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Druidas

Druida tem significado controverso, alguns atribuem ao chamado: "encontrando o carvalho" ou "conhecendo o carvalho", associando-se à prática religiosa nos bosques, algo que seria adquirido posteriormente por vikings e celtas. Esta maneira de cultuar entidades divinas é devido ao que eles definiam como relacionamento com as obras divinas e não as humanas, o que obrigava a organizar estes cultos religiosos principalmente nas proximidades de carvalhos, esta árvore era de um grande significado para sua religião. A realização dos atos religiosos junto aos megalitos de Stonehenge, Avesbury, Silbury Hill entre outros, deve-se à interpretação druídica de que seus mentores não seriam os Homens de sua época.

Outra corrente, defende a idéia de que tenha origem do proto-indo europeu onde "dru-id", significa Homem sábio, havendo ainda uma versão mais complexa que interpreta como "dru", que significa forte; "uid", que significa saber; e "idein" traduzido como ver, o conjunto de palavras indicava algo como "os que conheciam além da realidade terrena".

Como sacerdotes e sacerdotisas, eles aplicavam seus cultos à uma entidade divina o Dis-Pater, o Deus dos Céus, também reverenciavam à Lua, ou deusa Mãe(alguns atribuem as reverências unicamente à ela). Destacavam a importância da mulher em sua organização social, existindo uma igualdade maior de direitos do que em outras civilizações do mesmo período. Apenas para se ter idéia de sua condição social, as mulheres não apenas podiam participar das batalhas, como também podiam solicitar o divórcio.

Dividiram o período do ano em quatro, contendo três meses cada um. Em cada período realizavam atividades festivas com a comemoração que era realizada em locais específicos, de acordo com a orientação cosmológica observada em Stonehenge. Isso tinha importância fundamental para os druidas porque lhes assegurava melhores plantios e sempre realizavam cálculos precisos para se encontrar as datas dos fenômenos astrológicos que faziam interagir com mais intensidade as forças cósmicas e as forças terrestres. Os atos mais celebrados eram os que contemplavam os fenômenos naturais como os eclipses e os alinhamentos planetários.

figura de um druida

As festividades eram conhecidas como:

Imbolc - celebrado em 1 de fevereiro e era associado à deusa Brigit, a Mãe-Deusa protetora da mulher e do nascimento das crianças, celebrado na primavera e tido como o início do plantio;

Beltane - celebrado em 1 de maio. (também chamado de Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein), significa "brilho do fogo". Era marcado por milhares de fogueiras, considerado o dia da vida e da escolha dos casamentos;

Lughnassadh - (também conhecido como Lammas), dedicado ao Deus lugh, celebrado em 1 de agosto, o dia das colheitas;

Samhain - a festa do ano novo, começando ao pôr do sol de 31 de outubro (outono no hemisfério norte). Era dedicado aos ancestrais e simbolizava a afirmação da vida. Era a noite da aproximação entre este mundo e o outro esotérico, a mais importante das quatro festas, celebrada em 1 de novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao Halloween.

Távola Redonda

Os demais correspondiam ao solstício do inverno (YULE), equinócio da primavera, solstício do verão (período de grande contato com as fadas e os elfos) e o equinócio de outono.

Aplicavam a pena de morte para os criminosos perversos, mas dentro de sua doutrina religiosa defendiam a relação entre causa e efeito, ou seja, tudo o que o Homem quisesse fazer o poderia, mas seu resultado lhe seria conferido como reflexo direto do que tivesse praticado.

Sobre os Druidas, sabemos muito pouco acerca de sua origem, apenas que teriam povoado a Grã-Bretanha antes dos Celtas, mas os seus conhecimentos sobre astronomia, astrologia, matemática e religião, sempre nos causam inquietação. Foram precursores de ideogramas e de princípios da escrita, a Rúnica, que seria adotada em grande parte da Europa, marcaram profundamente um número significativo de europeus criando uma aura de mistério, evoluíram os ramos da cultura como a música, a poesia, além de praticarem a medicina fitoterápica (uso de plantas). São os druidas o povo que mais se relaciona com a civilização desaparecida de Atlântida, porque sua grande proximidade com a localização do antigo império é algo que sempre é apresentado como justificativa para a realidade de menires nos seus locais de culto.

