 a 618), reunificou, de novo, o país.

Seguiu-se a dinastia Tang (618-906). Durante essa época, a China conheceu grande desenvolvimento artístico (poesia e pintura), científico e entrou em contato com outras civilizações, como a japonesa, a coreana, a indiana e árabe. Este período foi caracterizado por uma forte influência estrangeira. É desta altura o texto Jigu Suanjing - Continuação da Matemática Antiga (cerca de 625). Foi escrito por Wang Xiatong, e contém 22 problemas sobre irrigação, construção de celeiros e resolução de triângulos retângulos. É, também. deste período uma enciclopédia sobre a matemática clássica do passado - Suan Ching Shih Shu - Os Dez Manuais de Matemática.

O período de florescimento cultural e de expansão territorial da dinastia Tang terminou com a derrota chinesa frente aos árabes em 751, na fronteira norte-ocidental. A partir desse momento, começou uma fase de decadência e esta resultou em nova fragmentação que sobreveio à queda dos Tang, em 907.

O período das cinco dinastias e dos dez estados, entre 907 e 960, caracterizou-se pelo caos político.

A partir de 960, a dinastia Sung (960-1279) reorganizou o país impondo reformas tributárias que aliviaram a situação económica dos camponeses e favoreceram o comércio. Nessa época houve grande desenvolvimento cultural, com a difusão de textos impressos. Este período produziu alguns dos grandes matemáticos da China, especialmente do século XIII.

arte chinesa ano 706 d.C.

Templo Budista 649 d.C.

À este breve parecer sobre esta civilização interessante, ainda devem ser acrescidos dados informativos onde somamos alguns dos diversos inventos (obs. sem ordem cronológica ou de importância):

1) tecelagem da seda, chá e a tinta em 2.500 a.C.;

2) alfabeto chinês 1.500 a.C;

3) calibrador "inventado" cerca de 1.700 anos depois na Europa;

4) 700 a.C. invenção da pólvora e consequentemente, dos artefatos como fogos de artifício e foguetes;

5) a bússola;

6) médicos como Hua To, que nasceu em 125 a.C. e foi o precursor do método de análise pelos pulsos e que induziria à uma maneira interessante de investigação, onde era analisado em julgamentos se uma pessoa estivesse ou não mentindo sobre uma questão jurídica, algo que foi inserido nos meios modernos de investigação policial com o detector de mentira (consiste em analisar a alteração dos batimentos cardíacos ao se pronunciar uma mentira);

7) a bicicleta;

8) instrumentos de medição astronômica;

9) calendário lunar e solar de uso simultâneo;

10) o papel, inventado por T'sai Lun 100 a..C., ele produziu o papel aglutinando redes de pesca e trapos, mais tarde, procurou outro material chegando então a fazer uso de fibras vegetais. Os espécimes que chegaram até nossos dias provam que o papel feito pelos antigos chineses era de alta qualidade, o que permite comparar com o papel normal produzido atualmente, curiosamente os Maias e Astecas já faziam uso de um papiro semelhante ao produzido no Egito quando da chegada dos espanhóis;

11) dinastia Han, na tumba do príncipe Liu Sheng foi encontrado um instrumento de medição cronométrica,

12) os óculos;

gravura chinesa séc. XIII d.C.

Desafio às teorias? Pirâmide na China

13) a caneta;

14) dinastia Tang, reinado de Xuan Zong primeiro relógio do mundo com um complexo sistema de engrenagens formando um conjunto com aproximadamente 4 metros, movido por água que era inserida em 60 baldes que correspondiam aos segundos e faziam mover a engrenagem primeira, que movia gradualmente a segunda que correspondia aos minutos e esta por fim movia a terceira que correspondia às horas, sua figura não era vista por outros que não o próprio imperador que queria conhecer as horas do dia, mas foi desenhada por jesuítas como o padre Leoni Nani que em 1904 chegou à China como um dos muitos missionários jesuítas, que trouxeram a idéia para a Europa praticamente mil anos depois de sua invenção;

15) o periscópio;

16) balanças de peso;

17) invenção do ábaco (método de computação matemática) em 190 d.C.

18) astrônomos chineses evidenciam uma supernova - 386 d.C.

19) papel moeda (1.000 d.C.);

20) Bi Sheng inventou a tipografia que daria origem ao método utilizado até hoje para a publicação de jornais em 1.045;

21) Quin Jiusao (1202-1261) em 1245 registrou pela primeira vez um índice pluviométrico com um pluviômetro, que só foram utilizados pela primeira vez no ocidente em 1639;

22) Liu Xiang Ti (1648-1695) começo da dinastia Qing, protegia a população de Gansu com o uso de canhões para evitar chuvas de granizo, Liu Xiang Ti também registrou pela primeira vez as propriedades magnéticas do ímã.

