Make your own free website on Tripod.com
Egípcios

Quéfren-Quéop's-Miquerinos

Quando falamos das civilizações mais antigas do planeta, nos tempos conhecidos, temos obrigatoriamente de falar do Egito. Não é apenas uma das mais antigas, ela é também a que guarda o maior número de mistérios na atualidade. A edificação de suas pirâmides e sua utilidade, tanto quanto a grandiosidade de suas edificações, sempre causou assombro à todos os que se deparam com sua imensidão. O silêncio de suas obras fala por si.

Não é correto querer aplicar o uso das pirâmides à sepultura dos faraós, visto que a sua dimensão interna não corresponde à utilidade presumida, até porque não seria lógico pretender edificar uma obra tão gigantesca com a finalidade supostamente pretendida, contendo dimensões tão reduzidas. Quem traçou a planta de cada uma, já tinha previsto as câmaras internas, o corredor de ligação entre elas, sua disposição minuciosamente calculada, enfim, tudo o que se refere à edificação do projeto das pirâmides, principalmente a pirâmide de Quéop's, resultam em um trabalho muito bem cuidado e estudado, cuja finalidade ainda não foi definida.

A base da pirâmide foi bem preparada, com pedras que foram polidas com a finalidade de obter uma superfície extremamente lisa, não poderia haver imperfeições em sua área, as pedras que foram utilizadas para a construção possuem 3 toneladas, foram polidas em suas seis faces (superior, inferior e os quatro lados), são perfeitas em seus ângulos, medidas, não poderia existir nenhum erro porque se houvessem, impediriam que no topo, as pedras viessem a se encaixar com a mesma perfeição, poderia surgir o resultado do erro de medida obtido na base, ou em qualquer parte do projeto, nada poderia existir entre uma pedra e outra.

O resultado é colossal, suas medidas são impressionantes e sua majestosidade é algo que não pode ser comparado. Permanece como um imenso desafio matemático a qualquer civilização moderna ou posterior.

base das Pirâmides

pirâmide de Quéop's (interior parcial)

Para entender o que representa e como se encontrava a pirâmide de Quéop's, quando da sua abertura, e conseqüente encontro do material presente, que foram a tumba de Tuthankámon e todos os seus pertences pessoais, é preciso compreender um pouco sobre a história do Egito antigo.

Ramsés II -1290-1224 a.C.- foi o último grande faraó do Egito antigo, governou por cerca de setenta anos. Ele foi um exímio administrador, político muito bem preparado, mas que teve de ter sorte na sua vida, pois quando da sua tentativa de invadir o território dos Hititas, caiu em uma armadilha simples, utilizada pelo rei Mouwattali, e que era muito comum em seu tempo, ou seja, ele caiu em uma armadilha tola, que nenhum grande governante cairia.

O território em questão, Kadesh, era de uso estratégico, por ser a rota comercial para o Oriente. Desde o governo de Akhenaton, que a região vivia sendo tomada pelos hititas, e retomada pelos egípcios. O faraó Set I, pai de Ramsés II o nomeou governante chefe dos seus exércitos quando Ramsés II tinha dez anos, tendo participado com quatorze anos dos combates ao lado de seu pai na Líbia. Ambos conseguiram retomar Kadesh, mas ao chegarem ao Egito, os hititas retomaram a região.

Após a morte de Set I, Ramsés II estava disposto a retomar a região, para isso preparou um grande número de soldados e assim o jovem faraó se dirigiu para o combate ao quinto ano de seu reinado.

O rei Mouwattali sabendo que Ramsés II pretendia guerrear contra seu povo, enviou dois batedores ao seu encontro para dizer que eram fugitivos, que tinham escapado de seu domínio e que estavam tentando fugir como desertores.

Disseram para Ramsés II que os hititas estavam longe, muito longe e que eram em um pequeno número. Ramsés acreditou em tudo aquilo e o pior, deixou que fossem embora os dois supostos desertores, acreditando piamente que se tratassem de fugitivos.

