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Fenícios
Os fenícios foram influenciados pelas culturas do Egito e da Mesopotâmia e as estenderam por todo o Mar Mediterrâneo, desde o Oriente Médio até as costas orientais da Península Ibérica, onde exploraram o chumbo e a prata.

O legado mais importante que deixaram foi um alfabeto, o cursivo conhecido como púnica, que deu origem aos caracteres gregos e latinos. Mas antes dele existia outro que foi perdido quando da queda de Cartago em 146 a.C., que conduziu o cursivo a uma expansão e consequente perda do idioma original e complexo.

Propagaram o uso da matemática desenvolvida pelos caldeus e pelos egípcios que ainda trouxeram o conhecimento da astronomia, medicina e geografia. Aperfeiçoaram a matemática com a introdução do zero, posicionamento dos algarismos para a determinação dos valores, entre outros, que eram aplicados principalmente pela atividade comercial.

Chamou-se Fenícia a antiga região que se estendia pelo território daquele que mais tarde seria conhecido como Líbano e toda parte da Síria e da Palestina, habitada por um povo de artesãos, navegadores e comerciantes. Biblo (futura Jubayl), Sídon (Saída), Tiro (Sur), Bérito (Beirute), Árado, Ibiza no arquipélago dos Baleares, Cartagena na costa da Espanha, Cádice, Tangeri eram algumas das suas cidades, sendo Cartagine no Golfo da Tunísia, sua cidade principal. O nome Fenícia deriva do grego Phoiníke (terra das palmeiras). Na Bíblia, parte da região recebe o nome de Canaã, derivado da palavra semita kena'ani, "mercador".

caracteres fenícios

modelo de ânfora fenícia

Os fenícios chegaram às costas libanesas por volta de 4.000 a.C. A origem deste povo não é algo muito bem resolvida, sabe-se que eram semitas provenientes do golfo Pérsico, ou da Caldéia. No começo, estiveram divididos em pequenos estados locais, dominados às vezes pelos impérios da Mesopotâmia e do Egito, dos quais adquiriram boa parte da sua cultura. Apesar de uma condição submissa, os fenícios conseguiram desenvolver uma florescente atividade econômica que lhes permitiu, com o passar do tempo, transformar-se numa das potências comerciais hegemônicas do mundo banhado pelo Mar Mediterrâneo.

A dependência dos primeiros fenícios em relação ao poderio egípcio iniciou-se com a IV dinastia (por volta de 2613-2494 a.C.), e é notada pela grande quantidade de objetos de influência egípcia encontrados nas escavações arqueológicas. No século XIV a.C., a civilização grega de Micenas fez seu aparecimento na Fenícia, com o estabelecimento de comerciantes em Tiro, Sídon, Biblo e Árado. As invasões dos chamados povos do mar significaram uma grande mudança para o mundo mediterrâneo: os filisteus se instalaram na Fenícia, enquanto Egito e Creta começavam a decair como potências. Dessa forma, a Fenícia estava preparada no século XIII a.C. para iniciar a sua expansão marítima.

A cidade de Tiro assumiu o papel hegemônico na região. Em pouco tempo, seus habitantes controlaram todas as rotas comerciais do interior, comercializando principalmente madeira de cedro, azeite e perfumes, passando posteriormente a trazer ouro, prata e diversas pedras e metais preciosos. Quando dominaram o comércio na área, iniciaram a expansão pelo Mar Mediterrâneo, onde fundaram muitas colônias e feitorias, que foram se estabelecendo tão somente pela atividade comercial, algo até então incomum, visto que todos os grandes domínios se estabeleciam pelo uso das armas e emprego da força.

Os fenícios escalaram primeiro em Chipre, ilha com a qual há muito mantinham contato, e no século X a.C. se estabeleceram em Cício ou Kítion (Larnaca). A faixa costeira da Anatólia também conheceu a presença fenícia, embora lá não se tenham estabelecido colônias permanentes. No sul da Palestina, sob domínio judeu desde o fim do século XI a.C., assentaram-se colônias comerciais estáveis, assim como no Egito, sobretudo no delta do Nilo.