Outra Pirâmide na China?

Pirâmides na China

Com este pequeno trabalho sobre esta civilização que alcançou um estado brilhante de desenvolvimento, inovando em diversos segmentos com a criação de produtos que são utilizados até hoje, e dos quais não teríamos espaço suficiente para tratar de todos, fica uma questão muito séria e que deve ser repensada quando falamos de civilizações do passado. A existência de culturas adiantadas aparecem em todas as regiões do planeta, contrastando com outras atrasadas no mesmo período e em todos os continentes deixando muito claro que possam ter sido originalmente contemporâneos e tenham se relacionado mutamente há um tempo muito anterior ao que se estabeleceu com os dados coletados por amostras arqueológicas.

A base em que se constitui as provas definidas pela arqueologia, estão fundamentadas em registros encontrados nos denominados sítios arqueológicos que se espalham por todo o planeta, neles são encontrados produtos que evidenciam culturas e modo de vida de grupos estabelecidos nas localidades onde são encontrados os materiais, são geralmente compostos por ossos humanos e de animais, cerâmica em alguns casos, pontas de setas feitas em pedra ou metal, fósseis minerais e vegetais. Todo este estudo de muita propriedade não deve nunca ser ignorado, porém não consegue elucidar sobre questões como as que percebemos na civilização apresentada, como a medicina, pirâmides, matemática evoluída, o que pode dar vazão à defesa de métodos menos racionais para se esclarecer sua origem, como a que se poderia adquirir fora do planeta.

Parece mais simples entender uma origem extra-terrena, do que admitir que uma catástrofe comprovada em registros geológicos possa ter dizimado civilizações inteiras fazendo regredir suas culturas como resultado desta tragédia.

É preciso lembrar que a maior parte dos materiais que poderiam nos fornecer informações sobre culturas antigas, se desintegra ao longo do tempo o que dificulta seu esclarecimento. Materiais como o ferro, se decompõem com relativa facilidade quando em contato com a água, pela oxidação natural deste material, fazendo com que certos objetos não possam ser encontrados, porque o ferro se desintegra totalmente em 30 mil anos. A maior parte dos produtos obtidos com a confecção elaborada para utilidade é facilmente removida e utilizada por quem as encontra, sejam eles cultos ou não, mas a própria capacidade instintiva induz ao experimento. Por este motivo é que são raros os encontros de materiais e/ou sítios arqueológicos que permitam compreeender o passado de civilizações no planeta. Mas temos de destacar que é nos relatos de civilizações antigas que temos o esclarecimento de que no passado da Terra, ocorreram desastres naturais que conduziram à tempestades, ciclones, furacões, erupções vulcânicas, maremotos e diversos fenômenos que fizeram soterrar cidades inteiras no passado, fazendo desaparecer suas culturas. É por este motivo que temos encontrado sempre uma quantidade de cidades soterradas em diversas localidades, sendo algo muito comum e que deve ser aguardado porque a cada ano que passa, temos a possibilidade de se escavar uma nova região e com isso encontrar mais vestígios de civilizações antigas.

Atlântida não era uma civilização isolada em seu tempo, existiram muitas que lhe foram contemporâneas e dentre elas a que deu origem à civilização chinesa esteve presente. Sua existência na verdade ajuda a elucidar sobre esta questão, porque consegue contribuir significativamente para a comprovação de que o Homem do passado não tenha se desenvolvido de maneira tão lenta, contrariando a razão que nos fez sair de um estado selvagem (700 d.C. na Europa, com sociedades agrupadas e tribais como as africanas atuais), para uma condição altamente desenvolvida há tão somente 1.300 anos.

Poderia o Homem do passado ter encontrado soluções para fazer uso da lâmpada à óleo há vinte mil anos e não ter conseguido desenvolver mais nada significativo em dezoito mil anos? Só para se ter idéia, a lâmpada em questão, não era feita de vidro, era na verdade uma espécie de candeeiro de barro, que permitia inserir óleo em seu interior e que possuía uma saída superior para onde saía a chama do óleo e era suspensa por uma alça. Constituir este objeto não é uma tarefa tão simples, assim como não é simples adquirir conhecimentos sobre a combustão de elementos líquidos, sua extração, exploração, confecção e criação. É preciso reordenar a maneira como interpretamos o passado de nossa história, porque sem isso estamos fadados a permanecer neste estado ignorante da nossa própria evolução.

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