Sem saber que o número de soldados inimigos era maior do que ele imaginava, pensando que estivesse em número vantajoso para a batalha, pois gozava de uma força armada de vinte mil homens divididos em quatro grupos, o grupo de Amon, Rá, Pteh e Seth, Ramsés II se adiantou com o grupo de Amon, confiante e ignorou a possibilidade de enviar batedores seus para averiguar a posição inimiga. Foi um erro crucial. Foi à frente dos outros grupos contando com cerca de 5 mil homens.

Acabou sendo surpreendido pelos hititas em número muito maior que os seus soldados, eles surgiram inesperadamente e tomaram de assalto, fazendo-se surgir em redor do grupo de Ramsés à um só tempo, conhecendo não apenas a força que Ramsés trazia consigo, como também o seu número, posicionamento e trajetória, porém desconheciam o fato de que Ramsés estivesse com outros três grupos.

Ramsés II ficou encurralado, seus soldados lutaram bravamente pelas suas próprias vidas e quando já estavam à ponto de perderem o combate, os outros grupos surgiram e reforçaram o esquadrão egípcio.

O reforço egípcio surgiu como uma cavalaria de salvação e conseguiu salvar o faraó e seus soldados, obrigando a retirada das tropas hititas. Os hititas foram obrigados a uma retirada, porque o impacto psicológico de uma vitória praticamente resolvida, mas que de um momento para outro toma outra direção, modifica o encorajamento de seus soldados, além do que, estavam mais fadigados com a luta do que os recém chegados na força inimiga e que veio em um número expressivo, quinze mil soldados. Em uma batalha isso conta muito, deste modo os hititas acabaram se retirando da posição de combate, mas os egípcios também retornaram porque se viram salvos pelo reforço.

Ramsés II viu nesta batalha que ficou conhecida como "Batalha de Kadesh", nas proximidades de Abu Simbel, a oportunidade de se engrandecer e mandou que esculpissem em todas as paredes, palácios, construções, a "grande e vitoriosa batalha travada contra os hititas". Mas por trás das cortinas, debaixo dos panos, sorrateiramente, ele realizou na verdade uma negociação que acabou sendo concretizada posteriormente no governo de Hattusil III irmão de Mouwattali, que se apoderou do trono expulsando seu antecessor.

Isso demorou para ser amadurecido e definido pelos dois lados, sendo finalizado somente no 34o. ano do reinado de Ramsés II, mas a verdade é que os combates se encerraram desde então. Neste acordo ficou estipulado um tratado de paz entre os dois povos. Isso se fazia necessário, visto que a inimizade entre ambos já era antiga, mas a rota comercial era imprescindível para ambos.

Para termos idéia do que representou e do que representa este acordo, basta dizer que os acordos entre os EUA e a antiga União Soviética, estão baseados neste plano de paz firmado entre egípcios e hititas.

afresco representando Ramsés II contra os hititas

Pilares de um templo no Egito- edificados para representar florestas

Para ser fundamentado o tratado, Ramsés teria de se casar com a filha mais velha do rei Hattusil III.

Neste período Ramsés II já era casado com a bela Nefertari e também com Istnofret, sua segunda esposa, além de suas concubinas em seu harém (chegou a ter cerca de mil e quinhentas).

O Egito sem guerras viveu um período de muita prosperidade, os recursos antes necessários para as batalhas, passaram a ser destinados à cultura egípcia, edificações, e nisso o país passou a viver um longo período de prosperidade. Enalteceram os trabalhos dos seus artesãos, que eram remunerados para esta finalidade. Inúmeros foram os trabalhos realizados pelos homens da escrita egípcia, que chegavam até mesmo a receber pagamentos por parte de grandes agricultores, que pretendiam e mumificavam seus familiares, mesmo não pertencendo à aristocracia do Egito.