A região ao oeste do Mar Mediterrêno atraiu os fenícios que mantiveram então, relações econômicas com Creta, mas a presença dos gregos os induziu a dirigirem-se mais a oeste, chegando à Sicília, onde fundaram Mócia (Mótya), Panormo (Panormum) e Solos (Sóloi). No norte da África, os fenícios se estabeleceram em Útica no século XII a.C. e fundaram outros núcleos no século IX a.C., entre os quais Cartago. Na Península Ibérica, Gades (Cádiz), fundada no século XII a.C., foi o porto principal dos fenícios, que ali adquiriam minerais e outros produtos do interior. Na ilha de Malta, a Fenícia impôs seu controle no século VIII a.C., e a partir de Cartago fez o mesmo em relação a Ibiza no século VI a.C. As cidades eram fundadas com intuito de paradas portuárias das embarcações, eram como locais para reparos das embarcações e recuperação dos seus comandados, mas a atividade comercial acabou aflorando naturalmente, fazendo com que se tornassem centros de comércio com o restante da Europa. Neste sentido por exemplo, a relação com a Sardenha nunca foi de inimizade, mas sim de uma proximidade, pois os interesses eram distintos entre si, visto que a identificação com as cidades portuárias era muito bem esclarecida e neste sentido nunca figurou como uma ameaça para o povo da Sardenha.

algumas localidades no Mar Mediterrâneo

Houve um aproveitamento dos fenícios do que traziam os sardos com o sal por exemplo, que era utilizado para a preservação de peixes como alimento para as longas jornadas. Salgavam o atum e a sardinha principalmente.

O esplendor econômico e cultural da Fenícia viu-se ameaçado a partir do século IX a.C., quando a Assíria, que precisava de uma saída para o mar a fim de fortalecer sua posição política no Oriente Médio, começou a introduzir-se na região. O rei assírio Assurbanipal estendeu sua influência a Tiro, Sídon e Biblo, cidades às quais impôs pesados tributos. A dominação assíria obrigou as cidades fenícias a firmarem uma aliança: em meados do século VIII a.C., Tiro e Sídon se uniram para enfrentar os assírios, aos quais opuseram tenaz resistência; mas, apesar desses esforços de independência, a Assíria manteve sua hegemonia. Os egípcios, também submetidos à influência assíria, estabeleceram um pacto defensivo com Tiro no início do século VII a.C., mas foram vencidos.

No fim desse século, Nabucodonosor II impôs a hegemonia da Babilônia no Oriente Médio. O rei babilônico conquistou a região da Palestina e, depois de longo assédio, submeteu Tiro em 573 a.C. A Pérsia substituiu a Babilônia em 539 a.C. como poder hegemônico. A partir de então, Sídon passou a ter supremacia sobre as outras cidades fenícias e colaborou com o império persa contra os gregos, seus principais inimigos na disputa do controle comercial do Mediterrâneo. Os persas incluíram a Fenícia em sua quinta satrapia (província), junto com a Palestina e Chipre. Sídon procurou então uma aproximação com os gregos, cuja influência cultural se acentuou na Fenícia.

No século IV, o macedônio Alexandre o Grande irrompeu na Fenícia; mais uma vez, Tiro foi a cidade que apresentou a resistência mais forte, mas, esgotada por anos de lutas contínuas, caiu em poder de Alexandre em 322 a.C. Depois da derrota, toda a Fenícia foi tomada pelos gregos. Finalmente, Roma incorporou a região a seus domínios, como parte da província da Síria, em 64 a.C.

A Fenícia foi um dos países mais prósperos da antiguidade. Suas cidades desenvolveram uma florescente indústria, que abastecia os mais distantes mercados. Objetos de madeira talhada (cedro e pinho) e tecidos de lã, algodão e linho tingidos com a famosa púrpura de Tiro, extraída de um molusco, foram as manufaturas fenícias de maior prestígio e difusão. Também eram muito procurados os objetos de metal; o cobre, obtido em Chipre, o ouro, a prata e o bronze foram os mais utilizados, em objetos santuários e em jóias de alto valor. Os trabalhos em marfim alcançaram grande perfeição técnica na forma de pentes, estojos e estatuetas. Os fenícios descobriram ainda a técnica de fabricação do vidro e aperfeiçoaram-na para confeccionar belos objetos. Para os gregos no entanto eles eram vistos como comerciantes desonestos e eram chamados de Phoini que significava púrpura, ou vermelho que era de fato produzido pelos fenícios na extração das glândulas de um marisco chamado murex e com ele eram tingidos os tecidos comercializados com muita freqüência em toda a Europa.