As tradições célticas falam que ao chegarem à esta região, teriam encontrado os sábios de um povo que teria desaparecido nas proximidades, dos quais adquiriram conhecimentos, parte de sua cultura, religião, ensinamentos, etc. Estes sábios teriam vindo de uma região conhecida como Hiperbórea próxima ao atual Círculo Polar Ártico, vindo para a Grã-Bretanha pouco antes do desaparecimento da imensa ilha. Os celtas diziam ter-se originado da deusa DANA que gerou a raça dos Thuata Dé Dánann, um povo que veio das brumas que envolviam as colinas distantes e para lá retornou após derrotar os gigantes que habitavam a região, os Fomoire. (atlantes eram gigantes)

Entre os rituais que são atribuídos aos druidas, estão os que faziam suscitar chuvas, ou fazê-las cessarem, controlar tempestades, eliminar ou desviar furacões, controlar as marés, atenuar as atividades sísmicas e vulcanólogas, etc, fazendo uso de cristais. Tais conhecimentos sempre são atribuídos a uma civilização anterior da qual os druidas teriam feito parte, trazendo seus conhecimentos para a região da Grã-Bretanha, onde permaneceram sem propagar seus conhecimentos por um longo período, até estabelecerem uma fixação territorial como civilização.

Sua estrutura social era voltada para a organização sacerdotal, onde os druidas e druidesas compunham a classe mais importante. Desde criança, eram entregues ao estudo, onde de acordo com suas vocações eram destinados a pertencer a uma das três ordens sacerdotais diferenciadas em seus atributos: a primeira classe, dos druidas e druidesas, eram os professores, matemáticos, astrônomos, filósofos, cientistas, juristas e os médicos que eram encarregados não só da cura das doenças como da preservação do bem estar físico e psíquico do povo. Além disso, também assumiam funções que hoje em dia chamaríamos de sacerdotes encarregados de realizar os ritos, as festas, a sagração do rei, etc.; a segunda era formada pelos que exerciam as atribuições de: advinhações, conversas com os ancestrais e profecias do futuro; e a terceira praticava a de "os guardiões das Tradições", das artes, da memória das tribos... enfim, eram encarregados de preservar toda a sabedoria sagrada do mundo antigo.

Dentre as diversas lendas que existem sobre este povo perseguido durante a inquisição eclesiástica, está a lenda do Rei Arthur, onde o mago Merlin e a meia irmã de Arthur, Morgana, eram druidas. A lenda da ilha de Avalon, mescla com a existência de uma ilha fantástica no passado, Atlântida.

Morgana

Grã-sacerdotisa e meia irmã de Arthur

Jovem Merlin e Uter Pendragon

Merlin, teria nascido pelo engendramento da filha virgem de um cavaleiro pobre do rei da Damácia, ao sul do país de Gales, protagonizada por um anjo caído por sua luxúria, chamado Aquibez. Quando pequeno, Merlin foi conduzido à corte por magos (ou clérigos), ficando então no colégio de Saint George entre 1.129 e 1.152. Seu nome verdadeiro era Geoffrey de Monmout e o misto de dados o conduziria a uma identificação posterior, o de Merlinus Ambrosius. Tradicionalmente no séc. VI, existem algumas historiografias entre bretões e latinos que tratam de um personagem chamado Ambrosius, ele é relacionado em algumas vezes como adido militar, mas em outras é visto apenas como um vidente (episódio da Torre de Guortigim, relativo à Vortiger). O nome Merlin tem relação indireta com a sua cidade natal: Camarthem, que em idioma gaulês é pronunciado como "Caemyrddin", cidade de "Myrddin", de onde os latinos passariam a pronunciar Merlinus.

Vortiger incita à condução de Merlin, ainda um garoto, para que seja finalizada a Torre de defesa, já que os saxões teriam usurpado o trono. A torre de defesa se desmoronava periódicamente e os magos incitaram para que seja utilizado o sangue de um menino sem pai na argamassa da construção.