O Egito viveu a sua prosperidade, as edificações assim como as mumificações eram pagas principalmente pelo faraó, ordenando que os faraós anteriores ao seu tempo, viessem a ser sepultados em criptas mortuárias escondidas onde somente os fiéis servidores conheciam sua localização e forma de abertura, de maneira que poderiam incluir em sua tumba todos os seus pertences pessoais em ouro, prata, pedras preciosas e tudo o mais.

Contudo, Ramsés II que durante o período de esplendor esbanjava seu vigor com um número incontável de mulheres, teve noventa filhos, tentou nomear seus sucessores, os príncipess: Ramsés e Khaemwaset, acabaram morrendo antes dele, assim como dez outros dos seus noventa filhos, ficando então Merneptah filho mais novo de |stnofret, mas que não foi preparado como um sucessor para o seu reino. Ao final de sua vida, Ramsés com idade avançada não tinha mais a mesma força e apesar de sua condição e respeito adquirido em sua vida, quando morreu, ocasionou a queda abrupta das condições vistas em seu tempo, por não conseguir preparar um sucessor, ou porque os que poderiam lhe suceder acabaram morrendo. Merneptah demonstrou profundo desconhecimento administrativo, falta de liderança e de capacidade.

O povo egípcio passou a perceber uma era de amargo arrocho econômico, os artesãos não passaram mais a receber seus pagamentos, os trabalhos dos seus escritores não era mais bem visto pelos sacerdotes, os recursos não eram mais tão bem aplicados, houve corrupção e com isso o Egito passou a entrar em um declínio com a revolta de sua população, principalmente dos seus trabalhadores e artesãos.

A falta de pagamento fêz com que os homens que eram tidos como fiéis viessem a se rebelar e com isso passaram a saquear as sepulturas dos grandes faraós, retirando suas riquezas para que adquirissem recursos de sobrevivência com o derretimento e venda do material roubado das sepulturas.

Árvores de pedra

Revestimento da Pirâmide

de Quéop's

Os sacerdotes egípcios, homens verdadeiramente fiéis aos faraós, percebendo a situação, reuniram-se e na calada da madrugada, retiraram tantos faraós quantos conseguissem retirar, de suas antigas sepulturas, levando consigo suas riquezas carregando-os em suas próprias costas e no lombo de mulas.

Conduziram para as pirâmides, as quais somente eles sabiam e conheciam as portas de abertura e esconderam nelas alguns dos faraós. O que podia ser escondido deste modo, assim o foi, os que não puderam ou não couberam nas pirâmides, foram escondidos em outros lugares ou outras sepulturas, o que permite entender que em tempos que ainda estão por vir, iremos saber de novas descobertas neste sentido, ou seja, de novas sepulturas de faraós que ainda estão por ser encontradas, junto de suas riquezas.

Portanto, a verdade sobre a presença de faraós dentro das pirâmides, se relaciona com o fato de se pretender protegê-los enquanto patrimônio e enquanto objeto de adoração, fizeram isto em respeito à seus ancestrais. A verdadeira finalidade é portanto outra que deve ser melhor examinada. Apenas para salientar o tema, a pirâmide de Quéop's no passado, antes do Egito ser invadido pelos bárbaros que pretenderam destruir todas as suas edificações, era inteiramente revestida por um granito vermelho e a pirâmide de Quéfren era revestida por mármore, suas figuras brilhavam à distãncia e estas mesmas pedras podem ser encontradas em todas as residências em seu redor na cidade do Cairo. Vencidos pela grandiosidade da pirâmide, os bárbaros ao perder o ímpeto pela destruição, acabaram se cansando de tentar destruí-la, removendo o seu "casco", as pedras ao seu topo e parte de sua camada externa.

pirâmide de Quéop's

afresco egípcio

Outro aspecto de estudo está no fato de que entre todos os estudiosos, existe uma unânimidade que define o povo egípcio como um povo que sofreu um constante declínio. O Egito antigo era muito mais próspero do que os reinos posteriores, e isso é uma contradição na relação entre povos, pois todos os povos antigos apresentam um nascimento, evolução, crescimento, apogeu, seguido por um declínio até a sua queda enquanto domínio.