estátua fenícia

escultura fenícia na Pedra da Gávea RJ-Brasil

O comércio se fez principalmente pelo mar, eram essencialmente comerciantes marítimos, pois o transporte terrestre de grandes carregamentos era dificílimo. Essa exigência contribuiu para desenvolver a habilidade dos fenícios como construtores navais e os transformou em hábeis navegadores. Seus barcos eram os mais velozes em razão de seu formato que favorecia pela aerodinãmica, onde singravam pelas águas alcançando sempre um melhor desempenho. Sua fama de um povo de navegadores lhes conferiu uma relação muito próxima com outra personalidade que lhes foi contemporâneo, o rei Salomão contratou alguns dos fenícios para integrar a sua frota. Isso pode justificar por suposição, que entre as famosas minas nunca encontradas do rei Salomão, de onde eram trazidos ouro, prata, diamantes e diversas pedras preciosas, estivessem os territórios da América do Sul, principalmente o Brasil, e a África de onde se traziam os diamantes.

Para a construção de suas cidades e feitorias, os fenícios escolhiam zonas estratégicas do ponto de vista comercial e da navegação. Erguiam-nas sempre em portos protegidos, amplas baías que permitiam aos barcos atracar com facilidade e penínsulas abrigadas. As cidades eram geralmente protegidas com muralhas, e os edifícios chegavam a uma altura considerável. Nas cidades portuárias fenícias existiam comerciantes gregos, egípcios, e assírios.

Entre os portos construídos pelos fenícios estão também em Alcobaça (Bahia) e Aquiri (Amazonas). No Brasil eles deixaram inscrições na Pedra da Gávea no Rio de Janeiro e podemos observar a escultura de um perfil fenício na pedra. Também existem estudos que dão conta de influência fenícia no idioma de diversas tribos do território brasileiro, em se tratando de um povo com muita atividade comercial, não é de se estranhar tal legado presente nos idiomas Quéchua, Aimará, Tupi, Chibika e Guarani. A maior proximidade com o aramaico antigo e o árabe são o Quéchua e o Tupi.

A presença fenícia está registrada na pedra da Gávea no Rio de Janeiro, onde avistamos não apenas o perfil fenício esculpido na pedra, como também temos as inscrições alí registradas.

Sabendo-se que os fenícios escreviam da direita para a esquerda, a tradução oferece a seguinte menção:

LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT

que traduzido para a leitura ocidental fica:

TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL

e que significa: Tyro Phoenicia, Badezir primogênito de Jethbaal

Em 856 a.C. Badezir assumiu o trono de seu pai em Tyro.

inscrições na pedra da Gávea RJ-Brasil

Inscrições em Sete Cidades-Norte do Piauí

No Estado do Rio Grande do Norte, existe um canal construído pelos fenícios com 11 km, onde ancoravam seus barcos entre 887 e 856 a.C. O professor austríaco Ludwig Schwennhagen encontrou inscrições fenícias no Amazonas que atribuiu aos fenícios deste período. Também nos rios Camocim (Ceará), Parnaíba (Piauí) e Mearim (Maranhão), existem pedras com gravuras fenícias, assim como gravuras são encontradas no Estado de Goiás, Minas Gerais, serra da Bahia e Mato Grosso.

No reinado fenício, a classe dos comerciantes ricos exercia o domínio político em cada cidade, governada por um rei. A diversidade arquitetônica das casas fenícias que foi possível conhecer revela a existência de uma marcada diferenciação social entre a oligarquia de mercadores e o conjunto dos trabalhadores artesanais e agrícolas.

A religião dos fenícios era semelhante à de outros povos do Oriente Médio, embora também apresentasse características e influências de religiões e crenças de outras áreas como o mar Egeu, o Egito e mais tarde a Grécia, em conseqüência dos contatos comerciais. Sua origem semita os condiciona a um parentesco com os hebreus e se auto-intitulavam como cananeus.