Merlin humilha os magos assinalando que sob as torres que caem repetidamente estão os dragões que lutam constantemente. O jovem Merlin profetiza a queda de Vortiger (dragão branco), volta de Uther Pendragon (dragão roxo) e o reino de Arthur que é simbolizado por um javali, tanto quanto o futuro dos bretões.

Mais tarde, Merlin é convertido em conselheiro legítimo do rei, intervindo no nascimento de Arthur, realizando um encantamento para satisfazer o desejo de Uther Pendragon em possuir a esposa do Duque de Cormuales, Ygerne, que estando enfeitiçada o toma como seu legítimo esposo, união que fará nascer Arthur.

É Roberto de Borón quem insere sua figura nas narrativas sobre o Santo Graal, que teria chegado até a região da Grã-Bretanha das mãos de José de Arimatéia. O personagem de Merlin se mistura com a época da cristianização ocorrida na região entre os séc. VI e XII. Segundo ele, Merlin se refugiava periódicamente nos bosques de Brocelianda, onde viveu seus amores com Viviana, aquela que lhe instruirá nas artes da magia. influencia decisivamente na corte, instituindo a mesa redonda (Távola Redonda) com uma nova cavalaria cristã.

Merlin e Viviana

orientação astronômica de Stonehenge

Saindo das lendas, quando queremos nos referir aos Druidas, temos obrigatoriamente de tratar de Stonehenge (nome definido pelos saxões que assim tratavam este grupo de pedras erguidas no meio da planície, também chamadas pelos mesmos saxões de "Hanging Stones"=pedras suspensas). É um complexo de menires posicionados em forma de um círculo na planície de Salisbury na Grã-Bretanha, cerca de 120 km de Londres e duas milhas de distância da cidade de Amesbury, com medidas impressionantes de 5 metros de altura, encaixadas umas às outras e com até 45 toneladas, trazidas de 250 km de distância da região do país de Gales nos Montes Preselli. Estas pedras inexistem nas regiões mais próximas, sendo percebidas somente nesta localidade o que dificulta compreender os métodos utilizados para seu deslocamento. Os megalitos são chamados de "Bluestones" pelos ingleses, devido à sua coloração acinzentada que lhe confere uma condição quase azulada, mas na descrição de escritores da era medieval ficou a expressão "Dança de Gigantes" para se referir a estes monolitos. Não são os únicos agrupamentos de pedra que existem na Europa, alguns estão na Irlanda (portanto relativamente próximos de Salisbury) e outros estão na Holanda.

Os megalitos (do grego mega=grande; lithós=pedra) foram minuciosamente cortados para que conferissem o seu encaixe preciso, o que deturpa a idéia de ausência do conhecimento sobre metais de corte para a época de sua origem. Stonehenge têm sua história muito anterior à presença dos Druidas que já teriam encontrado estes menires erigidos quando chegaram ao local. O posicionamento dos blocos tem o objetivo de marcar o posicionamento do Sol nos equinócios (início do Inverno e início do verão), e dos solstícios, início da primavera e do outono. Entre os benefícios relativos a estes dados está o início do plantio e das colheitas.

Afirmar a verdadeira data de origem, é um grande desafio. Exames realizados inicialmente no local deram conta de uma data em torno de 1.500 a.C..Algo que foi superado por métodos mais avançados que conseguiram encontrar a data de 2.800 a.C., porém isso ainda não é algo totalmente resolvido. A verdade é que a sua elaboração e concretização lhe conferiu outra condição e não a que encontramos atualmente. Quando erigidas, Stonehenge possuía um número maior de pedras, que foram sendo removidas aos poucos por alguns povos que chegaram ao local e retiraram principalmente as menores, seja para reverência, seja para lembrança, seja para uso em novas edificações.