O Egito não é observado nesta condição, ele começa do alto, como que adquirindo uma condição de cultura elevada que lhe antecedia.

É preciso observar que neste sentido, existe o relato de Platão, tratando o povo egípcio como um povo que pertenceu ao império de Atlântida, pois este império se estendia por todas as ilhas que compunham suas terras (América do Norte, América do Sul, América Central, Groenlândia e a ilha central do império, que era maior do que a Europa e quase do tamanho do território brasileiro), seguindo pelo sul da Europa até a Tirrênia (Itália) e norte da Líbia (África), até o "Egito". Portanto os habitantes da Itália, sul da França, Espanha e Portugal já estiveram sob o domínio deste império o que justifica as edificações presentes não apenas no Egito, como também na Inglaterra (Dólmens que seguem como uma estrada desde a superfície até as profundezas do Oceano Atlântico na costa da Irlanda), na Espanha (portos com mais de doze mil anos, com pedras preta, branca e vermelha, que eram utilizadas em Atlântida), na França e em Portugal.

Para assimilarmos esta condição, verificamos que no passado do Egito, há um tempo muito remoto, possivelmente após o período da trajédia do desaparecimento da ilha, os povos que sobreviveram à catástrofe, regrediram a um estado de selvageria, perdendo suas culturas, ficando o povo egípcio muito avançado em relação aos outros povos, onde mesmo os seus súditos tinham uma cultura muito superior. A mesma condição também é observada em algumas localidades onde se apresentam culturas avançadas contrapondo-se à outras absolutamente selvagens na Europa e no Oriente Médio.

Houve então um acordo definido pelos sacerdotes que passaram a restringir os conhecimentos à classe dos sacerdotes e à família do faraó, a aristocracia, ficando o seu povo cada vez menos culto, o que aproximava a condição aos demais, algo que lhes permitiria então realizar os contatos sempre necessários nas atividades comerciais com os demais incultos em seu redor.

Deste modo, o povo egípcio passou a entrar em um declínio cultural o que iria fazer com que a própria sociedade egípcia passasse a entrar neste processo.

 

Templo de Ramsés

Lâmpadas egípcias

Detalhes como o conhecimento de energia elétrica que conferia a possibilidade de iluminação no interior das pirâmides e com isso reproduzir suas pinturas, é algo que até hoje não é muito bem admitido, mas é a única maneira de se esclarecer a sua reprodução sem fazer uso de chamas (algo impossível pela dimuta área em que permaneciam).

Se por um lado os governantes egípcios passaram a estabelecer relações comerciais antes impossíveis vencendo a dificuldade imposta pela distância cultural, por outro, a hierarquia egípcia passava a entrar no mesmo declínio que o seu povo, pois a perda das elevadas condições culturais aplicadas ao Egito como um todo, passou a influenciar os governantes quando da assimilação da contra cultura, pela inserção de indivíduos menos capacitados para o convívio nas famílias dos faraós (concubinas).

As descendências dos faraós passaram a sofrer o declínio imposto ao povo, trazendo os valores menores para o seio da família. O resultado é dramático, um declínio constante e perda de seus conhecimentos ao longo do tempo, ao invés de uma evolução continuada.

Neste sentido passa a ser mais fácil entender de que modo se perdeu os conhecimentos que conduziam à edificação piramidal, tanto quanto todos os outros trabalhos.

Todos os demais processos de estudo e de avaliação desta cultura não será apresentada no momento, por uma necessidade maior que percebo em elaborar a apresentação desta página, sendo primordial a explanação geral para que o detalhe de cada um, seja inserido posteriormente e de maneira gradual.

desafio à razão evolucionista:

avião, helicóptero e submarino no templo de Hathor do ano de 10.000 a.C.

A apresentação de cada povo ou de cada um dos temas, sempre estará diferenciada da maneira como é costumeiramente encontrada, o objetivo como já defini, está em desmistificar o tema central, objeto maior desta página, Atlãntida.

VOLTAR