A religiosidade se baseava no culto às forças naturais divinizadas e construíram suas embarcações com o cedro encontrado nas montanhas do Líbano em razão das menções trazidas em Ezequiel.

Foram influenciados por outros povos com os quais praticaram o comércio e deste modo perderam a sua raiz religiosa equirada aos hebreus (eram da descendência de Canaã), para se tornarem um povo politeísta. A divindade principal era El, adorado junto com sua companheira e mãe, Asherat ou Elat, deusa do mar. Desses dois descendiam outros, como Baal, deus das montanhas e da chuva, e Astarte ou Astar, deusa da fertilidade, chamada Tanit nas colônias do Mediterrâneo ocidental, como Cartago. As cidades fenícias tinham ainda divindades particulares; Melqart foi o deus de Tiro assim como Tanit, de onde seu culto, com a expansão marítima, passou ao Ocidente, concretamente a Cartago e Gades. O Baal de Sidon era Eshmun (deus da saúde), a cidade de Biblos adorava à Adônis (deus da vegetação),

Entre os rituais fenícios mais praticados tiveram papel essencial os sacrifícios de animais, mas também os humanos, principalmente crianças. Existem relatos de sacrifícios de 200 recém nascidos diante do olhar incontrolável e indignado de suas mães. Elas eram consideradas alimento dos deuses.

Em geral os templos, normalmente divididos em três espaços, eram edificados em áreas abertas dentro das cidades. Havia ainda pequenas capelas, altares ao ar livre e santuários com estelas decoradas em relevo. Os sacerdotes e sacerdotisas freqüentemente herdavam da família o ofício sagrado. Os próprios monarcas fenícios, homens ou mulheres, exerciam o sacerdócio, para o que se requeria um estudo profundo da tradição.

A civilização ocidental deve aos fenícios a difusão do alfabeto, cuja origem é indefinida, mas é muito provável que tenha partido de uma necessidade da comercialização e identificação de produtos que eram então relacionados e comercializados, o alfabeto fenício foi criado com 22 consoantes e difundiu pelo Mediterrãneo sendo adquirido por judeus, aremeus e gregos que intrduziram as vogais. Povo pragmático por natureza, os fenícios parecem haver adotado e simplificado formas de escrita mais complexas, talvez de procedência egípcia, para criar um alfabeto consonântico de 22 letras, que se escreviam da direita para a esquerda. Os gregos foram os primeiros a receber essa importante herança fenícia, que remonta ao século XIV a.C.; a exemplo dos latinos e outros povos da antiguidade, os gregos transformaram esse alfabeto e lhe incorporaram as vogais.

gravura fenícia em ouro

escultura fenícia em ouro

A arte fenícia constituiu um sincretismo de elementos egípcios, egeus, micênicos, mesopotâmicos, gregos e de outros povos, e tinha um caráter essencialmente utilitário e comercial. A difusão dos objetos fenícios pelo Mediterrâneo contribuiu para estender as influências orientalizantes à arte dos gregos, dos etruscos, dos iberos e outros. A peça mais destacada da escultura fenícia é o sarcófago de Ahiram, encontrado em Biblo, cuja decoração apresenta motivos talhados em relevo.

Para muitos históricos da odontologia, os Fenícios foram os verdadeiros precursores da Prótese dentária. Os seus conhecimentos, conforme esses históricos, foram transmitidos aos outros povos do mediterrâneo. Eles constavam de dados terapêuticos sobre a Odontologia, principalmente referentes à habilidade da prótese.

Os elementos concretos, sobre os quais são baseados os conhecimentos da prótese dentária Fenícia, são principalmente duas testemunhas arqueológicas, conhecidas pelo nome de seus descobridores, como exemplares Gaillardot e Torrey.

Os dois exemplares são respectivamente dos séculos IV e V a.C. Foram executados com grande perfeição e suas relações práticas permitem que se suponha a existência de algo muito mais simples em épocas anteriores.

