Make your own free website on Tripod.com
Maias

Sediados na Península do Yucatã, o povo maia sucedeu a outros povos da região, como os olmecas e a cultura Izapa.

Especula-se que tenham iniciado sua atividade social em torno de 900 a.C., caçando e pescando, com um povo nômade em toda a região do México.

Estabeleceram-se na Península do Yucatã, com o advento do milho que passaram a cultivar, principalmente nas cidades de Uaxactum e Tikal (317 a.C - 987 d.C.).

Passaram para outra condição por volta de 987 a.C., quando deixaram de ser centros religiosos para se tornarem um povo guerreiro. Neste período em diante, dominaram as cidades de Chichén-Itza, Mayapán e Uxmal. Este período de guerras foi essencial para a sua degradação e fragilização do império na chegada dos espanhóis.

Assim como grande parte de todas as culturas desenvolvidas no mundo, os maias tiveram a assimilação de culturas anteriores, tendo adquirido entre outros, o conhecimento da escrita por meio dos pergaminhos encontrados nas cidades que dominaram, tinham conhecimento do papel fabricado com a casca de fícus.

regiões do império maia e asteca

Houve então, um fato que determinou uma mudança significativa neste quadro. Os instruídos da civilização informaram o imperador, de que grande parte das escrituras estava sendo perdida por ação de insetos, roedores e traças. Foi determinado então que todo o material encontrado viesse a ser esculpido em pedra para que nada viesse a ser perdido.

Deste modo, parte dos estudiosos afirmam que a escrita maia sempre esteve condicionada à esta forma de registro, quando que na verdade é um fato definido em razão da sua preservação.

Representação de um cavaleiro deste período

 

Existem aqueles que defendem o problema da agricultura como o principal fator para a decadência deste povo, mas na verdade o que verdadeiramente definiu a sua queda, foi a chegada dos espanhóis.

Se por um lado existia o problema da agricultura, uma vez que as terras para o plantio não eram férteis e precisavam da rotatividade, também era verdade que o mesmo problema estava relacionado a um grande número populacional.

Uma grande população implica em um grande número de guerreiros.

A condição de instabilidade promovida pela adversidade entre famílias e cidades, pode ter favorecido a queda, mas está na explicação de um historiador norte americano na primeira metade do século XIX, John Stephens, uma das mais importantes observações.

Os espanhóis vieram para a guerra, montados em seus cavalos, vestindo suas armaduras e seus capacetes.

Dotados de seus escudos e de suas espadas e lanças, eles guerreavam contra os guerreiros maias que os viam como um só elemento, homem e cavalo, os maias não conheciam este animal.

Não sabiam que eram homens que estavam montados, protegidos por armaduras e vestindo seus capacetes e suas armas, pois não viam sequer suas mãos, uma vez que os espanhóis usavam suas luvas.

É muito provável que imaginassem ser um só ser e deste modo não sabiam exatamente como proceder no ato da guerra.

Foi portanto uma diferença crucial para as suas batalhas, o que permitiu o grande avanço pelos espanhóis. Stephens foi quem elucidou pela primeira vez a verdade sobre as civilizações estruturadas que existiam nas Américas e que não se tratavam de indígenas como queriam os espanhóis da época.

O povo maia já possuía conhecimentos matemáticos, astronômicos entre outras formas de cultura, em um estado mais avançado do que os europeus do mesmo período e acreditavam serem os sacerdotes (elite social e cultural), descendentes dos Toltecs (construtores).

Já conheciam o número zero, sabiam as órbitas da Lua, Marte, Vênus e do Sol, tanto quanto conheciam o formato do planeta e sua condição no sistema solar. É possível também que já conhecessem outros planetas em razão das observações realizadas em seu observatório astronômico.

Sua estrutura social nunca lhe conferiu a condição de império, pois eram cidades-estado independentes com uma elite formada por sacerdotes e militares, que era sucedida hereditariamente.

Os centros religiosos não exerciam apenas seu caráter religioso, mas também o comercial onde surgiram personagens que começaram a ganhar influência na sociedade, os mercadores.

Estava politicamente representada pela figura do Halach Uinic (homem de verdade), que era assessorado por uma espécie de conselho. As aldeias eram chefiadas pelo Batab, como uma jurisdição local submetidas ao seu governante.

maquete de Tenochtitlán

Os militares tinham um líder o Nacom que exercia esta função em um período de três anos. Os sacerdotes exerciam influência importante porque detinham o conhecimento dos astros e das estações do ano, algo fundamental em uma sociedade que estava baseada na agricultura, cultivo do milho do qual conheciam três diferentes formas. O sumo sacerdote (ahau kán) estava acima dos que realizavam os discursos (ahkim), adivinhos (chilán) e dos feiticeiros (ahmén). Artesões e camponeses (ah chembal uinicoob) eram a classe inferior, encarregados do trabalho agrícola e das construções, pagavam impostos, mas estavam acima dos pentacoob, escravos de guerra ou criminosos de infrações que estavam condicionados a cumprir suas penas.

calendário maia

Os sacerdotes maias haviam determinado um calendário solar e um calendário lunar que se sobrepõem. O calendário Solar (haab) possui 365 dias com o acréscimo de um dia a cada quatro anos, e o calendário lunar (tzolkín) possui 260 dias. O calendário solar é dividido em 18 meses de vinte dias cada um, acrescido de mais cinco dias, nos quais não se praticava nada, pela superstição de que eram dias nefastos. O ano solar maia impressiona pela exatidão: 365,242 dias.