apresentação original de Stonehenge

cerimônia druídica

A destruição de todas as escrituras, objetos, instrumentos, pertences, personalidades e tudo o que se relaciona com a cultura druídica, foi realizada pelos romanos que pretenderam aniquilar tudo o que estivesse relacionado com os druidas, havendo apenas a menção de Júlio César, reconhecendo a coragem dos sacerdotes em enfrentar os soldados e a maneira como se apresentavam para a morte em defesa de seus princípios. Sobrevivendo à este período de destruição, permaneceram algumas ordens iniciáticas e ordens druídicas. Apesar de todos os esforços realizados pela classe eclesiástica romana, os sacerdotes druidas que se viram obrigados à uma conversão religiosa sob imposição católica, ou a condenação à morte em fogueiras taxados como bruxos e bruxas, os sacerdotes recém convertidos, na verdade realizaram trabalhos de preservação de sua cultura, o que levaria um longo período até a sua completa elaboração, sendo confeccionados por ação memorial de cada membro, em ritos escondidos e sem o conhecimento do clero.
Todo o movimento contra este povo, se relaciona diretamente com a influência católica, que chegou a apregoar a realização de rituais que eram chamados de satânicos entre os druidas, algo que nunca foi verdadeiro, uma vez que a celebração de atos cerimoniais com a realização de sacrifícios humanos nunca foi comprovada, no entanto foram mencionados entre os católicos, que na verdade pretendiam o seu extermínio para a penetração do clero nesta região. O que poderia estar verdadeiramente relacionado com o impacto entre diferentes interpretações e princípios morais, é o fato de que os cultos realizados eram feitos com os druidas vestidos de vestes brancas, enquanto que os seus participantes por motivos energéticos nas suas crenças, pretendiam uma relação mais direta do organismo com as forças que fluíam entre Cosmo e a Terra durante os fenômenos naturais (eclipse por exemplo), participando sem suas vestes, o que foi interpretado pelos padres como um culto libidinoso.

Dólmen dinamarquês

Barbure Castle ING 07-99

Na atualidade, a região onde os habitantes deste povo se estabeleceu, desde o início dos anos 80, passou a ser palco de estranhas ocorrências onde imensos círculos se apresentam com figuras ordenadas, portanto não ocasionais, que dão formas estranhas porém simétricas e se espalham por plantações de trigo, soja, cevada e milho quase sempre durante a noite.

Já haviam sido registrados no passado, mas nos últimos tempos aumentaram a sua frequência e a complexidade das formas. Fenômenos climáticos, casualidades meteorológicas estão entre as justificativas apresentadas mas que não conseguem elucidar o caso. Muitos já tentaram sem sucesso registrar as ocorrências permanecendo nos locais onde supostamente poderiam ocorrer, madrugam em tendas, sem perceber nada e nenhum movimento, mas ao acordarem são surpreeendidos com os círculos imensos formados muito próxima às suas tendas.

Estranhamente os cereais que são afetados pelos fenômenos, se desenvolvem até 40 % mais rápido do que os outros que não foram atingidos, nas bordas ou fora dos desenhos. Curiosamente os caules das plantas não são amassados, queimados, quebrados ou cortados, eles são apenas dobrados nas suas juntas de dentro para fora como resultado de uma irradiação forte ou o aquecimento por micro-ondas. Mesmo inclinados, eles continuam a se desenvolver, porém com maior capacidade do que as plantas que não são afetadas pelo fenômeno. As juntas se apresentam inchadas como resultado de uma ação intensa de irradiação e curiosamente as suas sementes sofrem um tipo de superadubação obtendo o nível de desenvolvimento mencionado, apesar de apresentar sua face rugosa em resultado do efeito.

Beckamptom ING 28-07-99

Silbury Hill ING 24-07-99

Pesquisadores tentam sem sucesso relacionar os eventos a algum fenômeno natural que ocorra durante a madrugada nas regiões, mas não conseguem encontrar nenhuma resposta para suas aparições, a única coisa que sabem a este respeito é que não são produzidos por pessoas que tenham as tecnologias conhecidas. O governo da Inglaterra não consegue esclarecer o caso e já tentou sem sucesso obter alguma justificativa para isso, oferecendo um prêmio em dinheiro para quem solucionasse esta questão, mas tudo o que se descobriu até aqui, é que se trata de um fenômeno que se repete com muita frequência na Inglaterra, mas também em outros países da Europa e até no Brasil. Sua origem já é bastante antiga, existindo até um relato do séc. XVII a este respeito.

Tudo o que se relaciona com Stonehenge permanece como um profundo mistério, mantendo a estranha aura difundida pelos druidas em seu tempo.

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