O exemplar Gaillardot foi descoberto em maio de 1862 pelo Dr. Gaillardot que fazia parte de uma missão francesa na Fenícia em um sepulcro da Necrópole de Sidone, hoje Saída, no Líbano. A peça, atualmente, encontra-se no Louvre. Trata-se de seis dentes, dois caninos e quatro incisivos, ligados com grande habilidade por um fio de ouro puro do comprimento aproximado de trinta centímetros e de diâmetro extremamente fino. O central e o lateral direito pertencem a outra pessoa e substituem os ausentes. No conjunto, este sistema protético desempenha as funções de substituir os dentes ausentes e de fixar os outros dentes a tipo férula. Sendo uma prótese parcial fixa no maxilar superior feminino.

prótese fenícia de Gaillardot

prótese fenícia de Torrey

A peça de Torrey foi encontrada em 1901. Ela é uma mandíbula e foi achada pelo Dr. Charles Torrey, da Universidade de Yale, em escavações realizadas ao sul de Saída, bem perto onde Gaillardot fez sua descoberta.

A peça encontrada era uma mandíbula com prótese em ouro, construída por um fio de ouro que encerrava seis dentes anteriores com finalidade fixativa. A mandíbula, devido as rugosidades marcadas das inserções musculares devia pertencer a um homem com estrutura corpéra mais robusta.

Um dos povos que mais desenvolveu conhecimentos marítimos em seu tempo, os fenícios tinham conhecimentos avançados na construção de seus navios que eram conhecidos como muito velozes. Da mesma maneira eles também se aproveitaram do conhecimento das correntes marinhas que utilizavam muito bem, ao contrário dos demais povos que não possuíam as cartas geográficas que forneciam o sentido das correntes.

Eram portanto exímios no ato da navegação.

Contudo, foi nos tempos de Alexandre o Grande, que um fato veio a incomodar os fenícios. Alexandre teve uma ira incomum para com eles e pretendeu dizimar todos os que existissem na face da Terra.

Para isso, destacou uma parte significativa de suas tropas para perseguir e aniquilar todos os fenícios que escaparam da guerra contra suas forças em terra. Este exército foi destacado sob o comando de Ptolomeu, um general fiel à Alexandre e que embarcou com sua tripulação em diversos navios para perseguir as tropas fenícias que fugiram pelo Mar Mediterrâneo.

Alexandre morreria poucos anos depois vítima de malária ou de uma forte gripe, não se sabe exatamente o que o vitimou, mas pelos sintomas registrados como a febre e suor constante, estas duas doenças se enquadram tanto pelos registros a respeito de suas condições, quanto pela existência na região e no período. Ptolomeu nunca mais retornou.

Por volta de 1810, um certo fazendeiro uruguaio que cavalgava pela sua propriedade recém adquirida, percebeu algo estranho no meio de suas terras, ao se aproximar, constatou que se tratava de uma sepultura encerrada com uma pedra onde se percebia inscrições em um estranho dialeto, cujos caracteres não conseguiu interpretar. Ao remover a pedra, ele encontrou uma espada, um escudo, objetos pessoais, um medalhão em ouro com uma efígie, uma urno contendo restos mortais de uma pessoa, que ele entendeu como sendo o que tinha aqueles objetos como seus pertences pessoais.

moeda com a efígie de Alexandre

 

Ao se dirigir para a cidade mais próxima, ele procurou por um erudito o padre Martins. Eles foram para o local e o pde. Martins decifrou o que havia alí escrito como sendo algo referente a um período muito antigo, que dizia: "...aqui jaz Ptolomeu, da época da décima segunda olimpíada, sob o comando das tropas de Alexandre...". O medalhão tinha o perfil de Alexandre.

Ptolomeu acabou morrendo na América do Sul, tendo então perseguido com eficácia as tropas fenícias que fugiram para estas terras que não apenas conheciam, como também possuíam relações amistosas de comercialização.

Justifica-se assim a cordialidade com que foram recebidos os portugueses nas embarcações de Cabral.

Tratando-se de uma relação ocorrida há tanto tempo, os indígenas que viviam nos territórios da América Latina tinham as características fenícias apenas na memória cultural destes povos, sendo então definidos como aqueles que se diferenciavam de todos os que eles conheciam (em todo o território americano, a quase totalidade dos povos não possui barbas, nem pele branca), assim sendo, as características físicas dos portugueses se aproximavam dos fenícios, motivo pelo qual ocorreu a confiança.

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