No calendário Maia, o ano zero é correspondente a 3.114 a.C., seus ciclos eram formados por kin (dia), uinal (mês), tun (ano), katun (vinte anos), baktun (400 anos), alautun (64 milhões de anos).

Os acontecimentos eram datados de duas maneiras, uma conta menor ou conta curta de 256 anos, e outra conta maior ou longa que se principia no início da era maia. A numeração era baseada em vinte e atribuíram um símbolo que representava o zero. Os hieróglifos maias ainda não foram por completo interpretados. O idioma é dividido em dois grandes grupos, o maia e o huasteca que tem origem asteca no nahuatl.

O templo de Kukulkán que era utilizado como observatório astronômico, tem as quatro faces voltadas para os quatro pontos cardeais e representam as quatro estações do ano. Nos dias 21 de Março e 23 de Setembro, os dias possuem a mesma duração da noite e o Sol que incide às 17:30 hs sobre o templo, projeta uma sombra nos degraus formando uma imagem de Kukulkán, o deus da serpente emplumada.

Os maias possuíam vários registros sobre catástrofes universais e principalmente sobre o passado de um vasto império que é referido com freqüência como seus irmãos (Mu), mas foi o bispo Diego de Landa, quem ordenou a apreensão e queima de milhares de livros encontrados nos templos, como um ato de fé e queima de "escritas demoníacas".

Templo de Kukulkán (observatório astronômico maia)

Codex troano maia

Desta tragédia, só sobreviveram quatro livros, dos quais o mais famoso é o Código Popol Vuh, que contém informações importantes sobre lendas, guerras e tragédias. Os demais são o Códice de Dresde, Códice de Madri e Códice de Paris.

Entre as influências percebidas além do idioma havia a perda territorial e a perda cultural para os astecas que passaram a dominar parte de sua região.

Palenque é uma das cidades míticas deste povo, cujas escrituras, templos, rituais, lendas entre outras coisas aparentam grande evolução perdida ao longo do tempo. Houve um monge espanhol que em 1773 passou pela região de Palenque e escreveu um livro onde reivindicava ter encontrado um "posto avançado de Atlântida".

O Códex troano traduzido por Le Plongeon traz: " No ano 6 de Kan, em 11 de Muluc do ano de Zac, terríveis tremores de terra se produziram e continuaram sem interrupção até o dia 13 de Chen. A região de Argilla, o país de Mu, foi sacrificado. Sacudido duas vezes, ele desapareceu subitamente durante a noite. O solo continuamente influenciado por forças vulcânicas, subia e descia em vários lugares até que cedeu. As regiões foram então separadas umas das outras e depois dispersas. Não tendo podido resistir às suas terríveis convulsões elas afundaram, arrastando para a morte seus 64 milhões de habitantes. Isto se passou em 8.060 anos antes da composição deste escrito."

Em 1952, houve uma expedição que explorou o templo de Pakal em Palenque e encontrou uma cripta com uma múmia encerrada sob uma imensa laje de pedra com inscrições e rodeada por nove entidades que foram equivocadamente interpretadas como os "nove senhores da noite", na verdade são nove dos dez governantes de um imenso império do qual o décimo estaria na sepultura. Os dez governantes de Atlântida, os números não estão alí representados por ordem do acaso.

O mesmo acaso também é determinado para alguns historiadores que defendem a teoria da origem dos povos americanos à partir do estreito de Bering, que poderia ter conferido a oportunidade de se atravessar do continente asiático para as Américas no passado.

Isso é afirmado também por outra razão, a mancha mongol que existe em todas as crianças orientais logo após o seu nascimento e que permanece por alguns meses. Esta mancha surge nas costas, abaixo da coluna vertebral na linha da cintura. A mesma mancha surge em todos os habitantes das Américas.

Todavia, outra corrente de historiadores têm passado a defender a teoria inversa, ou seja, a de que tenha ocorrido o contrário, onde os habitantes das Américas teriam povoado a Ásia.

São discussões profundas que merecem esclarecimento, mas que serão tratadas adiante.

Fica aqui a menção e uma das muitas provas inquietantes deste fato. Porém o que poderia dificultar a travessia marítima em um período posterior ao defendido, onde os navegadores poderiam ter estabelecido contato com maias, incas e astecas?

(continua)

VOLTAR